28.4.11

18: Conversando com Deus




"Não vemos as coisas como são,
mas como somos."
Anaïs Nin


Olá!


Quando mais uma vez eu procurava por respostas que fizessem mais sentido pra mim e que rompessem com o senso comum; quase que por "milagre", me deparei com a trilogia: "Conversando com Deus", de Neale Donald Walsh e foi uma "viagem muito interessante".


Autor: Neale Donald Walsh

Hoje um novo amigo me fez relembrar estes livros que tanto gostei.
Como sempre, gostaria de enfatizar que procuro ser crítica, tiro as minhas próprias conclusões, mas devo admitir que embora estes livros sejam polêmicos, concordo com 99% do que ele diz.



Colocarei na íntegra o 1º capítulo do primeiro livro abaixo,  para você ter uma ideia sobre o tema e compreender como ele surgiu. Em outros momentos comentarei sobre os demais capítulos. 
Algumas pessoas podem me dizer: mas o texto é longo. 
Eu apenas responderia: depende das suas prioridades. Se está buscando respostas para a sua vida, será que não seria um tempo bem empregado?
Não calculei, mas acho que leva menos tempo do que ver o capítulo de uma novela.  :)



Se você é ateu, religioso convicto ou espiritualista, você está preparado(a) para repensar certos dogmas e/ou paradigmas?









IMPORTANTE: 

Conforme comentei anteriormente, este blog é uma espécie de "diário", sendo assim, é claro que ele contém as minhas "verdades". Eu mudo de ideia sempre, você perceberá no decorrer das publicações. Mas eu realmente gosto de mudar, porque me faz bem rever certos conceitos, principalmente os dogmas que na minha experiência, me afastaram de Deus e de uma vida feliz. Por esta razão, eu me permito buscar autores que desafiem meu "conhecimento". Quero continuar quebrando paradigmas, quero ter uma visão de mundo que faça sentido. E nesta busca, me deparei com estes livros. 

Mas se você está perfeitamente bem com suas convicções filosóficas ou religiosas, não continue. 

Temos a liberdade para fazer as nossas escolhas, você é livre para decidir sobre o que deseja ler. Se sair do blog agora, estará tomando uma decisão de continuar com as suas convicções e não há nada de errado nisso, ainda mais se você está bem. Admiro pessoas que decidem fazer as suas próprias escolhas, você não precisa concordar comigo. 


Em relação ao livro, para diferenciar os comentários, colocarei em AZUL o que "DEUS" respondeu. 
Tire as suas próprias conclusões sobre as respostas. A
credito que elas vieram de uma fonte de sabedoria universal, a qual todos temos acesso.

Boa viagem...






"Sinto-me um lápis na mão de Deus."
Madre Teresa de Calcutá


Cap. 1: Conversando com Deus (Neale Donald Walsh)


Na primavera de 1992 - lembro-me de que foi perto da Páscoa - um extraordinário fenômeno ocorreu em minha vida. Deus começou a falar com você. Por meu intermédio. Deixe-me explicar. 



Naquela época eu estava muito infeliz, pessoal, profissional e emocionalmente. Minha vida parecia ser um fracasso em todos os níveis. Como durante anos tivera o hábito de colocar os meus pensamentos em cartas (que raramente enviava), peguei o meu bloco amarelo de papel almaço e comecei a transcrever minhas emoções. 
Então, em vez de outra carta para outra pessoa que eu imaginava que estava me vitimando, achei que deveria ir direto à fonte; ao maior vitimador de todos. Decidi escrever uma carta para Deus. 



Foi uma carta impulsiva, rancorosa, cheia de confusão, distorções e críticas - e um monte de perguntas feitas com irritação. 
Por que a minha vida não dava certo? O que era preciso fazer para que desse certo? Por que eu não conseguia ser feliz nos relacionamentos? Continuaria sempre tendo problemas financeiros? Por fim - e mais enfaticamente - O que eu tinha feito para merecer ter uma vida tão difícil? 



Para minha surpresa, quando escrevia a última das perguntas amargas e irrespondíveis e me preparava para por de lado a caneta, minha mão permaneceu fixa sobre o papel, como se mantida ali por uma força invisível. De repente, a caneta começou a mover-se sozinha. Eu não tinha a menor noção do que iria escrever, mas uma idéia pareceu surgir, por isso decidi deixá-la vir. E ela veio... 


Você realmente deseja uma resposta para todas essas perguntas, ou isso é apenas um desabafo? 


Eu pisquei os olhos... e então minha mente deu uma resposta. Eu a escrevi também.
Ambas as coisas. É claro que é um desabafo, mas se essas perguntas têm respostas - com os diabos! - tenho certeza de que quero ouvi-las! 


Você se refere aos diabos para afirmar a sua "certeza" em relação a muitas coisas. Não seria melhor referir-se ao Céu? 


E eu escrevi: 
O que isso quer dizer? 


Sem perceber, tinha começado uma conversa... e eu escrevia como se estivesse tomando ditado. 


Esse ditado continuou durante três anos, e na época eu não sabia o que estava acontecendo. As respostas para as perguntas que fazia só me ocorriam depois que eu terminava de transcrevê-las e expressar os meus pensamentos. Frequentemente, vinham mais rápido do que eu podia escrever, e tinha de me apressar para evitar saltos. Quando ficava confuso, ou perdia a sensação de que as palavras vinham de outro lugar, pousava a caneta e interrompia o diálogo até sentir-me novamente inspirado - lamento, mas essa é a única palavra que realmente se encaixa aqui - a voltar ao bloco amarelo de papel e recomeçar a escrever. 



Essas conversas ainda são mantidas enquanto escrevo isto. E grande parte delas é encontrada nas páginas a seguir... que contêm um surpreendente diálogo que a princípio coloquei em dúvida e depois pensei que tinha um valor pessoal. Agora entendo que não se dirigia apenas a mim, mas também a você e a todos os leitores deste livro. Porque minhas perguntas são suas. 
Quero que você participe deste diálogo o mais rápido possível, porque o que realmente importa não é a minha história, mas a sua. Foi a história da sua vida que o trouxe aqui. É para a sua experiência pessoal que este livro é importante. Caso contrário, você não estaria aqui agora. 
Então vamos participar do diálogo com uma pergunta que fiz a mim mesmo durante muito tempo: Como e com quem Deus fala? Quando a fiz a Ele, eis a resposta que recebi: 


Eu falo com todo mundo. O tempo todo. A pergunta não é com quem falo, mas quem ouve? 


Intrigado, pedi a Deus para explicar melhor. Ele disse: 


Em primeiro lugar, vamos substituir o termo falar pelo comunicar. É muito mais exato e completo. Quando tentamos falar um com o outro - Eu com você, você Comigo, enfrentamos imediatamente a incrível limitação das palavras. Por esse motivo, não me comunico apenas através de palavras. Na verdade, raramente faço isso. Minha forma mais comum de comunicação é através do sentimento. 
O sentimento é a linguagem da alma. 
Se quiser saber o que é verdade para você em relação a alguma coisa, veja como se sente em relação a ela. 
Às vezes é difícil descobrir os sentimentos -e, com freqüência, ainda mais difícil admiti-los. Contudo, oculta em seus sentimentos mais profundos está a sua maior verdade. 
O truque é entrar em contato com esses sentimentos. Eu lhe mostrarei como. Novamente. Se quiser. 


Eu disse a Deus que queria, mas que nesse momento preferia uma resposta completa para a minha primeira pergunta. Ele continuou: 


Eu também me comunico através do pensamento. Pensamento e sentimentos não são a mesma coisa, embora possam ocorrer ao mesmo tempo. Quando Eu me comunico através do pensamento, freqüentemente uso imagens e figuras. Por isso, os pensamentos são mais eficazes do que as palavras como meios de comunicação. 
Além de sentimentos e pensamentos, também uso o veículo da experiência como um importante comunicador. 
E finalmente, quando os sentimentos, os pensamentos e a experiência falham, uso palavras. As palavras são de fato o comunicador menos eficaz. São mais sujeitas a erros de interpretação e compreensão. 


E por que isso ocorre?


Devido ao que as palavras são. As palavras são meramente expressões orais: ruídos que representam sentimentos, pensamentos e experiência. Símbolos. Não são a Verdade, a coisa real. 
As palavras podem ajudá-lo a entender algo. A experiência lhe permite saber. No entanto, há algumas coisas que você não pode experimentar. Por isso, Eu lhe permiti outros meios de saber. E estes se chamam sentimentos. E também pensamentos. 
O mais irônico aqui é que todos vocês têm dado muita importância à Palavra de Deus, e pouca à experiência. 
De fato, vocês valorizam tão pouco a experiência que quando a sua experiência de Deus difere do que ouviram sobre Ele, automaticamente a rejeitam e se fixam nas palavras, quando deveriam fazer o contrário. 
Sua experiência e seus sentimentos em relação a alguma verdade representam o que efetiva e intuitivamente sabem sobre ela. As palavras só podem tentar simbolizar esse conhecimento, e frequentemente o confundem. 
Então, esses são os meios pelos quais Eu me comunico; mas não são métodos, porque nem todos os sentimentos e pensamentos, nem todas as experiências e palavras vêm de Mim. 
Muitas palavras foram proferidas por outros, em Meu nome. Muitos pensamentos e sentimentos foram provocados por causas que não foram minhas criações diretas. Muitas experiências resultam delas. 
O desafio é o discernimento. A dificuldade é saber a diferença entre as mensagens de Deus e os dados de outras fontes. Isso é uma simples questão de aplicar uma regra básica: 
O que vem de Mim é sempre seu Pensamento Mais Elevado, sua Palavra Mais Clara, seu Sentimento Mais Nobre. Todo o restante vem de outra fonte. 
Agora a diferenciação se torna fácil, porque não deveria ser difícil nem mesmo para o aprendiz identificar o Mais Elevado, o Mais Claro e o Mais Nobre. 
Ainda assim, vou dar-lhes estas orientações: 
O Pensamento Mais Elevado é sempre aquele que é alegre. A Palavra Mais Clara é sempre aquela que é verdadeira. O Sentimento Mais Nobre é sempre aquele a que chamam de amor. 
Alegria, verdade, amor. 
Os três são intercambiáveis, e um sempre leva ao outro. Não importa em que ordem isso ocorre. 
Com essas orientações é possível determinar quais mensagens são Minhas e quais vêm de outras fontes. A única dúvida que permanece é se as Minhas mensagens serão ouvidas. 
Poucas são. Algumas porque parecem boas demais para serem verdade. Outras, porque parecem difíceis demais de seguir. Muitas, porque simplesmente são mal-interpretadas. A maioria, porque não é captada. 
Meu mensageiro mais poderoso é a experiência, e até mesmo isso vocês ignoram. Especialmente isso. 
Seu mundo não estaria nas condições atuais se vocês apenas tivessem prestado atenção às suas experiências. O resultado de não prestarem atenção a elas é que continuam a repeti-Ias. Porque o Meu objetivo não deixará de ser atingido e Minha vontade não será ignorada. Vocês entenderão a mensagem. Cedo ou tarde. 
Porém, Eu não os forçarei a isso. Nunca. Porque Eu lhes dei o livre-arbítrio - o poder de decidir livremente - e nunca o tirarei de vocês. 
E então continuarei a enviar-lhes a mesma mensagem, através dos milênios e a qualquer parte do universo em que estejam. Eu as enviarei continuamente, até que as recebam, prestem atenção a elas e as considerem suas. 
Eu as enviarei em uma centena de formas, em milhares de momentos, durante bilhões de anos. Não poderão deixar de ouvi-Ias, se realmente prestarem atenção. Não poderão ignorá-las, quando realmente as ouvirem. Dessa forma, nossa comunicação de fato começará. Porque no passado vocês apenas falaram Comigo rezando, pedindo a Minha intervenção, fazendo súplicas. Agora posso responder-lhes, até mesmo da forma como faço aqui. 


Como posso saber que essa comunicação é de Deus, que não é fruto da minha própria imaginação? 


Qual seria a diferença? Não percebe que Eu poderia com a mesma facilidade usar a sua imaginação, como qualquer outra coisa? Eu lhe darei a qualquer momento os pensamentos certos, as palavras ou os sentimentos que servem ao objetivo prestes a ser atingido, usando um meio, ou vários. 
Você saberá que essas palavras são Minhas porque, "por sua própria conta", nunca falou tão claramente. Se já o tivesse feito, não estaria fazendo perguntas. 


Com quem Deus se comunica? Há pessoas e ocasiões especiais? 


Todas as pessoas e ocasiões são especiais. Umas não são mais especiais do que outras. Muita gente prefere acreditar que Deus se comunica de modos especiais, apenas com pessoas especiais. Isso tira de muitas pessoas a responsabilidade de ouvir e ainda mais de captar (o que é outra coisa) a Minha mensagem, permitindo-lhes aceitar a palavra de outras para tudo. Elas não tem de Me ouvir, porque concluíram que tais pessoas ouviram Minhas opiniões sobre todos os assuntos, e tem a elas para dar atenção. 
Mas ouvindo o que outras pessoas acham que Me ouviram dizer, você não precisa pensar. 
Esse é o principal motivo pelo qual poucos consideram as Minhas mensagens em um nível pessoal. Se você reconhecer que as está recebendo diretamente, será responsável por interpretá-las. É muito mais fácil e seguro aceitar a interpretação das outras pessoas (até mesmo das que viveram há 2.000 anos) do que tentar interpretar a mensagem que você pode estar recebendo neste exato momento. 
Ainda assim, eu o convido a participar de uma nova forma de comunicação com Deus. Uma comunicação bidirecional. Na verdade, foi você quem me convidou. Porque fui a você agora, dessa forma, atendendo a um pedido seu. 


Por que algumas pessoas que veem em Cristo um exemplo, parecem comunicar-se mais com o Senhor do que outras? 


Porque desejam de fato ouvir, manter os canais de comunicação abertos, mesmo quando isso parece assustador, loucura ou totalmente errado. 


Deveríamos ouvir Deus mesmo quando o que está sendo dito parece errado? 


Especialmente quando parece errado. Se você achar que está certo em relação a tudo, por que precisaria falar com Deus? 
Vá em frente e aja de acordo com tudo que sabe. Mas observe que vocês têm feito isso desde o início dos tempos. E veja como o mundo está. É óbvio que você deixou passar alguma coisa, que há algo que não entende. O que você entende deve parecer-lhe certo, porque "certo" é o termo que usa para designar aquilo com que concorda. Por essa razão, aquilo que você não entende parecerá em princípio, "errado". 
O único modo de evitar isso é perguntar-se: "o que aconteceria se tudo que eu achava 'errado' na verdade estivesse 'certo'?" Todo grande cientista tem conhecimento desse fato. Quando o que um cientista faz não dá certo, ele parte de novas hipóteses e recomeça. Todas as grandes descobertas foram feitas a partir da hipótese de não estar certo. E é isso que é preciso aqui. 
Você só poderá conhecer Deus quando parar de dizer a si mesmo que já O conhece. Só poderá ouvir Deus quando parar de achar que já O ouviu. 
Eu só poderei contar-lhe a Minha Verdade quando você parar de contar-Me a sua. 


Mas minha verdade sobre Deus vem de Vós. 


Quem disse isso? 


Os outros. 


Que outros? 


Líderes. Pastores. Rabinos. Padres. Livros. A Bíblia, pelo amor de Deus! 


Essas não são fontes competentes. 


Não? 


Não. 


Então quais são? 


Fique atento aos seus sentimentos, aos seus Pensamentos Mais Elevados e à sua experiência. Sempre que qualquer um deles for diferente do que lhe ensinaram seus mestres, ou do que leu em seus livros, esqueça-se das palavras. As palavras são a fonte menos confiável da Verdade. 


Há tantas coisas que eu quero dizer e perguntar! Não sei por onde começar. 
Por exemplo, por que o Senhor não se revela? Se realmente existe um Deus, e o Senhor é Ele, por que não se revela de um modo que todos nós possamos compreender? 


Eu tenho feito isso, repetidamente. E estou fazendo de novo agora. 


Não. Quero dizer, através de um método de revelação incontestável. 


Como? 


Como aparecer agora diante de meus olhos. 


Estou fazendo isso. 


Onde? 


Em todos os lugares para onde olhar. 


Não, quero dizer de um modo incontestável, que nenhum homem poderia negar. 


E qual seria? Sob que forma gostaria que Eu aparecesse? 

A forma que o Senhor realmente tem. 


Isso seria impossível, porque não tenho uma forma que vocês conheçam. Poderia adotar uma forma que poderiam conhecer, mas então todos presumiriam que o que viram é a única forma de Deus, não uma dentre muitas. 
As pessoas acreditam que Eu sou como elas Me vêem, em vez de como não veem. Mas Eu sou o Grande Invisível, não aquilo em que Me transformo em um determinado momento. Em certo sentido, Eu sou aquilo que não sou. E é do não ser que Eu venho, e para onde sempre retorno. 
Porém, quando Eu assumo uma determinada forma - em que penso que as pessoas podem Me reconhecer - elas Me atribuem essa forma para todo o sempre. 
E se Eu aparecesse sob outra forma, para outras pessoas, as primeiras diriam que não apareci para as segundas, porque Minha forma e Minhas palavras não foram as mesmas - então como poderia ter sido Eu? 
Portanto, o que importa não é o modo ou a forma como Me revelo - seja qual for o modo e a forma que Eu assumir, não serão incontestáveis.

Mas se o Senhor fizesse algo que provasse sem dúvida alguma quem é... 


...ainda existiriam aqueles que diriam que era o demônio, ou simplesmente a imaginação de alguém. Ou que a causa era qualquer outra que não Eu. 
Se Eu Me revelasse como o Todo-Poderoso, Rei do Céu e da Terra, e movesse montanhas para prová-lo, haveria aqueles que diriam "Deve ter sido Satanás". 
E é assim que deveria ser. Porque Deus não revela a Si Próprio através de observação externa, mas através de experiência interna. Quando a experiência interna revelou a Deus, a observação externa não é necessária. E se a observação externa for necessária, a experiência interna não será possível. 
Portanto, se a revelação for pedida, não poderá ser obtida, porque o ato de pedir é uma afirmação de que ela não existe; de que nada de Deus está sendo agora revelado. Tal afirmação produz a experiência. Porque o seu pensamento a respeito de algo é criativo, e sua palavra é produtiva, e seu pensamento e sua palavra juntos produzem de modo muito eficaz a sua realidade. Por isso, sua experiência será a de que Deus não está sendo agora revelado, porque se estivesse, você não pediria a Ele que se revelasse. 


Isso significa que não posso pedir o que desejo? Está dizendo que rezar pedindo algo na verdade nos impede de consegui-lo? 


Essa é uma pergunta que é feita há séculos - e que sempre foi respondida. Contudo, vocês não ouviram a resposta, ou não acreditaram nela. 
A pergunta é respondida novamente, em termos e linguagem atuais, deste modo: 
Você não terá aquilo que pedir, e tampouco não pode ter tudo que quer. Isso ocorre porque o seu próprio pedido é uma afirmação de carência, e você dizer que deseja algo apenas produz essa experiência - a do desejo - em sua realidade. 
Portanto, a oração correta nunca é de súplica, mas sim de gratidão. 
Quando você agradece a Deus antecipadamente pelo que escolheu experimentar em sua realidade, de fato reconhece que isso está lá... realmente. Logo, a gratidão é a afirmação mais convincente para Deus; uma afirmação de que mesmo antes de você pedir, Eu atendi o seu pedido. 
Então, nunca suplique. Agradeça. 


Mas se eu agradecer antecipadamente a Deus por alguma coisa, e ela nunca acontecer? Isso poderia levar à desilusão e amargura. 


A gratidão não pode ser usada como um meio de manipular Deus: de enganar o universo. Você não pode mentir para si mesmo. Sua mente conhece a sinceridade de seus pensamentos. Se você disser "obrigado, Senhor, por tais e tais dádivas", e o tempo todo estiver muito claro em sua mente que essas dádivas não existem em sua realidade atual, não poderá esperar que Deus veja isso menos claro do que você, e o produza para você. 
Deus sabe o que você sabe, e o que você sabe é o que aparece como sua realidade. 


Mas então, como posso ser sinceramente grato por algo que sei que não tenho? 


Fé. Se tiver apenas a fé de uma semente de mostarda, moverá montanhas. Você passa a saber que tem, porque Eu disse isso; porque Eu disse que, antes mesmo de você pedir, Eu lhe darei; porque Eu disse de todos os modos possíveis, através de todos os mestres que conhece, que tudo que escolher, escolhendo em Meu Nome, terá. 


Mas muitas pessoas dizem que suas preces não foram atendidas. 


Nenhuma prece - e uma prece não é nada mais do que uma afirmação fervorosa do que é a realidade - deixa de ser atendida. Todas as preces e afirmações, e todos os pensamentos e sentimentos! são criativos. Até o ponto em que forem tidos fervorosamente como verdadeiros se manifestarão em sua experiência. 
Quando é dito que uma prece não foi atendida, o que de fato aconteceu foi que o pensamento, a palavra ou o sentimento mais fervoroso tornou-se mecânico. Contudo, o que você precisa saber - e esse é o segredo - é que o pensamento por trás do pensamento - o que poderia ser chamado de Pensamento Responsável - é que sempre é o pensamento controlador. 
Portanto, se você suplicar terá muito menos chances de experimentar o que acha que está escolhendo, porque o Pensamento Responsável por trás de todas as súplicas é o de que você não tem agora o que deseja. Esse Pensamento Responsável se torna a sua realidade. 
O único Pensamento Responsável que poderia repelir esse pensamento é o baseado na fé em que Deus sempre atenderá a todos os pedidos. Algumas pessoas tem essa fé, mas são muito poucas. 
O processo da prece se torna muito mais fácil quando, em vez de ter de acreditar que Deus sempre atenderá a todos os pedidos, a pessoa entende intuitivamente que o pedido em si não é necessário. Então a prece é de agradecimento. Não um pedido, mas uma afirmação de gratidão pelo que é verdade. 


Quando o Senhor diz que uma prece é uma afirmação do que é verdade, está dizendo que Deus não faz coisa alguma; que tudo que acontece depois de uma prece é um resultado da ação da prece? 


Se você pensa que Deus é um ser onipotente que ouve todas as preces, diz "sim" para algumas, "não" para outras e "talvez, mas não agora" para o restante, está enganado. Seguindo que regras decidiria? 
Se você pensa que Deus é o criador e direcionador de todas as coisas em sua vida, está enganado. 
Deus é o observador, não o criador. E Ele está pronto para ajudá-lo a viver, mas não do modo que você poderia esperar. 
Não é função de Deus criar, ou não criar, as situações ou funções de sua vida. Deus criou você à Sua imagem e semelhança. Você criou o resto, através do poder que Ele lhe deu. Deus criou o processo da vida e a própria vida como você os conhece. Contudo, deu-lhe o livre-arbítrio, para fazer dela o que quiser. 
Neste sentido, seu desejo para si mesmo é o desejo de Deus para você. 
Você vive de um determinado modo, e Eu não tenho preferências no que diz respeito a isso. 
Essa é a grande ilusão de vocês: que Deus se importa com o que fazem. 
Eu não me importo com o que fazem, e é duro ouvir isso. Mas vocês se importam com o que seus filhos fazem quando eles saem para brincar? Importam-se com o fato de brincarem de pique-cola, esconde-esconde ou faz-de-conta? Não, porque sabem que estão totalmente seguros. Vocês os colocaram em um ambiente que consideram bom e bastante adequado. 
É claro que sempre esperarão que eles não se machuquem. Mas se isso acontecer, estarão lá para ajudá-las, curá-los e fazer com que voltem a se sentir felizes e seguros para brincarem outro dia. Mas também não se importarão com o que eles decidirem brincar no dia seguinte. 
É claro que dirão a seus filhos quais brincadeiras são perigosas. Mas não podem impedir que eles façam coisas perigosas. Não para sempre. Não em todos os momentos, até a morte. Os pais sensatos sabem disso. Contudo, os pais nunca param de importar-se com o resultado. É essa dicotomia - não se importar muito com o processo, mas se importar muito com o resultado - que chega perto à definição da dicotomia de Deus. 
Contudo, em certo sentido, Deus não se importa nem mesmo com o resultado. Nem com o resultado final. Porque este é certo. Eis aí a segunda grande ilusão do homem: que o resultado da vida é incerto. É essa dúvida a respeito do resultado final que criou o seu maior inimigo, o medo. 
Porque se você duvida do resultado, duvida de Deus - não crê Nele. E se não crê em Deus, viverá para sempre com medo e culpa. 
Se duvida das intenções de Deus - da capacidade Dele de produzir esse resultado final então como poderá relaxar? Como poderá algum dia finalmente encontrar a paz? 
No entanto, Deus tem o pleno poder de combinar as intenções com os resultados. Vocês não conseguem, e nem conseguirão, acreditar nisso (embora afirmem que Deus é Todo-Poderoso), e então criam em sua imaginação um poder análogo ao de Deus, para encontrar um modo da Vontade Divina ser contrariada. Até mesmo imaginaram um Deus em guerra com esse ser (achando que Eu resolvo os problemas como vocês fazem). Finalmente, de fato imaginaram que Deus poderia perder essa guerra. 
Isso vai contra tudo que vocês dizem saber sobre Deus, mas não importa. Vocês vivem com as suas ilusões, e por isso sentem medo, porque decidiram duvidar de Deus. 
Mas e se tomassem uma nova decisão? Qual seria o resultado? 
Eu lhes digo: viveriam como Buda. Como Jesus. Como todos os santos que já veneraram. 
Entretanto, como ocorreu com a maioria desses santos, as pessoas não os compreenderiam. E quando vocês tentassem explicar a sua sensação de paz, a sua alegria de viver, o seu êxtase interior, elas os escutariam falar, mas não ouviriam as suas palavras. Tentariam repeti-las, mas as distorceriam. 
As pessoas se perguntariam como vocês podiam ter o que elas não tinham. E então sentiriam inveja. Logo a inveja se transformaria em raiva, e em sua raiva elas tentariam convencê-los de que eram vocês que não compreendiam Deus. 
E se não conseguissem estragar a sua alegria, tentariam prejudicá-los, tamanha raiva que sentiam. E quando vocês lhes dissessem que isso não importava, que nem mesmo a morte poderia tirar a sua alegria, ou mudar a sua verdade, certamente os matariam. Então, quando vissem a paz com que aceitavam a morte, seriam considerados santos, e amados de novo. 
Porque é típico da natureza humana amar, depois destruir, e então amar novamente o que valorizam mais. 


Mas por que? Por que nós fazemos isso? 


Todas as ações humanas são motivadas em seu nível mais profundo por uma entre duas emoções: medo ou amor. Na verdade, há apenas duas emoções - apenas duas palavras na linguagem da alma. Esses são os extremos opostos da grande polaridade que Eu criei quando produzi o universo e o seu mundo, como o conhecem hoje. 
Há dois pontos - o Alfa e o Ômega - que tornam possível a existência do sistema que vocês chamam de "relatividade". Sem os dois pontos, essas duas idéias sobre as coisas, nenhuma outra idéia poderia existir. 
Todos os pensamentos e atos humanos se baseiam no amor ou no medo. Não há outra motivação humana, e todas as outras ideias se originam dessas duas. São simplesmente versões diferentes variações do mesmo tema. 
Pense bastante sobre isso e perceberá que é verdadeiro. É o que Eu chamei de Pensamento Responsável, um pensamento de amor ou medo. É o primeiro pensamento, por trás do pensamento - sua força motora. É a energia natural que põe em movimento a máquina da experiência humana. 
E eis aqui como o comportamento produz experiência após experiência; é por isso que os seres humanos amam, depois destroem e então amam novamente: sempre existe a passagem de uma emoção para outra. O amor abona o medo, que abona o amor que abona o medo... 
...E o motivo é a primeira mentira - aquela que vocês tem como verdadeira em relação a Deus - a de que não se pode confiar Nele; nem depender do Seu amor; e que a aceitação Dele a seu respeito é condicional; que, portanto, o resultado final é incerto. Porque se vocês não puderem confiar em que o amor de Deus sempre existirá, no amor de quem poderão confiar? Se Deus os abandonar quando não agirem adequadamente, os simples mortais não farão o mesmo? 
...E então sucede que quando vocês juram o seu amor mais sublime, enfrentam o seu maior medo. 
Porque a primeira coisa com que se preocupam depois de dizerem "eu o amo" é se ouvirão o mesmo como resposta. E se ouvirem, começarão imediatamente a preocupar-se com a possibilidade de perderem o amor que acabaram de encontrar. E por isso toda ação se torna uma reação - uma defesa contra a perda - até mesmo quando vocês tentam defender-se contra a perda de Deus. 
Contudo, se soubessem Quem São - os seres mais maravilhosos e notáveis que Deus já criou - nunca sentiriam medo. Quem os poderia rejeitar? Nem mesmo Deus encontraria falhas em seres assim. 
Mas vocês não sabem Quem São, e se consideram ser muito menos. E de onde tiraram a idéia de que são muito menos do que maravilhosos? Das únicas pessoas cujas palavras aceitariam para tudo: sua mãe e seu pai. 
Essas são as pessoas que vocês amam mais. Por que mentiriam? Porém, elas não lhes disseram que são demais isso, e não o suficiente aquilo? Não Ihes lembraram que devem ser vistos e não ouvidos? Não os repreenderam em alguns de seus momentos de maior exuberância? E não os incentivaram a deixar de lado algumas de suas idéias mais fantásticas? 
Essas são as mensagens que vocês receberam, e embora elas não estejam de acordo com as normas, e portanto não sejam de Deus, poderiam ter sido, porque certamente vieram dos deuses do seu universo. 
Foram os seus pais que lhes ensinaram que o amor é condicional - vocês tiveram consciência de suas condições muitas vezes - e é essa a experiência que levam para os seus próprios relacionamentos amorosos. 
Também é a experiência que levam para Mim. 
A partir dessa experiência, tiram suas conclusões sobre Mim. Dentro dessa estrutura, contam a sua verdade. Dizem: "Deus é amoroso, mas se vocês não cumprirem os Seus Mandamentos, Ele os punirá com o desterro e a condenação eterna." 
Vocês já não experimentaram o desterro que lhes foi imposto por seus próprios pais? Não conhecem a dor da sua condenação? Como então poderiam imaginar que fosse diferente Comigo? 
Vocês se esqueceram de como é ser amado incondicionalmente. Não se lembram da experiência do amor divino. E por isso tentam imaginar como deve ser o amor de Deus baseado no que sabem sobre o amor no mundo. 
Vocês projetaram o papel de "pai" em Deus, e por esse motivo imaginam um Deus que julga, recompensa ou pune, baseado em como Ele se sente em relação ao que fizeram. Mas essa é uma visão simplista de Deus, baseada em sua mitologia. Não tem nada a ver com Quem Eu Sou. 
Tendo assim criado todo um sistema de pensamento sobre Deus baseado na experiência humana, em vez de nas verdades espirituais, vocês imaginam toda uma realidade a respeito do amor. É uma realidade baseada no medo, na idéia de um Deus temível e vingativo. Seu Pensamento Responsável está errado, mas negá-lo seria rejeitar toda a sua teologia. E apesar do fato de que a nova teologia que iria substituí-Ia seria realmente a sua salvação, vocês não podem aceita-la, porque a idéia de um Deus que não deve ser temido, não julga e não tem motivos para punir é maravilhosa demais para ser aceita dentro de sua crença maior em Quem e O Que Deus é. 
Essa realidade do amor que evidencia o medo domina a sua experiência do amor; de fato, permite criá-la. Porque vocês não só se veem recebendo um amor que é condicional, como também dando-o do mesmo modo. E mesmo quando recuam e impõem as suas condições, uma parte de vocês sabe que não é isso que o amor realmente é. Ainda assim, parecem incapazes de mudar o modo como o dispensam. Vocês aprenderam do modo mais difícil, e dizem a si mesmos que serão condenados ao sofrimento se forem vulneráveis de novo. Mas a verdade é que o serão se não forem vulneráveis. 
Devido aos seus próprios pensamentos (errôneos) a respeito do amor, vocês se condenam a nunca experimentá-lo puramente. Por isso, também se condenam a não Me conhecer como realmente sou. Enquanto não amarem puramente. Porque vocês não conseguirão negar-Me para sempre, e chegará o momento da nossa Reconciliação.
Todos os atos realizados pelos seres humanos se baseiam no amor ou no medo, não simplesmente os que dizem respeito aos relacionamentos. As decisões que afetam os negócios, a indústria, a política, a religião, a educação de seus jovens, os compromissos sociais de suas nações, os objetivos econômicos de sua sociedade, as escolhas que envolvem guerra, paz, ataque, defesa, agressão, submissão, as determinações de cobiçar algo ou dar aos outros, guardar ou partilhar, unir ou dividir - todas as escolhas feitas por livre vontade que já fizeram surgem de um dos dois únicos pensamentos possíveis que existem: de amor ou medo. 
O medo é a energia que restringe, paralisa, retrai, leva-os a fugir e esconder-se, e fere. 
O amor é a energia que expande, move, revela, leva-os a ficar e partilhar, e cura. 
O medo cobre os seus corpos de roupas, o amor lhes permite ficar nus. O medo os faz segurar tudo o que tem, o amor dá tudo aos outros. O medo sufoca, o amor mostra afeição. O medo oprime, o amor liberta. O medo irrita, o amor acalma. O medo critica, o amor regenera. 
Todos os pensamentos e atos e todas as palavras humanas se baseiam em uma dessas emoções. Vocês não tem escolha em relação a isso, porque nada mais há a escolher. Mas tem livre-arbítrio para decidir qual dessas escolher. 


O Senhor faz isso parecer muito fácil, mas no momento de decisão quase sempre o medo vence. Por quê? 


Vocês aprenderam a viver com medo. Ouviram falar sobre a sobrevivência do mais hábil, a vitória do mais forte e o sucesso do mais esperto. E por isso tentam ser os mais hábeis, os mais fortes e os mais espertos - de um modo ou outro - e caso se vejam como algo menos do que isso em qualquer situação, temerão a perda, porque lhes disseram que ser menos é ser perdedor. 
E então é claro que escolhem a ação que o medo justifica, porque foi isso que aprenderam. Contudo, Eu lhes ensino isto: quando escolherem a ação que o amor justifica, farão mais do que sobreviver, vencer e ser bem-sucedidos. Experimentarão a glória suprema de Quem Realmente São, e quem podem ser. 
Para isso, devem deixar de lado os ensinamentos de seus mestres mundanos bem-intencionados, mas mal-informados, e ouvir os ensinamentos daqueles cuja sabedoria vem de outra fonte. 
Há muitos mestres assim entre vocês, como sempre houve. Eu não os deixarei sem pessoas que possam orientá-los, mostrar-lhes e ensinar-lhes essas verdades, e lembrá-los delas. Contudo, o maior lembrete não vem de fora, mas da voz dentro de vocês. Esse é o principal meio que Eu uso, porque é o mais acessível. 
A voz interior é a mais alta com que Eu falo, porque é a mais perto de vocês. É a voz que lhes diz se tudo o mais é verdadeiro ou falso, certo ou errado, bom ou ruim, segundo as, suas definições. É o radar que determina o curso, governa' o navio e indica o caminho, se vocês deixarem. 
É a voz que lhes diz neste exato momento se as próprias palavras que estão lendo são de amor ou medo. Assim poderão determinar se são palavras que devem ser ouvidas ou ignoradas. 


Mas o Senhor disse que quando eu sempre escolher a ação que o amor justifica, experimentarei a glória suprema de quem eu sou e posso ser. Por favor, pode explicar melhor? 


Há apenas um objetivo para toda a vida: que você e todos os seres vivos experimentem a glória suprema. 
Tudo o mais que você diz, pensa ou faz serve a esse objetivo. Não há mais nada para a sua alma fazer e que queira fazer. 
O maravilhoso neste objetivo é que ele é eterno. O fim é uma limitação, e o objetivo de Deus é ilimitado. Se em algum momento você experimentar a sua glória suprema, nesse instante imaginará uma glória ainda maior a atingir. Quanto mais você é, mais pode tornar-se, e quanto mais você se torna, mais ainda pode ser. 
O maior segredo é que o vida não é um processo de descoberta, mas sim de criação. 
Você não está se descobrindo, mas se recriando. Por isso, tente não descobrir Quem É, mas determinar Quem Quer Ser. 


Há pessoas que dizem que a vida é uma escola, que estamos aqui para aprender lições específicas, que quando nos "diplomarmos" poderemos ter objetivos mais amplos, não ser mais escravos do corpo. Isso é correto? 


É outro parte de suo mitologia, baseada na experiência humana. 


A vida não é uma escola? 


Não. 


Então por que estamos aqui? 


Para lembrar e recriar Quem São. 
Eu lhes disse repetidamente. Vocês não acreditam em Mim. Contudo, isso se justifica, porque de fato, se não criarem a si próprios como Quem São, não poderão ser assim. 


Estou confuso. Vamos voltar um pouco a essa escola. Ouvi mestre após mestre dizer que a vida é uma escola. Fico realmente surpreso ao ouvir o Senhor negar isso. 


A escola é um lugar para onde você vai se há algo que não sabe e deseja saber. Não é um lugar para onde vai se já sabe uma coisa e deseja apenas experimentar o seu conhecimento. 
A vida (como a chamo) é uma oportunidade de você saber experimentalmente o que já sabe conceitualmente. Não precisa aprender coisa alguma para fazer isso. Preciso apenas lembrar do que já sabe, e agir de acordo com esse conhecimento. 


Não sei se entendi bem. 


Vamos começar aqui. A alma - sua alma - sabe tudo que há para saber o tempo todo. Nada é misterioso ou desconhecido para ela. Contudo, saber não é o suficiente. A alma procura experimentar. 
Você pode saber ser generoso, mas a menos que faça algo que demonstre a sua generosidade, terá apenas um conceito. Pode saber ser bondoso, mas a menos que seja bondoso com alguém, só terá uma ideia a respeito de si mesmo. 
É desejo de sua alma transformar o seu melhor conceito sobre si mesmo em sua melhor experiência. Enquanto o conceito não se torna experiência, tudo que há é especulação. Eu especulo a respeito de Mim Mesmo há muito tempo. Há mais tempo do que Eu e você juntos poderíamos nos lembrar, do que a idade deste universo multiplicada por dois. Então você vê o quanto é nova a Minha experiência de Mim Mesmo. 


O Senhor me deixou confuso de novo. A experiência de Si Mesmo? 


Sim. Deixe-me explicar: 
No início, o que É era tudo que havia. Porém, Tudo Que É não podia conhecer-se porque não havia mais coisa alguma. E então, Tudo Que É... não era. Porque, na ausência de outra coisa, Tudo Que É não é. 
Esse é o grande Ser ou Não Ser a que os místicos se referem desde o início dos tempos. 
Tudo Que É sabia que era tudo que existia - mas isso não era suficiente, porque só podia conhecer a sua total magnificência conceitualmente, não experimentalmente. Contudo, a experiência de Si Mesmo era aquilo pelo que ansiava, porque desejava saber como era ser tão magnificente. Mas isso era impossível, porque o próprio termo "magnificente" é um termo relativo. Tudo Que É só poderia saber como era ser magnificente, quando o que não é surgisse. Na ausência do que não é, o que É não é. 
Você compreende isso? 


Acho que sim. Continue. 


Está bem. 
A única coisa que Tudo Que É sabia é que nada mais havia. Portanto, nunca poderia conhecer a Si Mesmo a partir de um ponto de referência externo. Esse ponto não existia. Só existia um ponto de referência, que era interno. O "É-Não É". O Sou-Não Sou. 
Mas o Tudo de Tudo decidiu conhecer-se experimentalmente. 
Essa energia-pura, não-vista, não-ouvida, não-observada e portanto desconhecida por qualquer outra energia decidiu experimentar a Si Própria em toda a sua magnificência. Para fazer isso, percebeu que teria de usar um ponto de referência interno. 
Deduziu bastante corretamente que qualquer parte de si própria teria necessariamente de ser menos do que o todo, e que se simplesmente se dividisse em partes, cada uma delas, sendo menos do que o todo, poderia olhar para o restante e ver magnificência. 
E então Tudo Que É dividiu-se - tornando-se, em um momento glorioso, o que é isto, e o que é aquilo. Pela primeira vez, existiram isto e aquilo, bem separados um do outro, e ainda assim, simultaneamente. Como tudo que não era nem um nem outro. 
Portanto existiram subitamente três elementos: o que está aqui, o que está lá, e o que não está aqui nem lá - mas que devia existir para que lá e aqui existissem.
É o nada que contém o tudo. É o não-espaço que contém o espaço. É o todo que contém as partes. 
Consegue compreender isso? 


Acho que sim. Acredite ou não, o Senhor usou uma ilustração tão clara que acho que estou realmente compreendendo. 


Vou continuar. Agora esse nada que contém o tudo é o que algumas pessoas chamam de Deus. Porém, isso também não é exato, porque sugere que há algo que Deus não é - a saber, tudo que não é "nada". Mas Eu sou Todas as Coisas - visíveis e invisíveis por isso essa descrição de Mim como o Grande Invisível - o Nada, ou o Espaço no Meio, uma definição mística de Deus essencialmente oriental, não é mais exata do que a descrição prática de Deus essencialmente ocidental como tudo que é visível. As pessoas que acreditam que Deus é Tudo Que É e Tudo Que Não É são aquelas cuja compreensão é correta. 
Criando o que é "aqui" e o que é "lá", Deus tornou possível conhecer a Si Mesmo. No momento dessa grande explosão interior, criou a relatividade - a maior dádiva que Ele já deu a Si Mesmo. Portanto, o relacionamento é a maior Dádiva que Ele já deu a vocês, um ponto a ser discutido detalhadamente mais tarde. 
Portanto, do Nada surgiu o Tudo - um evento espiritual perfeitamente compatível com o que os seus cientistas chamam de Teoria da Grande Explosão. 
Quando todos os elementos se precipitaram para frente, o tempo foi criado, porque primeiro uma coisa estava aquI, e depois lá e o período que havia demorado para ir daqui para lá era mensurável.
Assim como as partes visíveis do Tudo Que É começaram a se definir "relativamente" umas às outras, as invisíveis também se definiram. 
Deus sabia que para o amor existir - e conhecer-se como amor puro - seu exato oposto também tinha de existir. Por isso, Ele criou voluntariamente a grande polaridade, o oposto absoluto do amor - tudo que o amor não é - o que agora é chamado de medo. No momento em que o medo existiu, o amor pôde existir como algo que podia ser experimentado. 
É a essa criação da dualidade entre o amor e o seu oposto que os seres humanos se referem em suas várias mitologias como o aparecimento do mal, a desgraça de Adão, a rebelião de Satanás e assim por diante. 
Do mesmo modo como vocês escolheram personificar o amor puro como aquele a quem chamam de Deus, escolheram personificar o medo abjeto como aquele a quem chamam de demônio. 
Algumas pessoas na Terra criaram mitologias bastante elaboradas em torno desse evento, cheias de cenários de lutas e guerra, anjos guerreiros e demônios, as forças do bem e do mal, da luz e das trevas. 
Essa mitologia foi a primeira tentativa da humanidade de compreender, e contar às outras pessoas de um modo que pudessem compreender, uma ocorrência cósmica da qual a alma humana está muito consciente, mas que a mente mal pode conceber. 
Criando o universo como uma versão dividida de Si Mesmo, Deus produziu, a partir de pura energia, tudo que agora existe visível e invisível. 
Em outras palavras, não foi só o universo físico que foi criado, como também o universo metafísico. A parte de Deus que forma a segunda metade da equação Sou/Não Sou também explodiu em um número infinito de unidades menores do que o todo. Essas unidades de energia vocês chamariam de espíritos. 
Em algumas de suas mitologias religiosas é dito que "Deus-Pai" tem muitos filhos espirituais. Esse paralelo com as experiências humanas da vida se multiplicando parece ser o único modo de fazer as massas aceitarem como realidade a idéia do súbito aparecimento, da súbita existência de inúmeros espíritos no "Reino do Céu". 
Nesse caso, seus mitos e suas histórias não estão tão longe da realidade suprema -porque os inúmeros espíritos que formam a totalidade de Mim são, em um sentido cósmico, Meus filhos. 
Meu propósito divino ao Me dividir foi criar partes suficientes de Mim para poder conhecer a Mim Mesmo experimentalmente. Há apenas uma forma do Criador conhecer-se experimentalmente como tal, e essa forma é criar. E então Eu dei às inúmeras partes de Mim (a todos os meus filhos espirituais) o mesmo poder de criar que Eu tenho como o todo. 
Isso é o que as suas religiões querem dizer quando afirmam que vocês foram criados "à imagem e semelhança de Deus". Isso não significa, como alguns sugeriram, que nossos corpos físicos se assemelham (embora Eu possa adotar qualquer forma física que escolher para um objetivo particular). Significa que nossa essência é a mesma. Somos feitos da mesma essência. SOMOS a "mesma essência"! Com as mesmas propriedades e habilidades - inclusive a habilidade de criar a realidade física a partir do nada. 
Meu objetivo ao criá-los, Meus filhos espirituais, foi conhecer a Mim Mesmo como Deus. Só posso fazer isso através de vocês. Portanto, pode-se dizer (como foi dito muitas vezes) que o Meu objetivo é que vocês se conheçam como Eu. 
Isso parece muito simples, mas se torna muito complexo - porque só há um modo de vocês se conhecerem como Eu: primeiro se conhecerem como não Eu. Agora deixe-me explicar isso - tente entender - porque a partir daqui é mais difícil. Está pronto?

Acho que sim. 


Bom. Lembre-se de que pediu esta explicação. Espera por ela há anos. Pediu-a em termos leigos, não através de doutrinas teológicas ou teorias científicas. 


Sim, eu sei o que pedi. 


E tendo pedido, receberá. 
Agora, para simplificar as coisas, usarei o seu modelo mitológico dos filhos de Deus como uma base para discussão, porque é um modelo com o qual está acostumado - e que de muitos modos não está muito distante da realidade. 
Então vamos voltar a como esse processo de autoconhecimento deve funcionar. 
Há um modo pelo qual Eu podia ter feito todos os Meus filhos espirituais se conhecerem como partes de Mim: simplesmente dizer-lhes o que eram. Isso eu fiz. Mas não foi suficiente para o Espírito simplesmente conhecer a Si mesmo como Deus, ou parte de Deus, ou filho de Deus, ou herdeiro do Reino (ou o que afirme qualquer mitologia que queiram usar). 
Como já expliquei, saber algo e experimentá-lo são duas situações diferentes. O Espírito ansiava por conhecer-se experimentalmente (como Eu fiz!). A consciência conceitual não foi suficiente para vocês. Então Eu elaborei um plano. É a ideia mais extraordinária em todo o universo e a colaboração mais espetacular. Digo colaboração porque todos vocês estão participando disso Comigo. 
Segundo o plano, vocês como espíritos puros entrariam no universo físico recém-criado. Isso porque a materialidade é o único modo de saber experimentalmente o que se sabe conceitualmente. De fato, esse é o motivo pelo qual eu criei primeiramente o universo físico, e o sistema de relatividade que o governa, e tudo que existe. 
Uma vez no universo físico vocês, Meus filhos espirituais, podiam experimentar o que sabiam sobre si mesmos; mas primeiro tinham de conhecer o oposto. Explicando isso de um modo simplista, vocês não podem saber que são altos, se não souberem o que é ser baixo. Não podem experimentar a parte de si mesmos que chamam de gorda, se não souberem o que é ser magro. 
Seguindo a lógica primária, vocês só podem experimentar a si mesmos como o que são quando se deparam com o que não são. É essa a finalidade da teoria da relatividade, e de toda a vida física. É de acordo com os que não são que vocês se definem. 
Agora no caso do conhecimento primário - de se conhecerem como o Criador- vocês só podem experimentar a si mesmos como o Criador quando criam. E só podem criar a si mesmos quando se destroem. Em certo sentido, primeiro tem de "não ser" para ser. Está entendendo? 


Eu acho que... 


Preste atenção.
É claro que não há como vocês não serem quem e o que são simplesmente são isso (espírito puro e criativo), sempre foram e sempre serão. Então vocês fizeram a melhor rota a seguir. Obrigaram-se a esquecer Quem Realmente São. 
Ao entrarem no universo físico, renunciaram à lembrança de si mesmos. Isso lhes permite escolher ser Quem São, em vez de apenas, por assim dizer, acordar no castelo. 
É no ato de escolher ser - em vez de simplesmente ser-lhes dito que são - uma parte de Deus que vocês se experimentam como sendo por livre escolha, o que é, por definição, Deus. Contudo, como podem ter uma escolha em relação a algo para o que não há escolha? Vocês não podem não ser Meus filhos, por mais que tentem - mas podem esquecer. 
Vocês são, sempre foram e sempre serão, uma parte divina do todo divino, um membro do corpo. É por isso que o ato de reincorporar-se ao todo, de voltar para Deus, é chamado de lembrança. Vocês de fato escolhem lembrar Quem Realmente São, ou unir-se às suas várias partes para experimentar o seu todo, ou seja, Tudo de Mim. 
Portanto, sua função na Terra não é aprender (porque já sabem), mas sim lembrar-se de Quem São; e de quem todas as outras pessoas são. É por isso que uma grande parte de sua função é lembrar aos outros (isto é, relembrar), para que também possam lembrar-se. 
Todos os maravilhosos mestres espirituais têm feito justamente isso. Esse é o seu único objetivo. Ou seja, o objetivo da sua alma. 


Meu Deus, isso é muito simples - e também... simétrico. Quero dizer, tudo subitamente se encaixa! Agora vejo uma imagem que nunca havia reconhecido. 


Bom. Isso é bom. Esse é o objetivo deste diálogo. Você Me pediu respostas. Eu lhe prometi que as daria. 
Você fará deste diálogo um livro, e levará os Minhas palavras para muitos pessoas. Isso é parte do seu trabalho. Agora você tem muitas perguntas a fazer a respeito da vida. Aqui nós lançamos a base. Vamos a essas outras perguntas. E não se preocupe, Se até aqui há algo que não compreendeu bem, ficará claro dentro em breve. 


Tenho tantas dúvidas! Há tantas perguntas que quero fazer! Acho que deveria começar pelas principais, as óbvias. Como por exemplo, por que o mundo se encontra nas condições atuais? 


De todas as perguntas que o homem já fez a Mim, essa é a que fez mais vezes, desde o início dos tempos. Desde o primeiro momento vocês quiseram saber: Por que tem de ser assim? 
A forma clássica de fazê-la geralmente é algo como: Se Deus é perfeito e ama a todos, por que criaria as pestes e a fome, as guerras e doenças, os terremotos, tornados, furacões e todos os desastres naturais, as grandes desilusões pessoais e calamidades mundiais? 
A resposta para essa pergunta está no maior mistério do universo e no significado mais importante da vida. 
Eu não demonstro a Minha bondade criando apenas o que chamam de perfeição ao seu redor. Não demonstro o Meu amor sem permitir-lhes demonstrar o seu. 
Como já expliquei, não se pode demonstrar amor enquanto não se demonstra o não-amor. Uma coisa não pode existir sem o seu oposto, exceto na esfera do absoluto. Porém, essa esfera não foi suficiente para vocês ou para Mim. Eu existia lá, na eternidade, que é de onde vocês também vieram. 
No absoluto não existe experiência, há apenas conhecimento. O conhecimento é um estado divino, mas a maior alegria está em ser. Só se consegue ser depois da experiência. A evolução é esta: conhecimento, experiência, ser. Essa é a Santíssima Trindade, que é Deus. 
Deus-Pai é conhecimento, o pai de todo o saber, o criador de todas as experiências, porque não se pode experimentar aquilo que não se conhece. 
Deus-Filho é experiência, a encarnação de tudo que o Pai sabe sobre Ele Mesmo, porque não se pode ser o que não se experimentou. 
Deus-Espírito Santo é ser, a desencarnação de tudo que o Filho experimentou Dele Mesmo; o simples e belo ato de ser, possível apenas através da lembrança do conhecimento e da experiência. 
Esse simples ato de ser é beatitude celeste. É um estado de Deus, depois de conhecer e experimentar a Ele Mesmo. É aquilo pelo que Deus ansiou no início. 
É claro que você já passou do ponto em que Eu precisaria explicar-lhe que as descrições de pai e filho não têm nada a ver com gênero. Uso aqui a linguagem pictórica de seus livros sagrados mais recentes. Muito antes, os escritos sagrados colocaram essa metáfora em um contexto mãe-filha. Nenhum deles está correto. Sua mente pode entender melhor o relacionamento como criador-criatura, ou o-que-dá-origem-a, e o-que-se-origina. Acrescentar a terceira parte da Trindade produz esse relacionamento: o que dá origem ao que se origina o que é. 
Essa realidade trina é a "assinatura" de Deus, o modelo divino. O três-em-um é encontrado em toda a parte nas esferas do sublime. Vocês não podem escapar disso ao lidarem com questões relativas a tempo e espaço, Deus e consciência, ou qualquer um dos relacionamentos superiores. Por outro lado, não encontrarão a Verdade Trina em nenhum dos relacionamentos inferiores da vida. 
A Verdade Trina é reconhecida nos relacionamentos superiores da vida por todos que os têm. Alguns de seus religiosos descreveram a Verdade Trina como Pai, Filho e Espírito Santo. Alguns de seus psiquiatras usam os termos superconsciente*, consciente e subconsciente. Alguns de seus espiritualistas dizem energia, matéria e espaço celeste. Alguns de seus filósofos dizem que uma coisa só é verdadeira quando o é em pensamentos, palavras e atos. Quando discutem o tempo, vocês falam apenas de três tempos: passado, presente e futuro. De igual modo, há três momentos em sua percepção: antes, agora e depois. Em termos de relacionamentos espaciais, considerando os pontos no universo ou vários pontos em seu próprio espaço, vocês reconhecem aqui, lá e o espaço no meio. 


* No texto, Deus está afirmando que esses termos são usados por psiquiatras. Estes usam o termo consciente e subconsciente (embora prefiram inconsciente), mas nenhum dos que consultei já ouviu falar em superconsciente. A opção id, ego e superego se aproximaria da idéia, embora não seja a mesma coisa (tanto que o autor a usa mais à frente, mas não agora). (N. da T.) 


Em termos de relacionamentos inferiores, vocês não reconhecem o espaço "no meio". Isso ocorre porque esses relacionamentos são sempre díades, enquanto os relacionamentos da esfera superior são sempre tríades. Portanto, há esquerda e direita, em cima e embaixo, grande e pequeno, rápido e lento, quente e frio e a maior díade já criada: homem e mulher. Não há nada no meio dessas díades. Uma coisa é uma coisa ou a outra, ou alguma versão mais ou menos usada em relação a uma dessas polaridades. 
Dentro da esfera dos relacionamentos inferiores, nada pode existir sem uma conceitualização de seu oposto. A maior parte das suas experiências diárias se baseia nessa realidade. 
Dentro da esfera dos relacionamentos sublimes, nada que existe tem um oposto. Tudo É um, e progride de um para o outro em um ciclo interminável. 
O tempo é uma esfera sublime, na qual o que vocês chamam de passado, presente e futuro existem inter-relacionalmente. Isto é, não são opostos, mas sim partes do mesmo todo; desenvolvimentos da mesma idéia; ciclos da mesma energia; aspectos da mesma Verdade imutável. Se vocês concluírem disso que passado, presente e futuro existem um de cada vez e ao mesmo "tempo", estarão certos. (Contudo, agora não é o momento de discutir isso. Poderemos fazê-lo detalhadamente mais tarde, quando examinarmos todo o conceito de tempo.) 
O mundo se encontra nas condições atuais porque não poderia ser de outro modo e ainda assim existir na esfera inferior da materialidade. Terremotos e furacões, enchentes e tornados e outras calamidades que vocês chamam de desastres naturais são apenas movimentos dos elementos de uma polaridade para a outra. Todo o ciclo de nascimento e morte é parte desse movimento. Esses são os ritmos da vida, e tudo na esfera inferior está sujeito a eles, porque a vida em si é um ritmo. É uma onda, uma vibração, uma palpitaçãono próprio coração do Tudo Que É. 
A doença e o mal-estar são os opostos da saúde e do bem-estar, e se manifestam em sua realidade obedecendo às suas ordens. Vocês não podem adoecer sem provocar a doença em algum nível, e podem ficar sadios de novo em um instante simplesmente decidindo por isso. As grandes desilusões pessoais são reações escolhidas, e as calamidades mundiais são o resultado da consciência mundial. 
Sua pergunta supõe que Eu escolho esses eventos, que é a Minha vontade e o Meu desejo que aconteçam. Contudo, Eu não desejo que esses desastres naturais aconteçam, apenas observo vocês ocasionando-os. E não faço nada para impedi-los, porque isso seria contrariar a sua vontade, o que, por sua vez, os privaria da experiência de Deus, que é a experiência que vocês e Eu escolhemos juntos. 
Portanto, não condene tudo que chamaria de ruim no mundo. Em vez disso, pergunte-se o que considerou ruim e o que deseja fazer para mudá-lo. 
Pergunte a si mesmo: "Que parte do meu Eu desejo agora experimentar diante dessa calamidade? Que aspecto do ser devo fazer aparecer?" Porque toda a vida existe como um instrumento de sua própria criação, e todos os seus eventos meramente se apresentam como oportunidades para você decidir e ser Quem É. 
Isso é verdadeiro para todas as almas, e portanto você vê que não há vítimas no universo, apenas criadores. Todos os Mestres que nasceram neste planeta sabiam disso. É por esse motivo que nenhum deles se imaginava vitimizado, embora muitos literalmente tenham sido crucificados. 
Cada alma é um Mestre, embora algumas almas não se lembrem de suas origens ou heranças. Contudo, cada qual cria a situação e condição para o seu objetivo mais elevado e a sua lembrança mais rápida - em cada momento chamado de agora. 
Então não julgue o caminho cármico trilhado por outra pessoa. Não sinta inveja do sucesso e nem pena do fracasso, porque não sabe o que é sucesso ou fracasso na avaliação da alma. Não diga que algo é uma calamidade ou um evento feliz até decidir, ou testemunhar, qual é seu objetivo. Pois a morte é uma calamidade se salvar as vidas de milhares de pessoas? E a vida é um evento feliz se só causar sofrimento? Contudo, não deve julgar nem mesmo isso. Guarde sempre para si mesmo as suas opiniões, e deixe os outros fazerem o mesmo. 
Isso não significa ignorar um pedido de ajuda, ou a ânsia de sua própria alma de trabalhar visando a mudança de alguma situação ou condição. Significa evitar rótulos e julgamentos enquanto faz o que quer que seja. Porque todas as situações são uma dádiva, e cada experiência é um tesouro oculto. 
Certa vez, existiu uma alma que sabia que era a luz. Sendo uma alma nova, ansiava por experiência. "Eu sou a luz", dizia repetidamente. Mas todo o seu conhecimento e todas as suas palavras não podiam substituir a experiência de ser a luz. E na esfera onde essa alma surgiu, só havia luz. Todas as almas eram sublimes e magnificentes, e irradiavam o brilho da Minha grande luz. E por isso a pequena alma em questão era como uma vela sob o sol. No meio da luz maior - da qual era parte - não podia ver a si mesma, experimentar-se como Quem Realmente Era. 
Acontece que aquela alma desejava muito conhecer a si mesma. Tão profundo era esse seu desejo que um dia Eu lhe disse: 
  - Você sabe, Pequena Alma, o que deve fazer para satisfazer o seu desejo? 
- Ah, o que, Deus? O quê? Eu farei qualquer coisa - disse ela.
- Deve separar-se do restante de nós -disse Eu - e então evocar a escuridão.
- O que é a escuridão, ó Santíssimo? - perguntou a pequena alma. 
- O que você não é.
E a alma compreendeu. Afastou-se do todo, chegando a ir até outra esfera.
Nela, teve o poder de experimentar todos os tipos de escuridão. E o fez.
Contudo, no meio daquelas trevas, gritou: 
- Pai, Pai, por que me abandonastes? 
Vocês tem feito isso em seus momentos mais difíceis. Entretanto, eu nunca os abandonei. Estou sempre ao seu lado pronto para lembrar-lhes Quem Realmente São; para chamá-los de volta ao lar. 
Por isso, sejam uma luz na escuridão, e não a amaldiçoem. 
E não se esqueçam de Quem São no momento em que forem rodeados pelo que não são. Mas louvem a criação, mesmo quando tentarem mudá-la. 
E saibam que aquilo que fizerem no seu momento de maior sofrimento poderá ser a sua maior vitória. Porque a experiência que criam é uma afirmação de Quem São - e de Quem Desejam Ser. 
Eu lhe contei essa história - a parábola da pequena alma e do sol - para que você pudesse compreender melhor porque o mundo se encontra na situação atual, e como ele poderá mudar no momento em que todos se lembrarem da verdade divina de sua realidade mais transcendente. 
Há aqueles que dizem que a vida é uma escola, e que as coisas que o ser humano observa e experimenta em sua vida visam o seu aprendizado. Eu já disse isso antes, e vou repetir: Vocês vieram a este mundo sem nada a aprender - só tem de demonstrar o que já sabem. Ao demonstrá-lo vocês se recriam, através de suas experiências. Dessa forma, justificam a vida, dão-lhe um objetivo e tornam-na sagrada. 


O Senhor está dizendo que todos os eventos ruins que nos acontecem foram escolhidos por nós? Quer dizer que até mesmo as calamidades e os desastres mundiais são, em algum nível, criados por nós para que possamos "experimentar o oposto de Quem Somos"? E se for assim, não há um modo menos doloroso, para nós mesmos e para os outros, de criar oportunidades de nos experimentarmos? 


Você fez várias perguntas, e todas são boas. Vamos responder uma de cada vez. 
Não, nem todas as coisas que lhes acontecem e que chamam de ruins são escolha de vocês. Não no sentido consciente - que é aquele ao qual você se refere. Todas elas são criações suas. 
Vocês estão sempre envolvidos no processo de criar. Em todos os momentos. Todos os minutos. Todos os dias. Como podem criar, veremos mais tarde. Por enquanto, aceite apenas a Minha palavra: vocês são uma grande máquina criadora e produzem uma nova manifestação tão veloz quanto o pensamento. 
Ocorrências, condições, situações - tudo isso é criado pela consciência. A consciência individual é muito poderosa. Podem imaginar o tipo de energia criativa que é liberada quando duas ou mais pessoas se reúnem em Meu nome. E a consciência das massas? É tão poderosa que pode criar ocorrências e situações de importância e consequências mundiais. 
Não seria certo dizer - não no modo a que você se refere que vocês escolhem essas consequências. Não as escolhem mais do que Eu as escolho. Como Eu, vocês as observam. E decidem Quem São com referência a elas. 
Contudo, não há vítimas e nem algozes no mundo. E você tampouco é uma vítima das escolhas dos outros. 
Em algum nível todos vocês criaram o que dizem que detestam - e portanto, o escolheram. 
Esse é um nível avançado de pensamento que todos os Mestres atingem mais cedo ou mais tarde. Porque é apenas quando eles aceitam a responsabilidade por tudo é que podem ter o poder de mudar parte disso. 
Enquanto você nutrir a ideia de que há algo ou alguém "fazendo isso" com você, não terá o poder de fazer nada a respeito. Somente quando disser "eu fiz isso" poderá ter o poder de mudá-lo. É muito mais fácil você mudar o que está fazendo do que mudar o que os outros estão fazendo. 
O primeiro passo para mudar qualquer coisa é saber e aceitar que você escolheu que ela fosse o que é. Se não puder aceitar isso em um nível pessoal, admita-o através de sua compreensão de que Nós somos todos Um. Tente então criar mudança não porque algo está errado, mas porque não é mais uma afirmação exata de Quem Você É. 
Há apenas um motivo para fazer alguma coisa: uma afirmação para o universo de QuemVocê É. 
Usada desse modo, a vida passa a criar o Eu. Você a usa para criar o seu Eu como QuemVocê É, e Quem Sempre Desejou Ser. Também há apenas um motivo para desfazer alguma coisa: ela não ser mais uma afirmação de Quem Você Deseja Ser, não o refletir, não o representar. 
Se você quiser ser corretamente representado, deve tentar mudar tudo em sua vida que não se encaixa na imagem que deseja projetar na eternidade. 
No sentido mais amplo, todos os eventos "ruins" que acontecem são da sua escolha. O erro não é escolhê-los, mas chamá-los de ruins. Porque ao fazer isso, você chama o seu Eu de ruim, já que os criou. 
Esse rótulo você não pode aceitar; portanto, em vez de rotular o seu Eu como ruim, nega as suas próprias criações. É essa desonestidade intelectual e espiritual que o deixa aceitar um mundo em tais condições. Se você tivesse de aceitar - ou pelo menos tivesse uma forte sensação interior de responsabilidade pessoal pelo mundo este seria um lugar muito diferente. Sem dúvida seria, se todos se sentissem responsáveis. Por ser tão óbvio é que esse fato se torna tão doloroso e irônico. 
As calamidades e os desastres naturais do mundo - seus tornados e furacões, vulcões e enchentes - desordens físicas - não são especificamente criações suas. O que você cria é o grau em que esses eventos afetam a sua vida. 
Há eventos no universo que nenhum vôo da imaginação poderia afirmar que você provocou ou criou. 
Esses eventos foram criados pela consciência combinada do homem. Todo o mundo, criando junto, produz essas experiências. O que cada um de vocês faz individualmente é passar por elas, decidindo o que significam para vocês - se é que têm algum significado - e Quem e O Que Vocês São em relação a elas. 
Portanto, vocês criam coletiva e individualmente a vida e os tempos que estão experimentando, e o objetivo é a evolução da alma. 
Você perguntou se há um modo menos doloroso de passar por esse processo - e a resposta é sim. Contudo, nada em sua experiência exterior terá mudado. O modo de diminuir o sofrimento que você associa às experiências e ocorrências terrenas - tanto as suas como as das outras pessoas - é mudar o modo de vê-Ias. 
Você não pode mudar o evento exterior (porque foi criado por todos vocês, e não é suficientemente maduro em sua consciência para alterar individualmente o que foi criado coletivamente), por isso deve mudar a experiência interior. Esse é o caminho para o completo controle na vida. 
Nada é em si doloroso. O sofrimento resulta do pensamento errôneo. É um erro no modo de pensar. 
Um mestre pode acabar com a dor mais intensa. Desse modo, o Mestre cura. 
O sofrimento resulta de um julgamento que você fez sobre uma coisa. Elimine o julgamento e o sofrimento desaparecerá. 
O julgamento frequentemente se baseia na experiência anterior. Sua ideia sobre uma situação se origina de uma ideia anterior sobre ela. Sua ideia anterior resulta de uma ideia ainda mais anterior - e essa ideia de outra, e assim por diante, como um bloco de edifícios, até você voltar por todo o caminho até a sala de espelhos, ao que Eu chamo de primeiro pensamento. 
Todo pensamento é criativo, e nenhum pensamento é mais poderoso do que o original. É por essa razão que às vezes ele também é chamado de pecado original. 
O pecado original ocorre quando o seu primeiro pensamento sobre alguma situação é errôneo. O erro é então cometido muitas vezes, sempre que você tem um segundo outerceiro pensamento em relação a ela. É trabalho do Espírito Santo inspirá-lo a ter novas compreensões que podem livrá-lo de seus erros. 


O Senhor está dizendo que eu não deveria me sentir mal em relação às crianças que morrem de fome na África, à violência e injustiça na América, às enchentes que matam centenas de pessoas no Brasil? 


Não há "deveria" ou "não deveria" no mundo de Deus. Faça o que quiser, o que o reflete, o que o representa como uma versão mais grandiosa do seu Eu. Se quiser se sentir mal, sinta-se. Mas não julgue ou condene. Você não sabe porque e com que objetivo um evento ocorre. 
E lembre-se disto: o que você condena o condenará, e o que você julga um dia virá a julgá-lo. Em vez disso, procure mudar o acontecimento - ou apoiar outras pessoas que os estão mudando - que não mais refletem o seu sentido mais elevado de Quem Você É. 
Entretanto, bendiga tudo, porque tudo é criação de Deus, através da vida, que é a Sua mais importante criação. 


Poderíamos parar aqui por um momento para eu recuperar o fôlego? Eu O ouvi dizer que não há "deveria" ou "não deveria" no mundo de Deus? 


Sim. 


Como pode ser isso? Se não há em Seu mundo, onde há? 
Realmente - onde...? 


Eu repito a pergunta. Onde mais há "deveria” e "não deveria", se não em Seu mundo? 
Em sua imaginação. 


Mas as pessoas que me ensinaram tudo que era certo e errado, que eu deveria ou não fazer, me disseram que essas regras foram ditadas pelo Senhor - por Deus. 


Então elas estavam erradas. Eu nunca determinei um "certo" ou "errado", um "faça" ou "não faça". Isso seria privá-los totalmente da sua maior dádiva - a oportunidade de fazer o que quiserem e experimentar os resultados disso; a chance de recriar-se à imagem e semelhança de Quem Realmente São; o espaço para produzir uma realidade de um eu cada vez mais elevado, baseado em sua idéia mais formidável do que são capazes. 
Dizer que alguma coisa - um pensamento, uma palavra, um ato - é "errada" seria o mesmo que dizer-lhes para não fazê-la. Isso seria proibí-los, restringí-los, negar-lhes a realidade de Quem Vocês Realmente São, assim como a oportunidade de criar e experimentar essa verdade. 
Há aqueles que dizem que Eu lhes dei o livre-arbítrio, mas essas mesmas pessoas também dizem que se vocês não me obedecerem, Eu os mandarei para o inferno. Que tipo de livre-arbítrio é esse? Isso não é duvidar de Deus - e de qualquer tipo de relacionamento verdadeiro entre nós? 


Bem, agora estamos entrando em outra área que eu queria discutir, que é tudo o que diz respeito a céu e inferno. Pelo que estou entendendo, não existe inferno. 


Existe, mas não é o que vocês pensam, e não o experimentam pelos motivos que apresentou. 


O que é o inferno? 


É a experiência do pior resultado possível de suas escolhas, decisões e criações. É a consequência natural de qualquer pensamento que negue a Mim, ou Quem Vocês São em relação a Mim. 
É o sofrimento provocado pelo pensamento errôneo. Contudo, até mesmo o termo "pensamento errôneo" é inadequado, porque não existe o errado. 
O inferno é o oposto da alegria. É insatisfação. É saber Quem e O Que Você É, e não experimentá-los. É ser menos. Isso é inferno, e não existe um maior para a sua alma. 
Mas o inferno não existe como esse lugar que vocês fantasiaram, onde queimam em um fogo eterno, ou existem em um estado de tormento eterno. O que Eu ganharia com isso? 
Mesmo se Eu tivesse o pensamento extraordinariamente Não Divino de que vocês não "mereciam" o céu, por que precisaria procurar algum tipo de vingança ou punição por seu fracasso? Não poderia simplesmente dar fim a vocês? Que parte vingativa de Mim exigiria que Eu os condenasse a um sofrimento eterno indescritível? 
Se você responder que Eu faria isso por uma necessidade de justiça, uma simples negação de comunhão Comigo no céu não serviria ao mesmo objetivo? A imposição de um sofrimento eterno também seria necessária? 
Eu digo que não há uma experiência após a morte como a que vocês imaginaram em suas teologias baseadas no medo. No entanto, há uma experiência da alma tão infeliz, tão incompleta, tão menos do que o todo, tão separada da maior alegria de Deus, que para essa alma isso seria o inferno. Mas Eu não os mando para lá, e tampouco Ihes imponho essa experiência. Vocês mesmos a criam, sempre que separam o seu Eu do seu próprio pensamento mais elevado em relação a vocês; sempre que o negam e rejeitam Quem e O Que Realmente São. 
Contudo, nem mesmo essa experiência é eterna. Não pode ser, porque não é o Meu plano que vocês se separem de Mim por toda a eternidade. De fato, isso é impossível- porque nesse caso não só vocês teriam de negar Quem São, como Eu também teria de negá-lo. Isso Eu nunca farei. E enquanto um de nós se mantiver fiel à verdade em relação a vocês, ela prevalecerá. 


Mas se não há inferno, isso significa que posso fazer o que quiser, realizar qualquer ato, sem medo de punição? 


É do medo que você precisa para ser, fazer e ter o que é intrinsecamente certo? Tem de se sentir ameaçado para "ser bom"? E o que é "ser bom"? Quem tem a palavra final sobre isso? Quem dá as diretrizes? Quem cria as regras? 
Eu digo que é você quem cria as suas próprias regras, que dá as diretrizes. É você quem decide o quanto se saiu bem. Porque é o único que decidiu Quem e O Que Realmente É - e Quem Deseja Ser. Você é a única pessoa que pode avaliar como está se saindo. 
Ninguém mais o julgará, por que e como Deus poderia julgar a sua própria criação e considerá-la ruim? Se Eu quisesse que vocês fossem perfeitos e fizessem tudo certo, teria deixado que ficassem no estado de total perfeição de onde vieram. Todo o objetivo do processo foi fazê-los descobrir a si mesmos, criar os seus Eus, como realmente são e desejam ser. Contudo, vocês só poderiam ser isso se tivessem uma chance de ser outra coisa. 
Então Eu deveria puni-los por fazerem uma escolha que coloquei à sua frente? Se Eu não quisesse que vocês fizessem a segunda escolha, por que criaria outra além da primeira? 
Essa é uma pergunta que devem fazer a si mesmos antes de Me atribuírem o papel de um Deus condenador. 
A resposta direta para a sua pergunta é sim, você pode fazer o que quiser sem medo de punição. Contudo, terá de arcar com as consequências. 
As consequências são os resultados naturais, que não são o mesmo que punições. São simplesmente isso, o que resulta da aplicação natural das leis naturais. Estas são o que ocorre, bastante previsivelmente, como uma consequência do que aconteceu. 
Toda a vida física funciona de acordo com as leis naturais. Quando você se lembrar dessas leis, e aplicá-las, controlará a vida no plano físico. 
O que lhe parece punição - ou o que chamaria de mal, ou má sorte - é apenas uma lei natural fazendo-se valer. 


Então se eu conhecer essas leis, e cumpri-las, nunca mais terei um momento dedificuldade. É isso que está me dizendo? 


Você nunca experimentaria o seu Eu como estando no que chama de "dificuldade". Não encararia nenhuma circunstância da vida como um problema. Não temeria nenhuma situação. Poria fim a todas as preocupações, dúvidas e temores. Viveria como a fantasia que Adão e Eva viveram - não como espíritos desencarnados na esfera do absoluto, mas como espíritos encarnados na esfera do relativo. Contudo, teria toda liberdade, alegria, paz e sabedoria e todo o poder do Espírito que você é. Seria uma pessoa plenamente realizada. 
Esse é o objetivo da sua alma - realizar-se enquanto ainda está no corpo; tornar-se a encarnação de tudo que realmente é. 
Esse é o Meu plano, o Meu ideal: realizar a Mim Mesmo através de você: transformar o conceito em experiência; conhecer o Meu Eu experimentalmente. 
As leis do Universo foram estabelecidas por Mim. São leis perfeitas, que proporcionam um perfeito funcionamento da matéria. 
Já viu algo mais perfeito do que um floco de neve? Tal complexidade, design, simetria, conformidade consigo próprio e originalidade em relação a todo o resto - são um mistério. Você fica maravilhado com o milagre desse grande espetáculo da natureza. Mas se Eu posso fazer isso com um único floco de neve, o que acha que posso fazer - e fiz - com o universo? 
Se você visse a sua simetria, a perfeição de seu design - do maior corpo celeste à mínima partícula - não poderia entender essa verdade em sua realidade. Mesmo agora, quando tem apenas uma vaga noção disso, não consegue imaginar ou entender as suas implicações. Contudo, pode saber que há implicações, muito mais complexas e extraordinárias do que você pode atualmente compreender. Shakespeare disse isso maravilhosamente: Há mais coisas entre o Céu e a Terra, Horácio, do que supõe a nossa vã filosofia. 


Então como posso conhecer essas leis? Como posso aprendê-las? 


Isso não é uma questão de aprender, mas sim de lembrar-se. 


Como posso lembrar-me delas? 


Comece ficando calado. Silencie o mundo exterior, para que o mundo interior possa trazer-lhe visão. Esse in-sight é o que procura, contudo não pode tê-lo enquanto estiver muito preocupado com a sua realidade exterior. Por isso, tente voltar-se o máximo possível para dentro. E quando não estiver se voltando para dentro, venha de dentro ao lidar com o mundo exterior. lembre-se desta máxima: 
Se você não se voltar para dentro, será privado de alguma coisa. 
Coloque-a na primeira pessoa e repita-a, para torná-la mais pessoal: 
Se eu não me voltar para dentro, serei privado de alguma coisa. 
Você tem sido privado de alguma coisa a sua vida inteira. Contudo, não precisa ser, e nunca precisou. 
Não há nada que você não possa ser ou fazer, nada que não possa ter. 
Isso parece uma promessa maravilhosa. 
Que outro tipo de promessa acha que Eu faria? Você acreditaria em Mim se Eu prometesse menos? 
Durante milhares de anos as pessoas não acreditaram em Minhas promessas pelo motivo mais extraordinário: eram boas demais para serem verdade. Então vocês escolheram uma promessa menor - um amor menor. Porque a Minha promessa maior provém do amor maior. Contudo, não podem conceber um amor perfeito, e por isso uma promessa perfeita também é inconcebível. Como o é uma pessoa perfeita. Por esse motivo, não conseguem acreditar nem mesmo em seus Eus. 
Não acreditar em nada disso significa não acreditar em Deus. Porque a crença em Deus produz crença na maior dádiva divina o amor incondicional - e na maior promessa divina - o potencial ilimitado. 


Posso interromper o Senhor aqui? Detesto fazer isso quando está falando... mas já ouvi essa conversa sobre potencial ilimitado, e não condiz com a experiência humana. O Senhor se esquece das dificuldades encontradas pela pessoa comum - e dos desafios que enfrentam aqueles que nascem com limitações mentais ou físicas? O potencial dessas pessoas é ilimitado? 


Vocês escreveram isso em sua Bíblia - de muitos modos e em muitos lugares. 


Preciso de uma referência. 


Veja o que vocês escreveram em Gênesis, capítulo 11, versículo 6. 
Está escrito: "E o Senhor disse: Eis aqui um povo, que não tem senão uma mesma linguagem; e uma vez que eles começaram esta obra, não hão de desistir do seu intento, a menos que o não tenham de todo executado." 
Sim. Agora, pode acreditar nisso? 


Isso não responde à pergunta sobre os doentes, os incapazes, os deficientes, aqueles que têm limitações. 


Você acha que eles tem limitações, como diz, não por sua escolha? Imagina que a alma humana enfrenta os desafios da vida sejam quais forem - por acaso? É isso que imagina? 


Quer dizer que uma alma escolhe antecipadamente que tipo de vida terá? 


Não, isso iria contra o objetivo do encontro, que é criar a sua experiência - e portanto, o seu Eu - no glorioso momento atual. Por esse motivo, você não escolhe antecipadamente a vida que terá. 
Mas, pode escolher as pessoas, os lugares e os eventos, as condições e circunstâncias, os desafios e obstáculos, as oportunidades e opções - para criar a sua experiência. Você pode escolher as cores para a sua palheta, as ferramentas para o seu baú, as máquinas para a sua loja. O que cria com elas é assunto seu. Esse é o objetivo da vida. 
Seu potencial é ilimitado em tudo que escolheu fazer. Não presuma que a alma que encarnou em um corpo que você chama de limitado não realizou todo o seu potencial, porque não sabe o que essa alma estava tentando fazer. Desconhece a sua agenda, a sua intenção. 
Por isso, bendiga todas as pessoas e condições, e agradeça. Desse modo, afirmará que o que Deus criou é perfeito - e mostrará a sua fé Nele. Porque nada acontece por acaso no mundo de Deus. Não existe coincidência. O mundo não é devastado por acaso, ou devido ao que você chama de destino. 
Se um floco de neve tem um design totalmente perfeito, não acha que o mesmo poderia ser dito sobre algo tão maravilhoso quanto a sua vida? 


Mas até mesmo Jesus curou os doentes. Por que Ele os curaria se a sua condição fosse tão "perfeita"? 


Jesus não os curou porque achava que a sua condição era imperfeita. Ele os curou porque viu aquelas almas pedindo a cura como parte de seu processo. Viu a perfeição do processo. Reconheceu e compreendeu a intenção da alma. Se Jesus tivesse achado que todas as doenças, mentais ou físicas, representavam imperfeição, não teria simplesmente curado ao mesmo tempo todas as pessoas no planeta? Duvida de que Ele poderia ter feito isso? 


Não. Sei que poderia. 


Ótimo. Então a mente deseja saber: por que Ele não o fez? Por que Cristo decidiu que alguns deveriam sofrer, e outros ser curados? Por que Deus permite o sofrimento? Esta pergunta já foi feita antes, e a resposta é a mesma. Há perfeição no processo - e toda a vida resulta da escolha. Não se deve interferir na escolha, ou questiona-la. Muito menos se deve condená-la. 
Deve-se observá-la, e depois fazer o possível para ajudar a alma a fazer uma escolha superior. Portanto, esteja atento às escolhas das outras pessoas, mas não as julgue. Saiba que a sua escolha é perfeita para elas neste momento - mas esteja pronto para ajudá-las se mais tarde quiserem fazer uma escolha nova, diferente, uma escolha superior. 
Esteja em comunhão com as outras almas, e seus objetivos e suas intenções se tornarão claros para você. Foi isso que Jesus fez com aqueles que curou - e com todos as vidas que tocou. Ele curou todas as pessoas que O procuraram, ou que enviaram outras para implorar por elas. Jesus não curou a esmo. Isso seria infringir uma Lei Sagrada do Universo: 
Deixe todas as almas seguirem o seu caminho. 


Mas isso significa que não devemos ajudar as pessoas sem que nos peçam? 


Certamente que não, ou nunca poderíamos ajudar as crianças famintas da Índia, o povo sofrido da África, ou os pobres e oprimidos de todos os lugares. Todos os esforços da fraternidade seriam perdidos, e toda a caridade seria proibida. Devemos esperar que uma pessoa grite de desespero, ou que o povo de uma nação implore por ajuda, para que possamos fazer o que é obviamente certo? 
Você vê, a resposta está na própria pergunta. Se uma coisa é obviamente certa, faça-a. Mas lembre-se de que é preciso muito rigor no julgamento, no que diz respeito ao que chama de "certo" ou "errado". 
Uma coisa só é certa ou errada porque você diz que é. Não é certa ou errada intrinsecamente. 


Não? 


O "certo" ou "errado" não é uma condição intrínseca, é um julgamento subjetivo em um sistema pessoal de valores. Através de seus julgamentos subjetivos você cria o seu Eu - através de seus valores pessoais determina e demonstra Quem É. 
O mundo existe exatamente como é para que você possa fazer esses julgamentos. Se existisse em perfeitas condições, seu processo vital de criação do Eu terminaria. A carreira de um advogado terminaria amanhã se não existissem mais litígios. Ocorreria o mesmo com a carreira de um médico se não existissem mais doenças. A carreira de um filósofo também terminaria se não existissem mais dúvidas. 
E a carreira de Deus terminaria amanhã se não existissem mais problemas! 
Exatamente. Seu raciocínio foi perfeito. Todos nós pararíamos de criar se não existisse mais nada para ser criado. 
Temos muito interesse em continuar o jogo. Apesar do fato de que dizemos que gostaríamos de resolver todos os problemas, não ousamos fazer isso, porque nesse caso não teríamos mais o que fazer.
Seu complexo militar-industrial entende isso muito bem. É por esse motivo que se opõe terminantemente a qualquer tentativa de estabelecimento de uma política contrária à guerra, em qualquer lugar.
Suas instituições médicas também entendem isso. É por esse motivo que se opõem firmemente - tem de fazê-la, para a sua própria sobrevivência - a novas drogas ou curas maravilhosas, e ainda mais à possibilidade de milagres. 
Sua comunidade religiosa também tem essa lucidez. É por esse motivo que sempre se opõe a qualquer definição de Deus que não inclua medo, julgamento e punição, e a qualquer definição do Eu que não inclua a sua própria ideia do único caminho para Deus. Se eu lhe disser que você é Deus - para onde vai a religião? Se eu lhe disser que está curado, para onde vão a ciência e a medicina? 
Se eu lhe disser que deve viver em paz, para onde vão os pacificadores? Se eu lhe disser que o mundo é fixo, para onde vai o mundo? 


E quanto aos edificadores? 


O mundo é cheio de dois tipos de pessoas: as que lhe dão as coisas que você quer, e as que as reparam. Em certo sentido, até mesmo as que apenas lhe dão as coisas que você quer - os açougueiros, os padeiros, os fabricantes de castiçais - também são edificadoras. Porque desejar alguma coisa frequentemente é precisar dela. É por isso que é dito que os viciados precisam de uma dose. Portanto, tome cuidado para que o desejo não se transforme em vício. 


Está dizendo que o mundo sempre terá problemas? Que realmente quer que seja assim? 


Estou dizendo que o mundo existe do jeito que é - como um floco de neve existe do jeito que é - propositalmente. Vocês o criaram assim - como criaram as suas vidas exatamente como são. 
Eu quero o que vocês querem. Quando realmente quiserem acabar com a fome, não haverá mais fome. Eu lhes dei todos os recursos para isso. Todos vocês tem os meios para fazerem essa escolha. Mas não a fizeram. O mundo poderia acabar com a sua fome amanhã. Vocês escolhem não fazer isso. 
Vocês dizem que há bons motivos para 40.000 pessoas morrerem de fome a cada dia. Não há. Contudo, em uma época em que dizem que não podem fazer coisa alguma para evitar essas mortes, trazem ao mundo 50.000 novas vidas a cada dia. E denominam isso de amor, de plano de Deus. Esse é um plano totalmente ilógico, irracional e impiedoso. 
Eu estou mostrando em termos claros que o mundo se encontra nas condições atuais porque vocês escolheram que fosse assim. Estão destruindo sistematicamente o seu meio ambiente, e depois dizem que os desastres naturais são uma peça cruel que Deus pregou, ou obra de uma Natureza cruel. Vocês é que pregaram a peça em si mesmos, e que são cruéis. 
Nada é mais gentil do que a Natureza. E nada tem sido mais cruel com a Natureza do que o homem. Porém, vocês negam qualquer envolvimento e responsabilidade nisso. Dizem que não é sua culpa, e nesse ponto estão certos. Não é uma questão de culpa, mas sim de escolha. 
Vocês podem escolher acabar com a destruição de suas florestas tropicais amanhã, parar de destruir a camada protetora de ozônio que flutua sobre o seu planeta, pôr fim ao ataque ao seu complexo ecossistema. Podem tentar juntar as partes do floco de neve, ou pelo menos evitar que derreta, mas farão isso? 
De igual modo, podem acabar com todas as guerras amanhã. Simples e facilmente. Tudo que é preciso, e que sempre foi, é que todos concordem com isso. Mas, se vocês não conseguem concordar com algo tão basicamente simples como parar de se matarem, como podem implorar ao céu com as mãos erguidas para que as suas vidas sejam colocadas em ordem? 
Eu não farei nada por vocês que não farão por si mesmos. Esta é a lei e é o que dizem os profetas. 
O mundo está nas condições atuais por causa de vocês, e das escolhas que fizeram - ou deixaram de fazer.
Não decidir é decidir.
A Terra está como está por causa de vocês, e das escolhas que fizeram - ou deixaram de fazer. 
Suas próprias vidas estão como estão por causa de vocês, e das escolhas que fizeram - ou deixaram de fazer. 
Mas eu não escolhi ser atropelado por aquele caminhão! Não escolhi ser roubado por aquele ladrão, ou estuprado por aquele maníaco. Há pessoas no mundo que poderiam dizer isso. 
Todos vocês produziram as condições que criam no ladrão o desejo ou a necessidade de roubar. Todos vocês criaram a consciência que torna o estupro possível. É quando veem em si mesmos o que causou o crime que finalmente começam a corrigir a condição que lhe deu origem. 
Alimentem os famintos, deem dignidade aos pobres e oportunidades aos menos afortunados. Ponham fim aos preconceitos que fazem as pessoas ficarem confusas e raivosas, com poucas perspectivas de um futuro melhor. Deixem de lado os seus tabus absurdos e as restrições que dizem respeito à energia sexual - em vez disso, ajudem as outras pessoas a compreenderem o seu milagre, e a canalizá-la corretamente. Façam essas coisas e terão dado um grande passo na direção do fim do roubo e do estupro. 
Quanto ao chamado "acidente" - o caminhão na curva, o tijolo que cai do alto - aprendam a vê-lo como uma pequena parte de um mosaico maior. Vocês foram para a Terra para elaborar um plano individual para a sua própria salvação. No entanto, salvar-se não significa livrar-se das armadilhas do demônio. Não existe demônio e nem inferno. Vocês estão se salvando do descuido da não-realização. 
Essa batalha não pode ser perdida. Vocês não podem falhar. Portanto, não se trata de uma batalha, é apenas um processo. Mas se não souberem disso, acharão que é uma luta constante. Podem até mesmo acreditar na luta durante o tempo suficiente para criar toda uma religião em torno dela. Esta religião lhes ensinará que a luta é o objetivo de tudo o que é um falso ensinamento. Não é lutando que o processo continua. É rendendo-se que a vitória é assegurada. 
Os acidentes acontecem porque acontecem. Certos elementos do processo da vida se juntam de um determinado modo em um determinado momento e com determinados resultados - que vocês chamam de desastrosos, por seus motivos particulares. Contudo, podem não ser de modo algum desastrosos, dada a determinação da sua alma. 
Eu lhes digo: Não existe coincidência, e nada acontece "por acaso". Vocês atraem para si todos os eventos, para poderem criar e experimentar Quem Realmente São. Todos os verdadeiros Mestres sabem disso. Este é o motivo pelo qual ficam imperturbáveis diante das piores experiências da vida (como vocês as definiriam). 
Os grandes mestres de sua religião cristã entendem isso. Sabem que Jesus não ficou perturbado com a crucificação, mas a esperou. Ele poderia tê-la evitado, mas não a evitou. Poderia ter interrompido o processo em qualquer ponto. Tinha tal poder. Porém, não fez isso. Permitiu-se ser crucificado para ser a salvação eterna do homem. Vejam, disse Ele, o que posso fazer. Vejam o que é verdade. E saibam que também farão essas coisas e muitas outras. Eu não disse que são deuses? Mas vocês não acreditam. Se não puderem acreditar nisso, acreditem em si mesmos e em Mim. 
A compaixão de Jesus era tanta que Ele implorou por um modo - e o criou - de causar tamanho impacto no mundo que todos poderiam ir para o céu (realização pessoal) - se não de outro modo, através Dele. Porque Ele venceu o sofrimento e a morte. E vocês podem fazer o mesmo. 
O maior ensinamento de Cristo não foi que vocês terão vida eterna, mas que tem; não que terão fraternidade em Deus, mas que tem; não que terão tudo que pedirem, mas que tem. 
Tudo o que é preciso é saber disso. Porque vocês criam a sua realidade, e a vida só poderá ser para vocês como pensam que será. 
Pensar é o primeiro passo na criação. Deus-Pai é pensamento. Seu pensamento é o pai que dá origem a todas as coisas. 
Essa é uma das leis de que devemos nos lembrar. 


Sim. 
O Senhor pode me dizer quais são as outras? 


Eu disse para vocês quais são todas elas, desde o início dos tempos. Repetidamente. Eu lhes enviei um mestre após o outro. Vocês não ouvem os meus mestres. Vocês os matam. 


Mas por que? Por que matamos os mais santos entre nós? Nós os matamos ou desonramos, o que é a mesma coisa. Por que? 


Porque eles se opõem a todos os seus pensamentos que negariam a Mim. E vocês negam a Mim quando negam a si mesmos. 


Por que eu ia querer negar ao Senhor, ou a mim?

Porque tem medo. E porque Minhas promessas são boas demais para serem verdade. Porque não consegue aceitar a Verdade maior. E por isso tem de contentar-se com uma espiritualidade que ensina medo, dependência e intolerância, em vez de amor, poder e aceitação. 
Você está cheio de medo - e o seu maior medo é de que a Minha maior promessa possa ser a maior mentira da vida. E então cria a maior fantasia que pode para defender-se disso: afirma que qualquer promessa que lhe dá poder e garante o amor de Deus deve ser a falsa promessa do demônio. Diz a si mesmo que Deus nunca faria tal promessa, que apenas o demônio a faria - para tentá-lo a negar a verdadeira identidade de Deus como uma entidade temível, ciumenta e vingativa, que julga e pune. 
Apesar do fato de que essa descrição se encaixaria melhor na de um demônio (se existisse um), você atribuiu características demoníacas a Deus para convencer-se a não aceitar as promessas divinas de seu Criador, ou as qualidades divinas do Eu. 
Tamanho é o poder do medo. 


Eu estou tentando me livrar do medo. O Senhor me falará novamente - mais - sobre as leis? 


A Primeira lei é que você pode ser, fazer e ter tudo que imaginar. A Segunda lei é que você atrai aquilo que teme. 


Por que? 


A emoção é a força que atrai. Você experimentará aquilo que teme muito. Um animal que considera uma forma de vida inferior (embora os animais ajam com mais integridade e coerência do que os seres humanos) - sabe imediatamente se você tem medo dele. As plantas - que considera uma forma de vida ainda mais inferior - reagem às pessoas que as amam muito melhor do que às que não se importam com elas. 
Nada disso é coincidência. Não existe coincidência no universo - só existe um grande projeto; um incrível "floco de neve". 
Emoção é energia em atividade. Quando você ativa energia, cria efeito. Se ativar energia suficiente, criará matéria. Matéria é energia acumulada. Ativada. Se você manipular energia de tempo o suficiente de um determinado modo, obterá matéria. Todos os Mestres conhecem essa lei. É a alquimia do universo, o segredo de toda vida. 
O pensamento é pura energia. Todos os pensamentos que você tem, teve ou terá são criativos. A energia do seu pensamento nunca acaba. Nunca. Deixa a sua essência e a sua mente no universo, expandindo-se para sempre. Um pensamento é eterno. 
Todos os pensamentos se solidificam; encontram outros pensamentos, ziguezagueando em um incrível labirinto de energia, criando uma forma sempre mutante de indescritível beleza e inacreditável complexidade. 
Energia similar atrai energia similar - formando (para usar palavras simples) “massas” de energia do tipo similar. Quando “massas” suficientes de energia similar se encontram, "grudam" umas às outras (para usar outro termo simples). É preciso uma quantidade enorme de energia similar para formar matéria. Mas a matéria se formará de pura energia. Na verdade, é o único modo pelo qual pode formar-se. Quando a energia se torna matéria, continua a ser matéria durante muito tempo - a menos que seja desintegrada por uma forma de energia oposta ou dissimilar. Essa energia dissimilar, agindo sobre a matéria, de fato a desintegra, liberando a pura energia da qual era formada. 
Em termos elementares, essa é a teoria por trás da bomba atômica de vocês. Einstein chegou mais perto do que qualquer outro ser humano - antes ou depois dele - de descobrir e explicar o segredo criativo do universo. 
Agora você deveria entender melhor como pessoas de mente similar podem trabalhar juntas para criar uma realidade ideal. A frase "Onde dois ou mais estiverem reunidos em Meu nome" torna-se muito mais significativa. 
É claro que quando sociedades inteiras pensam de um determinado modo, com muita frequência acontecem coisas surpreendentes - nem todas necessariamente desejáveis. Por exemplo, uma sociedade que vive sempre com medo - de fato, inevitavelmente produz o que teme mais. 
De igual modo, grandes comunidades ou congregações com frequência encontram um poder milagroso no pensamento combinado (ou no que algumas pessoas chamam de oração comum). 
E deve ser deixado claro que até mesmo os indivíduos - se seus pensamentos (suas preces e esperanças, seus desejos, sonhos e medos) forem muitos fortes podem produzir esses resultados. Jesus fez isso regularmente. Entendeu como manipular energia e matéria, como rearranjá-las, redistribuí-Ias e controlá-las totalmente. Muitos Mestres sabiam disso. Muitos sabem agora. 
Você pode saber. Neste exato momento. 
Esse é o conhecimento do bem e do mal que Adão e Eva partilharam. Só pôde haver vida como vocês a conhecem depois que eles compreenderam isso. Adão e Eva - os nomes míticos que vocês deram ao Primeiro Homem e à Primeira Mulher - foram o Pai e a Mãe da experiência humana. 
O que tem sido descrito como a queda de Adão, na verdade foi o seu erguimento - o maior evento isolado na história da humanidade. Porque sem ele, o mundo da relatividade nunca existiria. O ato de Adão e Eva não foi o pecado original. Na verdade, foi a primeira bênção. Vocês deveriam agradecer-lhes do fundo de seus corações - porque sendo os primeiros a fazer a escolha" errada", produziram a possibilidade de fazer qualquer escolha. 
Em sua mitologia vocês tornaram Eva a "má" - a tentadora que comeu o fruto do conhecimento do bem e do mal - e induziu Adão a fazer o mesmo. Essa mitologia lhes permitiu tornar desde então a mulher a "ruína" do homem, o que resultou em todos os tipos de deturpação da realidade - sem falar nas visões distorcidas do sexo e nas confusões. (Como é possível sentir-se tão bem com algo tão ruim?). 
O que vocês temem mais os perseguirá. O medo os atrairá como um ímã. Todos os seus escritos sagrados - de todas as crenças e tradições religiosas que criaram contêm a clara advertência: não temeis. Acham que isso é por acaso? 
As leis são muito simples. 
1 O pensamento é criativo. 
2 O medo atrai como energia. 
3 O amor é tudo que existe. 


Agora o Senhor me deixou confuso. Como o amor pode ser tudo que existe se o medo atrai como energia? 


O amor é a realidade máxima. A única. Tudo. O sentimento do amor é a sua experiência de Deus. 
Na Verdade maior, o amor é tudo que existe, existiu e existirá. Quando vocês forem para a esfera do absoluto, irão para a esfera do amor. 
A esfera do relativo foi criada para que Eu pudesse experimentar o Meu Eu. Isso já foi explicado, e não torna a esfera do relativo real. Ela é uma realidade criada que Eu e vocês projetamos - para podermos nos conhecer experimentalmente. 
Contudo, a criação pode parecer muito real. O objetivo é parecer tão real que nós a aceitamos como verdadeira. Assim, Eu pude criar "algo mais" além de Mim Mesmo (embora em termos exatos isso seja impossível, porque Deus é - EU SOU -Tudo Que É). 
Ao criar "algo mais" - a esfera do relativo - Eu produzi um ambiente em que vocês podem escolher ser Deus, em vez de simplesmente lhes dizerem que são Deus; experimentar a divindade como um ato de criação, em vez de como um conceito, em que a pequena vela sob o sol - a pequena alma - pode conhecer-se como a luz. 
O medo é o outro extremo do amor. É a polaridade primária. Ao criar a esfera do relativo, Eu criei primeiro o oposto de Mim Mesmo. Agora, na esfera em que vocês vivem no plano físico, há apenas dois pontos de existência: o medo e o amor. Os pensamentos baseados no medo produzirão um tipo de manifestação no plano físico, e os baseados no amor produzirão outro. 
Os Mestres que viveram em seu planeta descobriram o segredo do mundo relativo e se recusaram a reconhecer a sua realidade. Em resumo, os Mestres são aqueles que escolheram apenas o amor. Em todas as situações e em todos os momentos. Mesmo quando estavam sendo mortos, amavam seus assassinos. Mesmo quando estavam sendo perseguidos, amavam seus opressores. 
É muito difícil para vocês entenderem isso, mais ainda imitar. Mas é o que todos os Mestres sempre fizeram. Não importa qual seja a filosofia, a tradição ou a religião, é o que todos os Mestres sempre fizeram. 
Esse exemplo e essa lição foram apresentados muito claramente para vocês, inúmeras vezes. Através dos tempos e em todos os lugares. Durante as suas vidas inteiras e em todos os momentos. O universo usou de todos os meios para mostrar-lhes essa verdade. Em canções e histórias, em poesia e dança, em palavras e movimentos, em figuras móveis, que vocês chamam de filmes, e em conjuntos de palavras, que chamam de livros. 
Essa Verdade foi proclamada da montanha mais alta, e seu sussurro foi ouvido no lugar mais baixo. Ecoou nos corredores de toda a experiência humana: o Amor é a resposta. Mas vocês não ouviram. Agora neste livro você Me pergunta novamente o que Eu já lhe disse inúmeras vezes de inúmeros modos. Porém, Eu lhe direi de novo - aqui - neste livro. Ouvirá agora? Realmente ouvirá? 
O que você acha que o trouxe a esses escritos? Por que estão em suas mãos? Acha que Eu não sei o que estou fazendo? 
Não existem coincidências no universo. 
Eu ouvi o lamento do seu coração. Vi a busca da sua alma. Sei o quanto você tem desejado a Verdade. Na alegria e na tristeza, clamou por ela. Constantemente, fez súplicas a Mim. Revele seus motivos para Mim. 
Este é o meu trabalho, realizo-o em termos tão claros que você não pode deixar de entender. Em uma linguagem tão simples que não pode ficar confuso. Em um vocabulário tão comum que não pode perder-se no palavreado. 
Então vá em frente. Pergunte-Me tudo. Tudo. Eu encontrarei um modo de responder-lhe. Usarei todo o universo para isso. Portanto, fique alerta; este livro está longe de ser o Meu único instrumento. Você pode fazer uma pergunta e depois colocá-lo de lado. Mas observe. Esteja atento. A letra da próxima canção que ouvir. As informações no próximo artigo que ler. O roteiro do próximo filme que assistir. As palavras da próxima pessoa que encontrar. Ou o murmúrio do próximo rio, do oceano ou da brisa que acariciar os seus ouvidos - todos esses instrumentos são Meus; todos esses caminhos estão abertos para Mim. Eu lhe falarei e você Me ouvirá. Eu o procurarei e você Me chamará. Então Eu lhe mostrarei que sempre estive presente. Sempre!


4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Olá, parabéns pela postagem,isso demonstra que voce reconhece e valoriza estas obras que para mim sao SAGRADAS. Preserve-as, nao podemos perde -las, no futuro, elas poderao ser o despertar da humanidade. Eu de enfase a estas obras na comunidade do orkut, onde existem debates interessantes.

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  3. Olá!

    Se você soubesse o quanto seus comentário me deixa feliz... Pelo que entendi através do e-mail que recebi, trata-se de uma pessoa, certo?

    Muito obrigada pelo incentivo! :)

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  4. Olá,
    O primeiro comentario era meu tambem, mas acabei mudando de perfil.
    Achei interessante a sua motivaçao a começar a postar valores,conhecimentos e verdades mesmo que quase ninguem entenda. Nesta sociedade,temos poucas pessoas que reconhecem os valores corretos revelando, demonstrando o que é.
    Haverao seculos ate que estas obras sejam reconhecidas como sagradas, até lá, é um compromisso noso que as reconhecemos como uma das maiores revelaçoes à raça humana preserva-las e transmiti-las a quem estiver preparadao a recebe-las.
    Paz.

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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)