12.4.11

O fantástico Poder do agora


Na publicação anterior, comentei sobre uma experiência única que tive por alguns momentos, imagino que pode ser chamado de instante de "iluminação". Consegui me desligar da noção tempo-espaço e vivi plenamente no agora, sentindo ao mesmo tempo êxtase e paz com tudo e todos ao meu redor.  
Hoje, voltei a me concentrar no agora e procurei fazer algumas coisas que eu gosto. Eu me permiti uns agrados; afinal, temos que nos tratar muito bem. Isso não é egoísmo, nem fraqueza e sim autoestima.




De qualquer maneira, comecei o dia um pouco ansiosa e com o passar das horas fiquei cada vez mais em paz, pois desapeguei até mesmo da necessidade de ter que me sentir bem. E quase que por "milagre", aquela sensação de paz e bem estar naturalmente voltou e eu estava tranquila. Procurei focar a minha atenção novamente em "perceber o belo" ao meu redor.




Há quase 20 anos tomei uma decisão e não vejo canal aberto, principalmente jornal e novela e sou bem seletiva com relação ao conteúdo que converso, leio e assisto. Não importa onde eu esteja, ou com quem esteja conversando, procuro passar uma mensagem positiva sempre que posso, lembrando que sou humana, tenho meus dias de TPM. O mesmo vale para o conteúdo que seleciono na internet, na TV ou no cinema. Acredito que tudo influencia o nosso estado de espírito e alimenta nosso subconsciente. Evito temas excessivamente violentos e polêmicos sempre que possível, principalmente antes de dormir, para não ficar digerindo tudo aquilo durante o sono.




Acabou sendo outro dia bastante agradável, pois conversei com pessoas queridas e me cerquei de pensamentos e programas inspiradores. Afinal o alimento da alma também precisa ter "qualidade"! Somos nós que fazemos as escolhas em nosso cotidiano, selecionamos nossas prioridades e o resultado disso se reflete diretamente em nossas vidas.




Como estou relendo o livro "O Poder do agora" do autor Eckhart Tolle, (o qual comentei no dia de ontem), deixarei um trecho, espero que goste.
Mas antes disso, aqui vai uma bela paisagem para você. Que inspire seu dia, como inspirou o meu...



O Poder do Agora, de Eckhart Tolle

Cap. 1



VOCÊ NÃO É A SUA MENTE

O MAIOR OBSTÁCULO PARA A ILUMINAÇÃO


Iluminação – o que é isso? 



Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:

– Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.

– Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?

– Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.

– Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.

– Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!

– Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.

O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.


Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro. Não de uma caixa, mas sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado: "Mas eu não sou um mendigo."


Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza – a radiante alegria do Ser e uma paz inabalável – são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza material.


Buscam, do lado de fora, migalhas de prazer, aprovação, segurança ou amor, embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.


A palavra iluminação transmite a ideia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego –, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. É um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. 



Pode parecer um paradoxo, mas esse "algo" é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma. 



A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida.


Adoro a definição simples de Buda para a iluminação: "É o fim do sofrimento." Não há nada de sobre-humano nisso, não é mesmo? Claro que não é uma definição completa. Ela apenas nos diz o que a iluminação não é: não é sofrimento. Mas o que resta quando não há mais sofrimento?



Buda silencia a respeito, e esse silêncio implica que teremos de encontrar a resposta por nós mesmos. 

Como ele emprega uma definição negativa, a mente não consegue entendê-la como uma crença, imagina ser uma conquista sobre-humana, um objetivo difícil de alcançar. Por isso, a maioria dos budistas ainda acredita que a iluminação é algo apenas para Buda e não para eles próprios, pelo menos, não nesta vida.




Eu acredito que todos nós possuímos a capacidade inata de atingirmos a iluminação da maneira como a compreendo, que é a sensação de paz interior que supera qualquer outra sensação.



Espero que você não apenas acredite nisso, mas que possa sentir esta sensação frequentemente em sua vida. Tente... Comece procurando ter mais paciência consigo mesmo, isso é algo fundamental para a sua autoestima e felicidade. Depois tente se amar mais, procure perceber que não importa a situação, você sempre faz o melhor que pode naquele momento. Mais tarde, procure amar mais as pessoas próximas e veja o resultado.


"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."
Fernando Pessoa



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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)