17.4.11

7: "Medo" de vendas, negociações e autopromoção



Olá!
Ontem jantei com a minha vozinha e com a família do meu irmão mais velho que estava passeando aqui em Curitiba. Estava delicioso!
Ele fez churrasco e eu levei a sobremesa.
Experimentei fazer uma receita que havia visto num programa de TV. Chama-se Pavlova.
Até a minha cunhada que geralmente não gosta muito de doces, amou e repetiu! Eu achei deliciosa e fácil.




DESCRIÇÃO:

Pavlova é uma sobremesa criada por um Chef Australiano, logo após ter assistido à performance da famosa bailarina russa Anna Pavlova. É uma sobremesa leve e delicada além de deliciosa.
Segue a minha versão, pois alterei um pouquinho a receita original:


INGREDIENTES:
04 unidades de claras (temperatura ambiente)
01 pitada de sal
250 gramas + 1 colher de sopa de açúcar de confeiteiro (ou refinado)
02 colheres de chá de amido de milho (maizena)
01 colher de chá de vinagre de vinho branco
02 ramas de baunilha (as sementes) ou extrato de baunilha a gosto
300 ml de creme de leite fresco (batido até ficar firme)
Frutas frescas da sua escolha (cereja em calda, morango, framboesa, amora, manga, banana, kiwi, pêssego, maracujá)


PASSO A PASSO:
Pré-aqueça o forno à 200º.
Forre uma forma com papel para assar.
* Se for fazer uma torta grande:
Desenhe um círculo de 20 cm no papel para depois colocar a massa apenas dentro do círculo, para obter uma torta uniforme.
* Se for fazer como eu fiz, faça pequenas porções individuais, da largura de um copo de requeijão.


Bata as claras e o sal até que fique em ponto de suspiro.
Acrescente o açúcar, um terço de cada vez, até que fique firme e brilhante.
Salpique a maizena, o vinagre e as sementes de 1 rama da baunilha e misture levemente. Coloque na assadeira, dentro do círculo desenhado e achate a parte de cima e alise os lados.
Faça um abaulado na parte interna (isto vai ajudar a acomodar a fruta e o creme que serão colocados no meio depois de assar).
Coloque no forno e asse durante aprox. 1 hora.
Desligue o forno e deixe a Pavlova dentro até esfriar completamente.
Coloque a Pavlova em um prato.
Bata o creme de leite fresco até ficar mais firme, depois acrescente as sementes da outra rama de baunilha e uma colher de sopa de açúcar e bata.
Preencha o meio com este creme e depois cubra com a fruta ou as frutas da sua escolha, eu utilizei morango e cerejas em calda.
Obs.: As gemas podem ser utilizadas para fazer quindin, baba de moça e papo de anjo, ou podem ser congeladas e utilizadas mais tarde. 
Pavlova ao sair do forno:


Pavlova pronta:


Mudando de assunto.
Em relação à minha pergunta de ontem, obtive apenas uma indicação da minha quase irmã Andrea, me pedindo que comente mais sobre o item 8, do livro "Os segredos da mente milionária", de T. Harv Eker.


Então lá vou eu:
Arquivo da riqueza nº 8:



As pessoas ricas gostam de se promover.
As pessoas de mentalidade pobre não apreciam vendas nem autopromoção.

Minha querida amiga Andrea, você não imagina o quanto este tema é desafiador para mim, mas como quero ser responsável, cumprirei. Palavra de ex escoteira.


Eu não sabia exatamente porque, mas tinha um certo pavor da área comercial. Vendas, negociações ou autopromoção.
Trabalhei em diversas áreas, mas sempre que precisava lidar com dinheiro, eu não gostava e sentia um grande desconforto, queria fugir. Mas por que?


Levei muito tempo para encontrar a origem deste fato e agora compartilharei com vocês.
Quando eu tinha 8 anos, morava na minha terra natal, uma cidade do interior do Paraná chamada Guarapuava.
Naquela época minha casa ficava perto da Lagoa das Lágrimas, onde moravam também minhas duas melhores amigas Francine e Erika.


Um dia eu e a Francine fomos brincar na casa da Erika. Esta casa tinha um jardim enorme com uma pereira. Embora a fruta fosse de péssima qualidade, ou seja, pequena, dura e um pouco bichada, decidimos que queríamos começar um negócio e que venderíamos pera naquela vizinhança.


A mãe da Erika era proprietária de um jardim de infância, então pegamos uma mochila do jardim a qual tinha o emblema da empresa, enchemos de pera e fomos vender.
Os vizinhos foram solidários, devem ter nos reconhecido, pois a maioria comprou. 


Não sei o que pensaram, mas devem ter achado engraçado. 
Acredito que a ideia de começar o negócio deva ter sido minha, mas não lembro mais. A verdade é havíamos vendido quase tudo, até que surgiu um desafio...


Eu estava carregando a "mercadoria" quando oferecemos a um senhor muito bem vestido e ele olhou pra mim e disse seriamente:
- Quero ver a licença!
Eu respondi:
- Não temos nenhuma licença, só estamos vendendo peras.
Ele disse:
- Vocês sabiam que para vender algo é necessário ter a licença da prefeitura?
Respondi:
- Nós não sabíamos!
Ele então afirmou categoricamente:
- Vocês podem ir para a cadeia, podem ser presas por atividade ilegal!


Depois disso, nós dividimos os lucros mas não vendemos mais.
Até hoje eu não sei quem era aquele senhor, mas ele impactou a minha vida. 
Anos mais tarde eu percebo que este fato marcou nós três de modo muito diferente. Para elas, foi apenas uma brincadeira, para mim havia virado um trauma, só que eu não tinha consciência disso.


Hoje ambas trabalham na área comercial, sempre se dedicaram a esta área e são bem sucedidas. 
Eu acabei escolhendo outras áreas. Principalmente a área tecnológica. Na verdade trabalhei em diversas áreas e eu preferia quase qualquer atividade que não estivesse ligada diretamente à área comercial.


Não sei explicar porque este acontecimento mexeu tanto comigo, afinal não fomos presas.
Tenho apenas umas suposições.
Tive um pai MARAVILHOSO! Mas ele teve uma infância muito difícil e no estilo tradicional, ou seja, o castigo vinha através de surras. Como ele aprendeu assim, era bastante severo e disciplinador com seus filhos. Apanhei muito quando era pequena.
As minhas duas amigas tinham pais que não costumavam repreender através de surras, então acho que elas não ficaram com medo, mas não sei dizer ao certo.


Talvez tenha sido porque eu me senti responsável pelo fato e imaginei que por minha causa as duas poderiam parar na cadeia.
A verdade é que conforme eu havia dito em nossa "conversa" sobre ansiedade aqui no blog (dia 5 ), sempre que há um fato ou diversos deles gravados em nosso subconsciente que devem ser encarados e resolvidos para que não nos atrapalhem. 


O bom disso, é que podemos fazer uma espécie de catarse. Ou seja, uma vez descoberta a causa, ela passa a não ter mais a força que tinha antes. Ao invés de tentar esconder ou esquecer certo acontecimento, devemos (sozinhos ou com o auxílio de um profissional) trazer à tona o fato ocorrido, então o observamos, avaliamos e aos poucos ele desaparece. 
Precisamos montar as peças que estão dispersas no quebra-cabeças da nossa vida para que consigamos levar uma vida feliz e com sentido.


Os números variam, mas dizem que nosso consciente ocupa apenas 5 a 10% de nossa mente, sendo que o subconsciente seria responsável pelo restante. Por esta razão é tão importante lidar com conteúdos passados que podem estar nos prejudicando. Precisamos fazer um esforço maior para descobrir o conteúdo do nosso subconsciente, pois não temos acesso direto à ele com a mesma facilidade da mente consciente. Sugiro auto análise ou terapia.


No meu caso, a razão pela qual eu não apreciava vendas nem autopromoção, estava ligada a este fato. Mas já descobri outros. 
Era um conjunto de fatos, mas eles já não me prejudicam mais.
Fico feliz em utilizar o verbo no passado porque recentemente decidi me aventurar a trabalhar na área comercial. Mais uma coisa que me retirou da minha zona de conforto e estou bem feliz.


Sinto que estou fazendo as pazes com o dinheiro e com a área comercial em geral. 
Também consigo conversar mais confortavelmente com pessoas interessantes, comentar sobre diversos projetos, sobre a minha formação e experiência.
No meu ponto de vista, estou aprendendo a me autopromover, algo que eu achava ser uma atividade egocêntrica e desnecessária.
Minha rede de contatos aumentou muito.


Para corroborar a ideia de que precisamos sim, realizar a autopromoção, colocarei um trecho do livro que aborda este tema:
Talvez você conheça este ditado: "Faça uma ratoeira melhor e todas as pessoas virão bater à sua porta." Isso é verdade quando se acrescenta outra frase depois: "Se elas ficarem sabendo que a ratoeira existe." 



O mundo precisa de você e de suas habilidades. Confie mais em seu potencial e acredite nos seus sonhos e projetos.
Se você não está vivendo a vida dos seus sonhos profissionalmente falando, lembre-se de reservar uns minutos por dia para avaliar esta questão. Redescubra-se!



Quando decidimos fazer uma faxina mental, limpando todas o lixo que ficou armazenado em nossa mente consciente e subconsciente, abrimos as portas para que a nossa natureza verdadeira, que é divina, desperte e se manifeste com força total. 



Todos temos talento. Deus não criou um ser humano sequer sem uma característica que o torne único e imprescindível. Se você ainda não descobriu seu talento, comece agora esta busca sagrada. Deus se manifesta na terra através de você.






"O cérebro é mais amplo do que o céu."
Emily Dickinson


"A mente que se abre a uma nova ideia 
jamais voltará ao seu tamanho original."
Albert Einstein

"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado. 
Nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade." 
Charles Chaplin




3 comentários:

  1. Obrigada maninha!!! Vou refletir sobre este tema!! E meu livro está chegando ...obaaaa!!!

    Mudando de assunto, que delícia este passeio em família. Aproveite muuuuito!

    Mil beijos!!

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  2. Falando em sobrinhos, olhe este vídeo do Itáu....amei!

    http://www.youtube.com/watch?v=CbolNG66l_A

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  3. Querida Andrea,

    Você vai refletir sobre o que???

    Se tiver umas "sujeirinhas" nas outras áreas, então sim, faça uma reflexão.

    Mas profissionalmente, olhe onde você chegou.

    Escolhi o tema 8 porque você pediu, mas o texto é para mim e para quem precisa fazer uma reflexão.

    Você é uma das pessoas mais bem sucedidas que eu conheço.

    Quantas pessoas adorariam estar no seu lugar.

    Te admiro muito, seu talento é fazer o que você já faz...

    A Noruega precisa de você, aliás o mundo.

    Só quero que reflita sobre sua profissão se não estiver feliz nela, pois você já é um sucesso!

    Um beijo carinhoso!

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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)