18.4.11

8: A importância de ser você mesmo


Olá!
Dia lindíssimo e muito quente, parecia verão.
O que não combinou com o prato que fiz esta tarde: pinhão.
Isso mesmo! Embora este alimento nos remonte ao inverno, hoje eu comi pinhão. 
Começarei novamente falando em culinária, mas pretendo colocar abaixo um belíssimo texto para reflexão.


Para quem não é do sul, pinhão é a designação genérica da semente de várias espécies de árvores pinaceaes e araucariaceaes, plantas gimnospérmicas, isto é, cuja semente não se encerra num fruto.
O pinhão se forma dentro de uma pinha, fechada, que com o tempo vai-se abrindo até liberar o pinhão. 


No Brasil, o termo pinhão geralmente designa as sementes da Araucaria angustifolia, árvore de destacada importância cultural, econômica e ambiental na região sul e em algumas partes do sudeste do Brasil.


Geralmente o pinhão é feito cozido.
Mas assado na chapa do fogão a lenha me faz lembrar certos momentos da minha infância.
É um alimento geralmente presente nas festas juninas nesta região do país.
É preciso descascá-lo, come-se apenas a parte interna. Eu adoro com um pouco de sal!


Mudando de assunto:
Eu jamais esqueci o rosto de um índio de uma tribo da floresta amazônica. Eu o vi numa entrevista na TV, há quase 2 décadas.
O repórter perguntou:
- Você é feliz?
Ele respondeu:
- Com certeza!



Você pode estar me perguntando, mas só isso?
Não!
A voz, a linguagem corporal, a fisionomia do índio transmitiam uma felicidade que jamais vi em qualquer outro ser humano em toda a minha vida.
Talvez seja isso que o monge do filme "Comer, rezar, amar" tenta ensinar à personagem de Julia Roberts  quando diz que devemos aprender a sorrir até com o fígado.



Na época, a minha mente materialista me fez indagar:
Como ele consegue ser tão feliz com tão pouco?
Hoje eu saberia a resposta, pois uma parte dela pode ser respondida simplesmente porque a felicidade já está dentro de nós. Ela não vem de fora e não depende de nenhum fator externo.




A outra parte refere-se ao fato de que ele não estava condicionado às mensagens da mídia que cada vez mais nos transforma em objetos de comparação.
O índio sabia que cada ser tem seu valor, exatamente como é. Por esta razão, conseguia mais facilmente a tão almejada felicidade e paz interior.




Coloquei o verbo no passado porque talvez fosse assim. Hoje em dia as tribos sentem dificuldade em manter a sua cultura e os seus valores sem receber tanta influência externa.
Há alguns anos vi uma reportagem com índios proprietários de aparelhos eletrônicos e moto, alguns sofriam de alcoolismo e pediam propina para o desmatamento em suas terras, o que me deixou muito chateada.




Apesar de tudo, meu lado otimista sempre vence.
Acredito profundamente que apesar de todos os desafios, podemos encontrar prazer em viver.
Espero que o texto abaixo inspire você!
Infelizmente, desconheço a autoria, se alguém souber, por favor, me repasse.






"A importância de ser você mesmo"

Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen.
Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior. Ele então disse ao Mestre:



- "Por que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me senti assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?"

O Mestre falou:

- Espere. Quando todos tiverem partido, responderei.



Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar.
Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:

- Agora você pode me responder por que me sinto inferior?



O Mestre o levou para fora.
Era um noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:

- Olhe para estas duas árvores, a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior "Por que me sinto inferior diante de você?" Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.



O samurai então argumentou:

- Isto se dá porque elas não se comparam.

E o Mestre replicou:

- Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta.



Quando você não se compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem.
Você é o que é, e isso basta.
Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas.
O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda (mestre), pois o mundo seria menos rico se este canto desaparecesse.



Simplesmente olhe à sua volta. 
Tudo é necessário e tudo se encaixa.
É uma unidade orgânica.
Ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Ninguém é mais belo ou mais feio.
Cada ser é incomparávelmente único.
Você é necessário ao mundo exatamente como é. 
Na natureza, tamanho, cor, idade, peso não faz diferença.



Tudo é expressão igual da vida de Deus.
Perdoe-se! Aceite-se! Elogie-se! Ame-se! 
Você é Filho de Deus!
É um ser único e insubstituível e nasceu para ser feliz.
Você merece ser/ter tudo o que deseja!
Você é amor e sabedoria de Deus!
Perceba sua natureza sagrada.
Deus ama muito você exatamente como você é, pois foi assim que Ele criou você!




"Cada pessoa que passa em nossa vida, 
passa sozinha.
É porque cada pessoa é única
e nenhuma substitui a outra! 
Cada pessoa que passa em nossa vida
passa sozinha e não nos deixa só,
porque deixa um pouco de si
e leva um pouquinho de nós. 
Essa é a mais bela responsabilidade da vida
e a prova de que as pessoas
não se encontram por acaso."
Charles Chaplin


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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)