16.5.11

36: Homens X Mulheres



"Os homens fazem as obras, 
mas as mulheres fazem os homens." 
(Romain Rolland)




Olá!
Hoje está muito frio aqui em Curitiba e confesso que me senti muito orgulhosa, pois saí de casa e fui para a academia. Para a minha surpresa, estava lotada. Pensei que seria uma das únicas pessoas lá, mas fico feliz em ver que nem todo mundo espera o verão chegar, afinal, para mim trata-se principalmente de manter a saúde. Sempre fui um pouco preguiçosa, mas estou cada vez melhor nesta área e isso me traz um imenso prazer.



Geralmente gosto de temas profundos, mas hoje serei mais "light", pois o tema apesar de relevante é uma divertida reflexão sobre a "guerra dos sexos". Vamos lá... Antes de dormir, conversei com meu amor. Eu tinha uns comentários (coisas de mulher) sobre aspectos que poderiam melhorar em nosso relacionamento. Falei e ele me ouviu pacientemente. E então nos despedimos. Mas... 



Senti que ficou um clima chato no ar e decidi falar com ele novamente, pois queria ter certeza de que ele havia me compreendido e não tinha ficado chateado. Para a minha surpresa, ele respondeu com muita naturalidade: Está tudo ótimo, por que não estaria? Não ficou clima ruim nenhum, imagina... Ele foi tão enfático ao insistir que realmente tudo estava bem. Depois novamente me disse umas coisas lindas que só ele consegue, que tocam mesmo meu coração. Terminamos com o frequente amo você e desta vez eu estava bem. 



Relembrei novamente parte do meu livro favorito sobre as diferenças entre homens e mulheres: "Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?" Do casal Allan e Barbara Pease. Dei umas gargalhadas revendo as minhas preocupações e agora estou aqui para descrever uma das histórias do livro, pois tem um pouco a ver com o que passei hoje. Só sei dizer uma coisa, acho que nós mulheres complicamos demais as coisas... E olha que eu nem me acho tão complicada assim. rsrsrsrs  Mas quem se acha?!




Pág. 132 - Capítulo 7 - Nosso coquetel químico



Peter convida Paula para jantar e os dois têm uma noite muito agradável. Na verdade, se entendem tão bem, que começam a namorar. Um ano depois, estão voltando do cinema e Paula pergunta o que vão fazer para comemorar o primeiro aniversário.
Peter responde:
- Podemos pedir uma pizza e assistir ao tênis na tv.
Paula fica em silêncio. Peter desconfia de algum problema e emenda:
- Se vc preferir, podemos pedir comida chinesa.
- Ótimo! - Paula responde e se cala outra vez.
Peter fica pensando: "Um ano já! Foi em janeiro que nós começamos a sair... Foi quando comprei este carro... Então, já está na hora da revisão dos 12 meses. O mecânico disse que ia dar um jeito na luzinha do óleo que fica piscando... E a caixa de mudanças não está boa!"
Enquanto isso, Paula pensa: "Se nosso relacionamento fosse mesmo importante, ele não ia querer comer pizza e ver tv no dia do nosso primeiro aniversário. Só falta convidar os amigos. Eu queria jantar à luz de velas, dançar e fazer planos para o futuro. É claro que nosso namoro é muito mais importante para mim do que para ele. Talvez esteja se sentindo pressionado, percebendo que eu quero um compromisso mais sério... Até eu, às vezes, sinto falta de espaço pra mim, para os meus amigos. Acho que preciso pensar mais um pouco no futuro da nossa relação.Vamos continuar nos encontrando ou vamos nos casar? Vamos ter filhos? Ou não? Eu estou pronta para um compromisso mais sério? Eu quero passar a vida toda ao lado dele?"
Peter vê a luz do óleo piscando outra vez, se preocupa e pensa: "Aqueles idiotas da oficina prometeram que concertavam. A garantia está quase acabando!"
Paula nota o ar de preocupação dele e muda o curso do pensamento: "Está preocupado... Não está feliz... Aposto que está me achando gorda e mal vestida. Eu sei que deveria fazer mais exercício. Ele sempre elogia o corpo da Dora e diz que eu deveria frequentar a mesma academia que ela. Minhas amigas acham que ele tinha mais é que gostar de mim do jeito que eu sou e não ficar tentando me modificar... Talvez elas tenham razão!"
Mas o pensamento de Peter está longe: "Vou trocar de oficina. Eles vão ver!"
Paula, ainda olhando para Peter, continua pensando: "Agora, ele está bravo mesmo! O rosto está tão tenso! Talvez eu esteja entendendo tudo errado... Ele queria uma definição... Será que percebeu que eu não estou certa de meus sentimentos? É isso! É por isso que ele está calado... Tem medo de ser rejeitado! Dá pra ver o sofrimento em seus olhos!"
O pensamento de Peter segue: "Dessa vez, eles vão ter que fazer um serviço decente! Se vierem de novo com aquela conversa de defeito de fabricação e dizendo que a garantia não cobre, eles vão ver! Paguei uma fortuna por este carro e ..."
- Peter? - Paula chama.
- O que foi? - Peter responde bruscamente. Não gostou de ter seus pensamentos interrompidos.
- Por favor, não se torture... Talvez eu esteja errada... Me sinto tão mal... Acho que preciso de um tempo... A vida não é fácil mesmo...
- É claro - ele resmunga.
- Vc deve estar me achando idiota, não é?
- Não - ele responde, sem entender.
- É que... Não sei mais... Estou confusa... Preciso de um tempo para pensar - ela diz.
Peter se pergunta: "De que diabos ela está falando? Vou dizer 'tudo bem' e amanhã ela já esqueceu. Deve estar para ficar menstruada."
- Obrigada, Peter, você não sabe o quanto isso significa para mim.
Olhando nos olhos dele, Paula pensa o quanto ele é especial. Vai ter que pensar muito antes de resolver. Ela passa a noite em claro. De manhã, liga para sua amiga Dora e combina um almoço para conversarem.
Por seu lado, Peter chega em casa, abre uma cerveja e liga a tv, convencido de que Paula está com tensão pré-menstrual.
Paula e Dora se encontram e conversam até o fim da tarde.
Dias depois, Peter encontra o namorado de Dora, que diz:
- Então, você e Paula estão com problemas?
Peter não entende nada e até acha graça.
- Do que você está falando? Mas dá uma olhada aqui na luzinha do óleo e diz o que você acha...



"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar.  Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"
(Fernando Pessoa)



Nenhum comentário:

Postar um comentário

"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)