22.5.11

41: O corpo fala


Olá!
Estou feliz, mas cheia de ideias e projetos e acabei usando parte do meu final de semana para fazer muitas coisas, inclusive um curso fantástico sobre física quântica, no sábado pela manhã.
Tenho negligenciado um pouco o encontro com meus amigos, certas conversas com novos amigos internautas e este blog. Gostaria de compartilhar temas importantes e minhas reflexões, mas isso também faz parte, não é? Estou bem e isso é o mais importante.



Existem coisas bem relevantes acontecendo na minha vida, mas precisarei de mais tempo para refletir e escrever o que realmente sinto. Tenho tomado cuidado ao escrever aqui, pois há coisas que podem ser mal interpretadas e este registro é permanente e aberto à todos. Na verdade desde que iniciei este blog, quase ao mesmo tempo iniciei diversas outras coisas, incluindo um novo relacionamento e um novo trabalho, além de outras coisas menores, mas também significativas.



Há tantas coisas que gostaria de escrever, mas não tenho coragem. Pelo menos não ainda. Mas estou me esforçando e em breve creio que darei este salto. Se eu o fizer, haverão surpresas. Eu saí completamente da minha zona de conforto e me entreguei de verdade ao que acredito ser o início de uma nova vida. Algumas coisas poderão incomodar certas pessoas. Isso me deixa triste, mas sempre me coloquei como última, desta vez quero priorizar um pouco meus sonhos. 



Estou aprendendo a aceitar o fato de que minhas atitudes nem sempre agradarão aos demais e isso é normal. Só sei que embora seja uma pessoa 100% saudável, de vez em quando alguns pequenos sintomas acusam esta minha preocupação em querer sempre agradar à todos. Há tantas pessoas que sentem uma leve dor de cabeça e correm para um comprimido. Não sou assim. geralmente, não tomo remédios, pois não preciso. 



Nem tenho plano de saúde, pois não faz parte dos meus planos ficar doente. Nem imagino um acidente ou algo pior. O que já economizei nos últimos anos, se um dia precisar de uma consulta e uns exames, sairei ganhando pagando particular, com certeza. Mas tenho hábitos saudáveis e isso é o mais importante, juntamente com uma mente tranquila e feliz.



Só que nos últimos meses, uma dorzinha me incomodou e sempre faço a mesma coisa, procuro evitar remédios e ir diretamente buscar a causa principal que acabou refletindo em meu corpo e achei: sentimento de culpa, autopunição por não conseguir aceitar certos presentes maravilhosos que chegaram em minha vida. Prometo que outra hora darei mais detalhes, por enquanto, deixarei vocês com uma reflexão que vale a pena. Por acreditar neste texto, o enviarei com muito carinho.



Como andam seus sentimentos?



“O corpo fala”

Compreender e expressar nossas emoções é o primeiro passo para prevenir enxaqueca, dor nas costas, alergias e outras doenças. 
A cura está em entender as mensagens do corpo e olhar para dentro de você mesmo. 
Isso que os orientais sabem há milênios só recentemente a medicina ocidental reconheceu: os males que afetam o corpo também têm raízes nas emoções e no estado de espírito.



'Nosso corpo é formado de matéria e energia. 
As doenças se instalam quando o fluxo de energia está desequilibrado, e as causas são tanto externas quanto internas', explica Mauro Perini, ginecologista e especialista em medicina tradicional chinesa, de São Paulo. 
Portanto, não são apenas os vírus, os maus hábitos alimentares e o abuso de álcool e fumo que prejudicam a saúde mas também a tristeza, o desânimo e a raiva.



Para entender como os sentimentos negativos podem se transformar em algo tão pesado e até desencadear doenças, é possível compará-los à chuva. 
A princípio, há apenas uma certa umidade no ar - que corresponde, no ser humano, a sentimentos que incomodam sem que se perceba. 
A umidade começa a se condensar em nuvens leves - idéias, pensamentos e emoções já perceptíveis, mas ainda pouco consistentes. 
As nuvens se adensam até se transformar em chuva (sentimentos negativos, como ressentimentos e tensões), que cai sobre o solo - nosso corpo. 
Quanto mais forte a chuva, mais problemas ela é capaz de provocar.

A comparação está no livro francês Dis-Moi Où Tu As Mal, Je Te Dirai Pourquoi (Diga-Me Onde Dói e Eu Direi Por Quê), de Michel Odoul (ed. Albin Michel, inédito no Brasil).



"Antes da chuva"

O organismo dá sinais que evidenciam o problema antes que ele se manifeste. 
'Percebê-los nem sempre é fácil, pois exige olhar para dentro de si', afirma Susana de Albuquerque Lins Serino, médica e psicoterapeuta que trabalha com psicossomática (o estudo das influências psíquicas nos problemas orgânicos), de São Paulo. 
Muitas vezes, basta notar as pequenas contrariedades do  dia-a-dia para descobrir o que não vai bem.





'Se alguém apressado bate o joelho em uma cadeira e não pára para pensar por que vive distraído a ponto de não ver onde pisa, vai se machucar o tempo todo', exemplifica Susana. 
'Se não damos atenção à dor de cabeça, ao cansaço, à irritação permanente, o problema vai sempre seguindo adiante até que, a certa altura, o corpo trava.'





O estado emocional fragilizado pode até abrir espaço para ataques de agentes externos, como vírus e bactérias.
O médico Mauro Perini dá o exemplo da tuberculose:
'Atualmente, apesar dos antibióticos e das vacinas, a doença, que estava controlada, volta a crescer, exatamente quando vivemos uma época de desemprego, fome e guerras. A tristeza enfraquece o pulmão, e um órgão fraco não consegue se defender'.


"Chave da cura"

Seja qual for o problema, ele geralmente exige um mergulho em nossa sombra, no lado escuro, que nos recusamos a encarar.
Se o mal-estar tem uma causa interna e profunda, o restabelecimento só virá quando a questão for resolvida.
'Não existe cura se não tentarmos identificar dentro de nós o que está errado e decidir eliminar o problema, a verdadeira causa', ressalta a terapeuta Susana Serino.


'Ficar doente é uma oportunidade de conhecer e encontrar nossa própria capacidade de cura, eliminando o mal pela raiz, em nossa mente espiritual', conclui.
Saiba como funcionam as relações entre as partes do corpo, os sentimentos e as doenças mais comuns, segundo o psicoterapeuta alemão Rüdiger Dahlke, autor dos livros A Doença como Linguagem da Alma e A Doença como Símbolo - Pequena Enciclopédia de Psicossomática (ambos da ed. Cultrix).


PELE:
O maior órgão do corpo serve como barreira aos agentes  externos. 
Além de delimitar nosso corpo, é por meio dela que fazemos contato e recebemos carinho. 
Problemas cutâneos são sinais de dificuldade em nos comunicar. 
Em estabelecer e respeitar limites e se relacionar bem com as pessoas.

Muitas vezes estes problemas são eliminados com uma pequena mudança de atitude nossa, afinal a comunicação é muito importante e precisamos aprender a nos comunicar, cedo ou tarde. 
Se necessário, é indicado buscar terapia para começar a se soltar e aprender a comunicar seus sentimentos.


COLUNA:

Todo peso do corpo e por extensão do mundo é sustentado pela coluna. 
Se você acredita que agüenta um fardo extra, vive reclamando, de cara fechada e acha que carrega uma responsabilidade que não deveria ser sua, ou tem conflito com seus pais ou superiores, não suporta receber ordens ou críticas, é a coluna que sofre. 
Quando nossas crenças são abaladas, esse sistema de sustentação do corpo enfraquece.

Quem anda com as costas curvadas e o rosto voltado para o chão, mostra desgosto em viver e sentimento de inferioridade. 
Para melhorar, é neecessário encarar a vida de frente e olhar para cima, o primeiro passo é endireitar a coluna e parar de reclamar dos  problemas (fardos), eles são bem menores do que a pessoa pensa, pois ela se compara incorretamente.


ARTICULAÇÕES:

Movimentos difíceis e dolorosos sinalizam dificuldade de seguir em frente em algum ponto da vida, ou ainda que o corpo pede descanso. 
Dores nas articulações são frutos de rigidez de pensamento, mente crítica demais, reclama de tudo, está sempre infeliz, há bloqueio de manifestações, de choro ou raiva por exemplo, e da negação de lidar com assuntos antigos, mas que causam muito incômodo.

Talvez com o auxílio de um terapeuta a pessoa devesse entrar em contato com estes conteúdos antigos para se libertar deles e da culpa. 
Quem acorda travado sem condição de levantar da cama, pode estar exigindo demais do corpo que acaba providenciando o repouso forçado.


ESTÔMAGO:

Quem se preocupa de forma exagerada ou por antecipação e rumina ressentimentos está propenso a problemas nesse órgão, que recebe e processa as impressões vindas do exterior assim como faz com os alimentos.  
Esta pessoa geralmente é pessimista e se diz realista, acha que tudo vai dar errado, se preocupa em antecipação e acha que ficará sem dinheiro, sozinho, doente, etc. 
Uma das doenças mais comuns em executivos é a úlcera.
Eles costumam ser obrigados a aceitar uma contrariedade atrás da outra no dia-a-dia, mas na verdade eles não aceitam, apenas engolem, fingem que aceitam, mas se remoem por dentro e ficam ruminando. 
É preciso viver mais traqnuilamente, a maior parte das preocupações de uma pessoa assim, jamais ocorrerá, a vida tem que ser curtida com menos preocupações, senão o prazer vai embora.


SISTEMA IMUNOLÓGICO:
Quando as defesas do corpo estão debilitadas, uma manifestação comum é a alergia. 
O organismo confunde uma partícula inofensiva, pólen por exemplo como um agente perigoso, como um vírus ou uma bactéria, e ataca causando sintomas como espirros e coceira. 
Isso reflete uma grande agressividade inconsciente, (reprimida) de alguém que luta contra tudo sem saber diferenciar o nocivo do inócuo, se sente vítima das situações e acaba paralisando.

Nestes casos é necessário fazer uma academia, ou artes marciais, algo que libere esta agressividade interna para que a pessoa passe a viver mais leve e fortaleça o seu sistema imunológico.

PULMÕES:
O ar entra nos pulmões e trás com ele o que é exterior ao  corpo. 
Quem tem dificuldade em assimilar o que vem de fora e age como se tudo que acontece de errado fosse culpa dos outros, sente que sua vida foi destruída pelos outros, não consegue olhar para si e se perceber como parte do problema, pode apresentar problemas como pneumonia, tuberculose e asma, solidão, melancolia, tristeza e dificuldade de perdoar, agem negativamente sobre o pulmão, pois significam falta de intercâmbio e comunicação com o mundo exterior. 
Estas pessoas sofrem e se fecham, o invés de aprender a buscar ajuda. 
Precisam aprender a se comunicar e a entender seus sentimentos e parar de culpar o mundo inteiro por seus problemas.


INTESTINO:
Não é a toa que se diz que gente mal-humorada é enfezada.
Intestino preso é sinal de raiva acumulada, mente super crítica com os outros, tensão e falta de flexibilidade para deixar as coisas fluírem por medo, timidez, ou uma enorme dificuldade de perdoar. 
Já a diarréia, mostra a falta de capacidade de absorver informações e elaborá-las. 
Quem rejeita tudo o que se apresenta e não consegue assimilar novas experiências está sujeito a intestino solto.


CABEÇA:
É o sistema central do organismo, por onde passam emoções, pensamentos e impulsos nervosos, por isso uma dor de cabeça pode refletir algo que esteja acontecendo em qualquer parte do corpo. 
Enxaquecas estão associadas a dificuldade de tomar uma decisão ou aceitar algo que incomoda. 
Quem pensa demais e não quer fazer algo, muitas vezes usa a dor de cabeça como desculpa.


ÓRGÃOS MASCULINO & FEMININO:
Qualquer sintoma nesta região (útero, ovário, seios, próstata, pênis, testículos...) ressalta um grande problema em relação ao sexo oposto, principalmente mágoa, crítica, falta de perdão, de compreensão e de amor para com o sexo oposto.
Câncer é sempre um sintoma de mágoa acumulada por muito tempo. Nos casos de tumor nestas regiões: 
É preciso aprender a lidar com os sentimentos, se comunicar com o sexo oposto e perdoar.  
Muitas vezes a pessoa nem percebe o tamanho da mágoa que carrega, pois a reprimiu. 
Deixar o passado e assumir uma nova atitude em relação ao futuro. A pessoa precisa parar de se sentir um sofredor perante o outro. 
O problema pode ter se iniciado na infância (a filha com problemas com seu pai, ou o filho com a sua mãe) e ter se carregado para o relacionamento adulto com o companheiro (marido ou esposa). 
Em todos os casos, quando a pessoa aprende a amar e a aceitar o outro, com uma mente menos crítica, sem culpar os outros pelos seus problemas, as doenças nestes órgãos acabam se recuperando naturalmente. 
É necessário duas pessoas para que um casamento fracasse e duas para que funcione, seja qual for a situação, ambos devem avaliar a sua parcela, perdoar e seguir em frente com ânimo e determinação.

Em muitos casos, sugere-se a terapia.

  

 
“O Nirvana está em nós constantemente (e infalivelmente).
O que mata é a culpa, a raiva, o maldito superego.”
(Léa Waider)

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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)