5.6.11

56: Amor X Solidão


Não procure pelo sentido da vida ou pelo
sentido de um evento em particular,
fato ou circunstância. Atribua um sentido.
Agora mude a mente e faça escolhas
na sua vida conscientemente!
(Neale Donald Walsh)


Olá!
Hoje conversei muito sobre o amor. Vejo que algumas pessoas não o deixam entrar ou tem expectativas incorretas. Eu queria poder ajudar, mas é algo tão pessoal. Também tenho meus desafios e por isso busco apoio em várias fontes e em Deus. Afinal, Deus é o próprio AMOR.


A verdade é que estou realmente amando e feliz! Conforme o texto inicial (acima) afirma, fiz escolhas conscientes e uma delas é: decidi que vou amar eu mesma e meu companheiro com toda a energia que conseguir, pois nada é mais belo ou importante na vida do que o amor.


Sim, realmente decidi deixar o amor entrar e me "guiar"! Mesmo com os desafios que este novo relacionamento me trouxe. Sinto que é uma oportunidade para eu me descobrir e aprender a amar de verdade e de ver que consigo vencer todos os desafios que vieram com este maravilhoso companheiro de vida.


Sinto profundamente que não estou sozinha nesta jornada, recebo orientação da sabedoria universal e o melhor para nós ocorrerá. Estou buscando algo quase irreal: amar sem apego. Parece impossível? Eu acho que não é, então vamos ver... 


A verdade é que todos os dias eu acordo, faço minhas orações e digo: se ele ainda é o companheiro ideal para a minha jornada espiritual, que permaneça! Se não for, alguém melhor virá. Às vezes o Universo (Deus) tem planos ainda melhores para nós, por isso não devemos ter apego.


Sempre busco ser uma companheira ideal, então pela tão comentada "lei da atração dos semelhantes", caso meu companheiro deixe de ser a pessoa mais adequada para mim, tranquilamente deixarei o Universo trazer o "novo".


Gostaria que mais pessoas decidissem abandonar o "medo" ou a solidão para estar "in love" também. Sempre vale a pena amar. A vida fica ainda mais bela, mais completa, mais feliz. 


Comigo, nem sempre foi assim, já estive certas vezes sozinha e em outras vezes em relacionamentos que acabaram perdendo a "chama" depois de um tempo, então omitirei o meu estado de espírito atual (entre a paixão e o amor) para comentar sobre a solidão, sinto que este texto abaixo pode beneficiar algum leitor.



Osho, filósofo indiano originalmente conhecido como Bhagwan Shree 


Gosto muito do Osho. Concordo com ele. Temos que nos preencher de amor próprio antes de esperar que uma outra pessoa "supra" nossas carências. Ninguém tem a obrigação de nos completar, de preencher um vazio. Esta ideia romântica é muito prejudicial num relacionamento. 


A obrigação de nos preencher de vida, de amor, de sentido é nossa. Temos ainda, que ser como a pessoa que desejamos encontrar: independente, plena, feliz, para não haver cobranças e dependência. Se não estamos bem ainda, melhor nos "encontrarmos" primeiro para estar bem no momento de receber um novo companheiro em nossa vida, ou o "fracasso" é garantido.


É preciso saber a diferença entre estar pronto para ter um novo relacionamento ou estar carente dele. Repito, é um erro querer preencher um vazio, melhor seria se "completar" de vida e se preparar para compartilhar uma vida com alguém. Esta mudança de foco é muito importante.
Sinto que utilizei ultimamente muitos mestres ocidentais, é hora de mudar o foco um pouco. Ele traz algumas ideias muito revolucionárias. Espero que goste! Tenho o livro abaixo e indico!

"A Essência do Amor: 
Como Amar com Consciência e Se Relacionar Sem Medo"


O que fazer com a Solidão?

A solidão traz em si algo de tristeza, algo de pesar, e mesmo assim uma profunda paz e silêncio. Tudo depende de como você olha para ela.

Se você se separou do ser amado, olhe para isso como uma grande oportunidade de estar sozinho. Então a visão muda. Olhe para isso como uma 
oportunidade para ter o seu próprio espaço.

Está ficando cada vez mais difícil termos o nosso próprio espaço, e a menos que o tenhamos, 
nunca nos familiarizaremos com o nosso próprio ser, nunca chegaremos a conhecer a nós mesmos.

Estamos sempre ocupados, envolvidos em milhares de coisas — relacionamentos, compromissos do dia-a-dia, preocupações, projetos, o futuro, o passado —, vivemos continuamente 
na superfície.

Quando a pessoa está sozinha, ela pode começar a se aquietar, a assentar. 
Pelo fato de não estar ocupada ela não estará se sentindo da maneira como sempre se sentiu. Será diferente, e essa diferença pode parecer muito estranha.

E certamente, quando a pessoa está separada, ela perde os seus amores, os seus entes queridos, os seus amigos, mas 
isso não será para sempre. É só uma pequena disciplina.

E, se você ama profundamente e mergulha fundo em si mesmo,
estará ainda mais preparado para amar profundamente, pois só a pessoa que se conhece consegue amar profundamente.

Se você vive na superfície, o seu relacionamento não pode ser profundo. Afinal de contas, é o seu relacionamento. Se você 
tem profundidade, então o seu relacionamento terá profundidade.

Por isso, considere essa oportunidade uma bênção e aproveite-a.
Delicie-se com ela. Se você lamentar muito, toda a oportunidade estará perdida.

E ela não é contra o amor, lembre-se. Não se sinta culpado. Na verdade, ela é 
a própria fonte do amor. O amor não é o que acostumamos pensar. Não é isso. Não é uma mistura de sentimentalismo, emoções e sentimentos. É algo muito profundo, muito fundamental.

Trata-se de um estado de espírito, e esse estado de espírito só é possível quando você penetra no seu próprio ser, quando você começa a se amar. Essa é a meditação quando a pessoa está sozinha: 
ame-se a si mesmo tão profundamente que, pela primeira vez, você se torna o seu próprio objeto de amor.

Portanto, nesses dias em que estiver sozinho, seja narcisista; ame a si mesmo, delicie-se consigo mesmo! Delicie-se com o seu corpo, com a sua mente, com a sua alma. E aproveite o espaço que está vazio à sua volta e 
preencha-o com amor. Não existe nenhum amante ali, preencha-o com amor!

Espalhe o seu amor pelo espaço, e ele começará a ficar luminoso, reluzente. E então, pela primeira vez, você saberá, quando o seu amante se aproximar de você, que agora esse amor tem uma qualidade totalmente diferente. Na realidade, 
você tem algo para dar, compartilhar. Agora você pode compartilhar o seu espaço, porque você tem o seu espaço.

As pessoas comuns acham que elas estão compartilhando, mas elas não têm nada para compartilhar — 
nenhuma poesia no coração, nenhum amor. Na verdade, quando elas dizem que querem compartilhar, não querem dar nada, porque elas não têm nada para dar.

Elas estão em busca de alguém que lhes dê algo, e o outro está no mesmo barco. Ele está procurando tirar algo de você, e você está tentando tirar algo dele. 
Ambos estão, de certo modo, tentando roubar algo do outro.

Por isso o conflito entre os amantes, a tensão; a tensão contínua para dominar, para possuir, para explorar, para fazer do outro um meio para atingir o prazer; para de algum modo 
usar o outro para a sua própria gratificação.

É claro que 
escondemos tudo isso atrás de lindas palavras. Dizemos: "Queremos compartilhar", mas como você pode compartilhar algo que não tem?

Portanto, aproveite o seu espaço, a sua solidão. 
Não o preencha com lembranças do passado nem com fantasias acerca do futuro. Deixe-o como está — puro, simples, silencioso. Delicie-se com ele; brinque, cante, dance. É uma grande alegria estar sozinho!

não se sinta culpado. Isso também é um problema, porque os casais sempre se sentem culpados. Se estão sozinhos e se sentem felizes, eles se sentem culpados. Pensam: "Como uma pessoa pode ficar feliz longe do ser amado?" — como se você estivesse enganando a outra pessoa.

Mas, se você não consegue se sentir feliz quando está sozinho, como vai conseguir se sentir 
quando estiverem juntos? Portanto isso não é uma questão de enganar ninguém.

À noite, quando ninguém está olhando, a roseira está preparando a rosa. Lá nas entranhas da terra, as raízes estão preparando a rosa. Ninguém está olhando. Se a roseira pensar: "Só mostrarei as minhas rosas quando houver alguém por perto", ela não terá nada para mostrar. Não terá nada para compartilhar, porque qualquer coisa que você possa compartilhar 
primeiro tem que ser criada, e toda a criatividade surge das profundezas da solidão.

Portanto, deixe essa solidão ser um útero, e aproveite-a, delicie-se com ela; não sinta que está fazendo alguma coisa errada. Trata-se de uma questão de atitude e maneira de ver. Não dê a interpretação errada. 
A solidão não precisa ser algo para se lamentar. Ela pode ser cheia de paz e felicidade, depende de você.


Mas e depois... como deixar o amor entrar?
Veja abaixo!


O amor e a arte do não fazer

...





"Existem coisas que só acontecem, que não podem ser feitas. O fazer diz respeito a coisas muito banais, mundanas. Você pode fazer alguma coisa para ganhar dinheiro; pode fazer alguma coisa para ser poderoso, pode fazer alguma coisa para ter prestígio; mas não pode fazer nada quando o assunto é amor, gratidão, silêncio.

É importante entender que o "fazer" significa o mundo, e o não fazer significa aquilo que está além deste mundo — onde as coisas acontecem, onde só a maré o arrasta para a praia. Se você nadar, a coisa não acontece. Se você fizer algo, estará na verdade cooperando para que ela não aconteça; porque todo fazer é mundano.


Muito poucas pessoas chegam a conhecer o segredo do não fazer e a deixar que as coisas aconteçam. Se você almeja grandes coisas — coisas que estão além do pequeno alcance das mãos humanas, da mente humana, das capacidades humanas —, então você terá que aprender a arte do não fazer. Eu a chamo de meditação."

"Todo o ensinamento de Lao-Tsé se assemelhava ao do rio: siga a correnteza para onde ela for, não nade. Mas a mente sempre quer fazer alguma coisa, porque desse modo o crédito vai para o ego. Se você simplesmente seguir a maré, o crédito vai para a maré, não para você. Se você nadar, você pode ter um ego maior: "Eu consegui atravessar o canal da Mancha!"


Mas a existência o dá à luz, lhe dá a vida, lhe dá amor; lhe dá tudo o que é precioso, tudo o que não pode ser comprado com dinheiro. Só aqueles que estão prontos para dar todo o crédito pela sua vida à existência percebem a beleza e as bênçãos do não fazer.

Não é uma questão de fazer. É uma questão de ausentar-se como ego, de deixar as coisas acontecerem. De ser guiado por Deus.

Entregue — essa palavra contém toda a experiência."

"O amor não pode ser exigido. Se ele vier, seja grato; se não vier, espere. Mesmo que você esteja esperando que ele venha, não deve haver queixas, porque você não tem nenhum direito. O amor não é um direito de ninguém, não existe uma constituição que lhe confira o direito de viver o amor."

Seja o AMOR!




O estado mais elevado de amor não é, de modo algum, um relacionamento: é simplesmente um estado do seu ser.

Assim como as árvores são verdes, aquele que ama é amoroso. Elas não são verdes 
apenas para determinadas pessoas: não é que quando você aparecer elas se tornam verdes.

A flor 
continua espalhando sua fragrância quer alguém apareça ou não, quer alguém aprecie ou não.

A flor 
não começa a liberar sua fragrância quando um grande poeta está se aproximando — "Bem, este homem apreciará, este homem será capaz de compreender quem eu sou".
E ela não fecha suas portas quando vê que uma pessoa estúpida, idiota, está passando por ali — uma pessoa insensível, obtusa, um político ou alguém parecido... Ela não se fecha — "Qual o sentido? Por que jogar pérola aos porcos?"

Não, a flor continua espalhando sua fragrância. 
Trata-se de um estado, não de um relacionamento.

AMAR É UMA DECISÃO, COMECE AMANDO-SE INCONDICIONALMENTE E VERÁ O RESULTADO!




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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)