19.6.11

70: A Impermanência e os Ciclos da Vida



"Aqueles que vivem para o amanhã estarão sempre distantes de suas realizações."
(Leo Buscaglia)


Olá!
Como vai você, pessoa especial que está do outro lado da tela? Eu vou bem. Hoje fui ao cinema ver "Meia noite em Paris" e simplesmente amei! Não vou contar o filme, caso queira ler uma crítica, clique no link abaixo:
http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/210994/meia-noite-em-paris-o-retorno-de-woody-allen-a-boa-forma/
Só vou dizer uma coisa: não há NADA neste mundo mais maravilhoso e fantástico do que o presente, o AGORA! O filme faz a gente refletir sobre isso, mesmo que através de uma trama impossível, divertida e romântica. Espero que tenha uma continuação, pois fiquei com vontade que o filme não acabasse mais. Vale a pena!


Pensando neste tema: reverenciar mais o momento presente, "ressuscitei" mais um de meus livros favoritos: "Praticando o poder do agora" de Eckart Tolle. Meu querido amigo Silvano, já havia me relembrado deste material, então vou colocar um trecho que gosto. Para complementar o tema, sugiro ver a 2ª publicação deste blog: "O poder do agora", do mesmo autor. 



O livro sobre as práticas surgiu depois. Embora eu não concorde que o "fracasso" seja necessário, (pois não acredito que existam fracassos) a ideia principal é válida, não resistir aos ciclos da vida e estar presente em todos os momentos. De qualquer maneira, sempre tiraremos as nossas conclusões, pois precisamos usar a nossa sabedoria para distinguir as ideias que mais fazem sentido para nós.




"A Impermanência e os Ciclos da Vida"

Existem ciclos de sucesso, como quando as coisas acontecem e dão certo, e os ciclos de aparente "fracasso", quando elas não vão bem e se desintegram. Você tem de permitir que elas terminem, dando espaço para que coisas novas aconteçam ou se transformem.
Se nos apegamos às situações oferecemos uma resistência nesse estágio, significa que estamos nos recusando a acompanhar o fluxo da vida e que vamos sofrer. É necessário que as coisas acabem, para que coisas novas aconteçam. Um ciclo não pode existir sem o outro.


O ciclo descendente é absolutamente essencial para uma realização espiritual. Às vezes você precisa passar pela sensação de ter "falhado gravemente" de algum modo, ou passado por alguma perda profunda, ou por algum sofrimento, para ser conduzido à mais alta dimensão espiritual. Ou talvez o seu sucesso tenha se tornado vazio e sem sentido e se trasformado em fracasso.
O aparente "fracasso" está sempre embutido no sucesso, assim como o sucesso pode estar encoberto pelo fracasso. No mundo da forma, todas as pessoas “fracassam” mais cedo ou mais tarde, isso é natural.

Seus fracassos não definem quem você é...

Todas as formas são impermanentes...
Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos, e dentro dele pode haver ciclos longos ou curtos. Muitas doenças são provocadas pela luta contra os ciclos de baixa energia, que são fundamentais para uma renovação. Enquanto estivermos identificados com a mente, não podemos evitar a compulsão de fazer e a tendência para extrair o nosso valor pessoal de fatores externos, tais como as conquistas que alcançamos.


Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa e permitirmos que eles aconteçam. Assim, a inteligência do organismo pode assumir o controle, como uma medida autoprotetora, e criar uma doença com o objetivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária renovação possa acontecer.


Enquanto a mente julgar uma circunstância “ boa”, seja um relacionamento, uma propriedade, um papel social, um lugar ou o nosso corpo físico, ela se apega e se identifica com ela. Isso faz você se sentir bem em relação a si mesmo e pode se tornar parte de quem você é ou pensa que é.


Mas nada dura muito nessa dimensão, onde as coisas estão em permanente mudança. Tudo acaba ou se transforma: a mesma condição que era boa no passado, de repente, pode se tornar menos positiva, seu ciclo acabou. A mesma condição que fez você feliz agora faz você infeliz. A prosperidade de hoje se torna o consumismo vazio de amanhã. O casamento feliz e a lua-de-mel podem se transformar no divórcio infeliz ou em uma convivência infeliz.


A mente não consegue aceitar quando uma situação à qual ela tenha se apegado muda ou desaparece. Ela vai resistir à mudança. É quase como se um membro estivesse sendo arrancado do seu corpo. Isso significa que a felicidade e a infelicidade são, na verdade, uma coisa só. Como se fosse o yn e yang da vida, claro e escuro, alto e baixo, pequeno e grande. Tudo é necessário, tudo é relativo. 


Não oferecer resistência à vida é estar em estado de graça, de descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem segundo nosso conceito: boas ou ruins....Observe as plantas e os animais, aprenda com eles a aceitar aquilo que é e a SE ENTREGAR NO AGORA. Deixe que eles lhe ensinem o que é SER. Deixe que eles lhe ensinem o que é integridade – estar em unidade, ser você mesmo, ser verdadeiro. Aprenda como viver e como morrer, e como não fazer do viver e do morrer um problema.

"Em apenas dois dias, o amanhã será ontem."
(Katherine Blasse)




O que você acha do trecho abaixo?

"Às vezes você precisa passar pela sensação de ter "falhado gravemente" de algum modo, ou passado por alguma perda profunda, ou por algum sofrimento, para ser conduzido à mais alta dimensão espiritual."


Não acho que seja necessário passar pela "dor" para se reencontrar e se reconectar com Deus e evoluir, mas devemos aproveitar as horas de sofrimento para tirar algo de positivo, apenas isso!



"O tempo é a imagem móvel da eternidade imóvel."
(Platão)

...



Um comentário:

  1. bá, estamos em sincronia mesmo, eu já li esse particando o poder do agora ano passado e ontem mesmo comecei a ler "o poder do agora" hehehe, que coisa

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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)