21.6.11

72: Apenas uma bela mensagem


"Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles.  Duvida? Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo."
Guimarães Rosa 

Olá!
Hoje está sendo um dia muito agradável e cheio de boas surpresas. Ganhei uns presentes da minha grande amiga Andrea e da minha mãe. Que delícia! Amei!
Acho que estou aprendendo a receber as dádivas que a minha alma quer me dar.
A fim de manter esta vibração "acesa", de vez em quando releio a 15ª publicação chamada: "É melhor dar ou receber algo?" 

Tenho certeza de que existem muitos presentes esperando para entrar na sua vida, você está prestando atenção?

Tem aceito os presentes que a vida quer lhe dar?
Deus está enviando constantemente uma chuva de bênçãos pra você e se estiver na vibração (frequência) correta para captar isso, receberá todas elas. Faça o teste, abra os braços e grite para todo o universo ouvir: "Eu aceito receber todas as coisas boas que meu amado Pai e Criador está enviando para mim." 

"Prosperidade é um modo de viver e pensar, e não apenas dinheiro ou coisas. Pobreza é um modo de viver e pensar, e não somente a falta de dinheiro ou coisas."
(Eric Butterworth)

Existem pessoas que conseguem estar nesta vibração com mais frequência e então, os milagres acontecem. Recebem ajuda, paz, amor, amigos, saúde, viagem, promoção, prêmio, enfim... a vida dos sonhos. Não importa se seu desejo é pequeno ou grande, não há nada que impeça a sua realização, mas ele acontecerá quanto mais frequente e forte você vibrar sem resistir a ele. Ou seja, se você mantiver a vibração positiva por um determinado tempo, com uma fé despretensiosa, tranquila, sem ansiedade, seu desejo acontecerá mais rápido. Vale a pena rever a publicação 44: Peça e será atendido.

"Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atômica: a vontade."

Mais uma vez farei uso do livro chamado "Pequenos milagres" de Yitta Halberstam & Judith Leventhal, colocarei mais uma de suas histórias, publicadas como REAIS, para exemplificar minha mensagem de hoje. A publicação anterior a esta que contem mais uma história é a 53ª. Novamente serei repetitiva, a mensagem é muito simples, mas acalenta o coração. Aqui vai...



Naquele ano, o inverno na cidade de Nova York entendeu-se preguiçoso até o final de Abril. Por morar sozinha e ser cega, procurei ficar dentro de casa a maior parte do tempo.
Finalmente, um dia, a friagem passou e a primavera se apresentou, enchendo o ar com um perfume forte e estimulante. Do lado de fora da minha janela do quintal, um passarinho alegre não parava de chilrear, como que me chamando para fora de casa.


Em consideração à instabilidade de abril, não abandonei meu casaco de inverno [...]. Peguei minha bengala de três seções e saí animada para minha varanda aberta [...].
Enquanto seguia pela tranquila rua sem saída, minha vizinha me cumprimentou com sua voz melodiosa e perguntou se eu queria carona para onde eu estava indo.


- Não, obrigada - respondi - Estas minhas pernas descansaram o inverno inteiro e as juntas então precisando de um passeio. Por isso acho que vou andando.


Ao chegar à esquina, esperei, como era meu costume, que alguém se aproximasse e permitisse que eu o acompanhasse quando o sinal ficasse verde. Pareceu demorar mais que o normal para o ruído do trânsito parar, mas não recebi nenhuma oferta de ajuda. Enquanto estava ali em pé, paciente, comecei a cantarolar uma melodia que me voltou à lembrança vindo do fundo da minha cabeça. 
De repente, ouvi uma voz masculina forte e bem modulada.


- Você parece um ser humano muito alegre. Posso ter o prazer de sua companhia para atravessar a rua? - Lisonjeada por um tanto cavalheirismo, fiz que sim, sorrindo e murmurando "sim" que mal se ouviu.


Delicadamente, ele segurou meu braço e descemos o meio-fio. Enquanto atravessávamos devagar, conversamos sobre o assunto mais óbvio, o tempo, e sobre como era bom estar vivo num dia daqueles. Como andávamos com o mesmo passo, era difícil determinar quem era o guia e quem estava sendo guiado.


Mal havíamos chegado ao outro lado da traevssia, quando buzinas impacientes começaram a soar novamente no que sem dúvidas era a mudança do sinal. Demos mais alguns passos para nos afastar do meio-fio. Voltando-me para ele, abri a boca para agradecer pela ajuda e pela companhia. Antes que dissesse qualquer palavra, ele já estava falando:


- Não sei se você percebe como é gratificante encontrar uma pessoa tão bem disposta para acompanhar um cego como eu na travessia de uma rua.


"Aquele dia de primavera ficou comigo para sempre."

Charlotte Wechsler


"E provável que o Senhor tenha criado a esperança no mesmo dia em que criou a primavera."
(Bern Williams)



3 comentários:

  1. Que lindo Márcia, pra refletir mesmo...
    Sobre receber,desde de que li seu texto tenho colocado em prática.Pude perceber que todas as vezes que alguém dizia obrigada eu dizia de nada....agora só sorrio.

    Obrigada, obrigada,obrigada.

    Luiza

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  2. E agora, o que eu faço????

    SORRIO, SORRIO, SORRIO, SORRIO, SORRIO...

    rsrsrsrs

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  3. ..."quanto mais frequente e forte você vibrar sem resistir a ele. Ou seja, se você mantiver a vibração positiva por um determinado tempo, com uma fé despretensiosa, tranquila, sem ansiedade..." Juro, estou tentando! Rs.
    Obrigada, obrigada, obrigada!
    Ro

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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)