14.7.11

95: 9 escritores que previram o futuro?


"A verdadeira viagem do descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, mas em ver com novos olhos."
(Marcel Proust)


Olá!
Chega de tristeza, a alegria voltou!!!
Conforme já comentei, um dos meus temas favoritos é física quântica e ela propõe que no nível quântico um objeto pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo e ainda, podemos viajar no tempo; isso não é mágico?! Adoro quando abro a minha mente para estas ideias "malucas" ou "revolucionárias", como preferir. Um dia estas ideias e muitas outras eram apenas ficção científica, atualmente muitas delas acabaram sendo comprovadas. Que gênios esses cérebros que imaginaram tudo isso décadas ou séculos antes de existir algo parecido. 



Você já parou para pensar sobre o futuro? Como estará nosso planeta daqui 20-30-50-100 anos? O que terá mudado? Quais mudanças de comportamento e tecnologia você acredita que ocorrerão?
Eu não sei dizer. Mas sou bem mais otimista em relação a 2012 do que muita gente, pois sei que tudo o que penso e acredito ajuda a criar não apenas o meu mundo, mas o mundo ao meu redor. Realmente creio que todos os meus pensamentos acabam sendo uma semente para o inconsciente coletivo, então a maneira mais lógica, benéfica, ou apropriada talvez seja imaginar/sentir/prever/vibrar/crer que 2012 será MARAVILHOSO, não é mesmo?!



Em se tratando de coisas menos importantes, vamos brincar de imaginar quais invenções gostaríamos de ter agora ou em breve? Vou começar... Desejo ter uma TV imensa numa sala de cinema em casa, mas quero que seja holográfica, tão real quanto a 3D, ou se possível, mais ainda. Quero ainda ter um "carro" que voa, como nos filmes de ficção e que praticamente "se dirija" sozinho, numa espécie de piloto-automático com a ajuda de um fantástico GPS. Ah! Todos os veículos teriam um dispositivo contra acidentes e seriam bem acessíveis economicamente e não poluiriam NADA.



Que tal ter uma "ajudante" como a dos Jetsons, aquele robô que fazia a faxina em casa? Gostaria ainda de poder viajar no espaço num ônibus espacial, um passeio de um final de semana, por exemplo. Já pensou ver este planeta de longe? Apreciar as estrelas, a lua, outros planetas, o universo? Deve ser magnífico! O que mais? Também gostaria de eliminar todas as propagandas da minha TV e poder adiantar a programação e deletar todas as coisas que não gosto, inclusive canais inteiros.



Seria maravilhoso ter todos os meus livros em áudio e em vários idiomas. Gostaria de poder apertar um botão e trocar a cor das paredes, dos móveis, do chão, das cortinas, da casa toda. Gostaria de ter um enorme (mas enorme mesmo) aquário gigante marinho, auto-suficiente para que eu pudesse ter um pedaçinho do "oceano" que tanto amo na minha casa. Sei que parece meio egoísta com os seres que viveriam ali, mas eles receberiam muito amor e oração e estariam a salvos de pesca, poluição, etc. 



Ah! Gostaria de poder me materializar em outro local instantaneamente. Já pensou decidir uma hora antes que vou jantar em Paris? Não seria maravilhoso, quando estiver sem tempo, poder dormir e seu corpo de alguma maneira ser exercitado e você acordar já tendo feito exercícios, saudável, em forma, feliz, sem sentir que fez esforço? Gostaria de colocar o dedo num equipamento de tomografia que eu teria no meu banheiro e em um segundo ele fizesse toda a leitura do meu corpo e enviasse o diagnóstico preciso do meu checkup e se eu precisasse de algum medicamento ele já forneceria. Mas este equipamento deveria ser barato e acessível à todas as famílias.



Gostaria de tomar uma pílula que eliminasse a existência de TODAS as calorias e que fornecesse todos os nutrientes que meu corpo necessita, embora isso não muda o fato de que felizmente gosto de alimentos saudáveis, seria só por precaução. Adoraria ter uma horta gigante em casa com todos os tipos de legumes, vegetais, frutas e temperos do mundo inteiro. Não seria divino se todas as pessoas tivessem um lar confortável, acesso à boa alimentação, transporte, lazer, saúde e educação de qualidade e que aprendessem a pensar mais, serem mais felizes e não se deixassem levar pela mídia global? 



Seria muito bom se as prisões fossem locais de renascimento e que as pessoas saíssem de lá "melhores" e mais felizes do que quando entraram, tendo acesso à tratamento psicológico, espiritual, educação, etc. Será que um dia isso existirá? Gostaria que todos dedicassem mais tempo em seu cotidiano para orar, meditar ou ler algo inspirador, de preferência sozinhos numa sala à prova de som em seu lar, sem TV, ipod, ipad, micro, celular, etc ou então usassem uma máquina para se materializar em algum local muito tranquilo, em contato com a natureza. Já pensou se isto virasse uma ação automática em nosso cotidiano tanto quanto comer e dormir?



Eu sei... Algumas ideias são malucas, fúteis, desnecessárias ou improváveis para você talvez, mas será que um dia isso não existirá? Eu pensei em viagem no tempo, mas mudei de ideia, porque creio que tentaríamos refazer tantas coisas que ficaríamos malucos. Mas... se um dia for possível viajar no tempo, será que não tem alguém do futuro agora entre nós? hehehe Tudo bem, sou meio maluca, eu concordo, mas não estou sozinha nesta, dê uma olhada no artigo abaixo. Achei-o bastante curioso.



Revista SUPER INTERESSANTE

9 escritores que previram o futuro

Ana Carolina Prado 14 de julho de 2011
Esqueça Nostradamus e aquele cara que disse que o mundo ia acabar em maio deste ano. As profecias mais acertadas sobre o futuro vieram dos escritores de ficção. Às vezes a exatidão de detalhes é impressionante, como no caso da ida do homem à Lua, antecipada por Júlio Verne. Alguns dos autores até reconheceram que fariam fortuna se tivessem patenteado algumas de suas invenções visionárias. Quer ver?

Júlio Verne (1828-1905)

Julio Verne foi um dos pioneiros do futurismo e previu a existência de viagens espaciais, submarinos, helicópteros e satélites. Em 1869, o escritor francês imaginou um submarino que utilizava um combustível eficiente e praticamente inesgotável. A ideia se concretizou em 1955, com o primeiro submarino de verdade movido por propulsão nuclear. Ele recebeu o nome de Nautilus em homenagem ao veículo descrito por Verne.
A descrição de uma viagem à Lua também foi quase profética: o livro Da Terra à Lua (1865) é praticamente um rascunho do que ocorreu de fato com o projeto americano Apollo, em 1969. A duração da jornada (97 horas na ficção e 103, na realidade), o número de tripulantes (três), os locais de lançamento (a Flórida) e de pouso (o Mar da Tranqüilidade, na Lua), tudo parece ter sido previsto um século antes. A cápsula de Verne, em forma de bala, media 4,8m de altura e 2,7m de diâmetro. A Apollo media 3,7m de altura e 3,9m de diâmetro. Até mesmo o regresso à Terra, com o pouso no Pacífico e o resgate por um navio, é igual.

HG Wells (1866 – 1946)
A lista de invenções e ideias de Wells que se tornaram realidade é impressionante. Em Guerra dos Mundos (1898), ele descreve o laser e, em When the sleeper wakes (1899), fala de portas automáticas. Wells não descreveu especificamente o celular, mas falou de um futuro em que as pessoas usariam meios de comunicação sem fios e correios de voz em alguns de seus romances. Suas “previsões” sobre a guerra também foram impressionantes. Tanques, bombardeamentos aéreos e mesmo bombas nucleares já estavam descritos em seus livros.

Arthur C. Clarke (1917 – 2008)

Ele próprio confessa que teria ficado rico se tivesse patenteado a idéia dos satélites em órbita fixa ao redor da Terra. A sugestão foi apresentada em um artigo de 1945, como um meio de melhorar as telecomunicações. O conto A Sentinela (1951) deu origem a 2001: Uma Odisséia no Espaço, filme de 1968 de Stanley Kubrick sobre o supercomputador HAL 9000, que comanda uma espaçonave, adquire vontade própria e começa a eliminar os tripulantes. O filme prevê os computadores capazes de derrotar o homem no xadrez (coisa que aconteceu em 1997, quando um supercomputador da IBM bateu o campeão de xadrez Gari Kasparov em um tira-teima) e mostra uma cidade orbital quase igual à Estação Espacial Internacional.
Até o iPad já tinha sido “previsto” por Clarke. No livro 2001, escrito em 1968, baseado no script que ele escreveu para o filme de Stanley Kubrick, o protagonista utiliza algo chamado Newspad, um computador usado basicamente para exibir conteúdo como jornais, atualizados automaticamente, durante uma viagem.

Cyrano de Bergerac (1619 – 1655)

O escritor e duelista francês existiu de verdade e, sim, tinha um enorme nariz (mas isso não é relevante). Em pleno século 17, ele descreveu em uma de suas obras algo que se parecia com um gravador: uma caixa que permitia “ler com as orelhas”. E vai mais longe: em Viagem à lua(1650), ele fala de uma nave dividida em várias partes que se queimavam sucessivamente, até situar a cápsula tripulada em órbita. Parece familiar? A ideia foi retomada por Julio Verne emDa Terra à Lua, de 1865.

Aldous Huxley (1894-1963)

A obra mais famosa do escritor inglês, Admirável Mundo Novo (1932), descreve um cenário sombrio em que a casta dirigente recorre à lavagem cerebral e à manipulação genética para manter a população idiota. O livro prevê a liberação sexual dos anos 60, as drogas químicas, a clonagem e até a realidade virtual, que ali aparece com o nome de cinema-sensível. Fora todas as outras associações possíveis entre o “mundo novo” de Huxley e o nosso.

Geoffrey Hoyle (1942)

O escritor britânico nascido em 1942 escreveu o livro 2010: Living in the Future em 1972 e antecipou boa parte da tecnologia do século 21. Webcams, compras pela internet, ensino à distância, bibliotecas digitais, estava tudo lá. Olha a descrição de uma sala com acervo digital em uma biblioteca do futuro: “Os livros, filmes e jornais estão todos armazenados no computador da biblioteca. Primeiro você acessa o índice de biblioteca. Este arquivo contém todos os livros que já foram escritos. Não importa se eles foram primeiro escritos em chinês ou francês. Eles vão estar aqui, traduzidos para o Inglês. Há também um índice de filmes e jornais.”
Na descrição de Hoyle, você pode até virar as páginas usando botões e acessar qualquer livro em sua própria casa. Ele previu até o déficit de atenção das pessoas do futuro: “Enquanto você está na biblioteca, você pode querer ver alguns filmes de viagem para lhe ajudar a decidir para onde irá nas próximas férias. (…) Até mesmo se você estiver sozinho em sua casa, você pode conversar com seus amigos durante a aula. É so digitar o número de um amigo e o seu rosto aparece no canto da tela”. Gente!
Dá para ler o livro nesse tumblr (em inglês): http://2010book.tumblr.com/

George Orwell (1903 – 1950)
A expressão Big Brother surgiu no romance 1984 (1948), em que o autor britânico antevê as paranoias que se tornariam realidade com as câmeras de vigilância espalhadas hoje por todo lado. O adjetivo “orwelliano” cabe a todo regime totalitário que altera fatos históricos a seu favor e só acredita na paz por meio da guerra. Fora que o autor inspirou um dos reality showsmais famosos do mundo.

Ray Bradbury (1920)

No livro Fahrenheit 451 (de 1953), Bradbury imagina os EUA dos anos 90 como uma sociedade hedonista e anti-intelectual, onde é proibido ler livros. Nesse mundo, todo trabalhador sonha em comprar sua “televisão de parede”, uma sala com projeções 3D e um sistema de som multicanal, onde as pessoas se sentem imersas na transmissão de espetáculos musicais ou competições que testam seu conhecimento sobre cultura popular, e onde os atores de suas séries preferidas são chamados de família. Detalhe: quando Fahrenheit foi lançado, em 1953, a televisão colorida havia sido lançada nos EUA fazia apenas 3 anos e ainda era extremamente cara. Tecnologias como o laserdisc e sistemas de som multicanal, que iriam tornar possível os home theaters, só surgiram na década de 1980. E o melhor: Bradbury ainda está bem vivo e já viu suas previsões acontecerem.

Johann Wolfgang von Goethe (1749 – 1832)
Além da literatura, Goethe se interessava muito por ciência e deixou trabalhos importantes em campos como botânica, física, química e até meteorologia. E ele previu um retrato acertado sobre o mundo atual também. Em Fausto, Goethe antecipou a questão ambiental que o homem enfrenta hoje, destruindo a natureza em prol de um suposto desenvolvimento da civilização. No romance  Os anos de peregrinação de Wilhelm Meister, ele cunhou o termo ‘velocífero’, mistura das palavras “velocidade” e “Lúcifer”, para se referir a um mundo frenético de velocidade demoníaca.

"A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro."
John Kennedy



Adoraria saber quais são os seus pensamentos em relação ao futuro...

Até amanhã!



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2 comentários:

  1. Gostei muito do post. Vou citá-lo, se me permitir no texto de meu BLOG sobre o fim dos livros. Parabéns pelo trabalho. []s

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  2. Olá André!

    Fique à vontade, será uma honra para mim. :)

    []s

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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)