5.9.11

143: Conheça a si mesmo, acorde nos seus sonhos!


"Você têm que sonhar antes que seus sonhos possam tornar-se reais."
(Abdul Kalam)


Olá!
Como já é muito tarde, hoje apenas deixarei uma mensagem que gostei.



Conheça a si mesmo, acorde nos seus sonhos!

:: Silvia Malamud :: 


Revele-se através de seus sonhos e aprenda a ler os simbolismos implicados. Em pouquíssimo tempo, verá tudo muito claro, tudo como evidência e perceberá cenários, situações emocionais e eventos em geral, como aspectos integrativos da criação dinâmica da consciência em busca de autoconhecimento. Veja o exemplo de uma buscadora exemplar! (os verdadeiros nomes e situações foram alterados para a proteção do paciente, mesmo que este tenha dado autorização para a exposição).

Tânia desenvolve suas próprias leis de acesso ao seu mundo interior, no quesito travessia dos sonhos. Antes de dormir, centra-se e pede que seu Eu superior lhe envie respostas para suas dificuldades de momento. Antenando-se consigo mesma, pouco a pouco se desprende da agitação do dia-a-dia passando para o status de observadora... Na medida em que sente, começar a flutuar, leva consigo apenas a sua pergunta deixando-se ir... Entregando-se ao universo dos sonhos:

- É cedo, início da manhã, Tânia caminha por uma rua estreita. Está apreensiva na efetivação de seus inúmeros compromissos. Ao mesmo tempo, o fato de estar se encaminhando para o trabalho lhe mobiliza enorme energia e alegria. Sente que está caminhando com um direcionamento, fazendo o que dá sentido especial à sua própria vida. Corre para pegar um táxi, mas está difícil de conseguir um. Quando finalmente encontra, surgem duas mulheres que também desejam subir no táxi. Tânia precisa ser firme e impositiva avisando que o táxi é dela.

Assim que faz isso, percebe com melhor atenção as duas mulheres e observa que uma está vestida de executiva e a outra mais como uma mulher da vida. Na sessão terapêutica, interpreta essas duas mulheres como aspectos femininos seus a serem integrados. Fica com a sensação de que seu lado feminino precisa ser unificado. Acha interessante estes aspectos almejarem entrar no táxi com ela.
Na atualidade, Tânia exerce cargo de executiva financeira em uma grande empresa. Na sequência, conta apreciando o movimento em suas vivências oníricas, numa história que não pára aqui.
Finalmente as três, num acordo mudo, entram no táxi. Neste momento, o motorista desce do carro avisando a todas que sua carteira de motorista está vencida e que, portanto, não será possível conduzi-las, mas deixa o táxi para que todas se virassem sozinhas na direção e encaminhamento do táxi. 

Como a leitura de Tânia é baseada, inclusive, em física quântica e pelo autoconhecimento, promovido pelo seu processo terapêutico, mais estudos pessoais, entende que o motorista é o seu elemento adulto, já pronto, e que já está no futuro e que este apenas veio dar uma mãozinha. O desenvolvimento nesta experiência fica por conta destes aspectos e outros que virão. Este eu pronto, que seria um aspecto da totalidade sadia futura de Tânia, estava fora do tempo do sonho, despede-se avisando da carteira. 

Vamos entender mais o significado disso ao longo deste processo. Atentem. Antes de começar a andar, o motorista pára o carro e coloca um menino de 5 anos dentro do carro, dizendo que ele é o filho da protagonista do sonho,Tânia. Caminham por diversas ruas que estão sendo consertadas, arrumadas e que estão desestruturadas até que todos do táxi ficam meio perdidos... Tânia observa sua vida hoje, toda a desestruturação que houve no passado, fruto de determinadas passagens e a nova estruturação pela qual está passando.

Tânia pára e sai do táxi para ter uma visão mais ampla do caminho correto a seguir, mas o veículo continua andando. Corre imediatamente pulando na cadeira do motorista e segurando o volante grita: precisamos parar este carro!

O menino rapidamente pula na cadeira do motorista, bem no colo de Tânia, segurando a direção. Tânia larga o volante na mão do garoto, porém, o carro agora está desenfreado e perigosamente correndo por uma avenida. Tânia retoma a direção das mãos do menino, dizendo com tranqüilidade, mas firme: calma, a direção está correta, apenas necessita ir mais devagar, precisa pisar no freio. 

O menino larga o volante e diz: ah, este jogo ficou chato... e pula no banco ao lado. Tânia entende que este menino é seu aspecto criança espontâneo e totalmente vivo dentro dela e mais, que não gosta de receber regras! Percebe que terá que negociar com a sua criança interna, explicando que às vezes uma coisa é chata, mas tem as suas compensações. 

O entendimento e compreensão deste fato é profundo e passará por um reprocessamento. Está na área da liberdade de expressão, do prazer, dos impulsos, enfim, de como lidar com aspectos da natureza humana de modo saudável.

Tânia volta a ter o controle do volante, agora surge um adolescente na cadeira do co-piloto e avisa: deixa comigo, dou conta! Pula, atravessando seus braços, sentando-se na cadeira do motorista, empurrando-a para outro lugar ao lado. Em poucos segundos, Tânia se estressa e dá ordens para parar o carro. O adolescente obedece. Tânia entende que o adolescente é ela nessa idade, mas que necessita curá-lo porque este a conduziu para um local onde ela não queria ficar, para o lugar errado. Não gostava da disposição das ruas, além do lugar ser aquém do que merecia estar em seu momento atual de vida. 

Num flash, lembrou-se de seu tempo adolescente onde não tivera muitas opções de experimentar locais bons e prazerosos, deu-se conta que por falta de opção acabou encontrando certo prazer, certo sentimento de pertencer a algo em situações que efetivamente nada tinham a ver com a sua essência. Não teve permissão naquela época e nem se sentia amparada para ousar experimentar algo de maior prazer. Seu adolescente não conheceu lugares legais que a Tânia de agora conhece, pode e deseja ir.

Nesta vivência, Tânia reconheceu raízes de suas dificuldades em usufruir situações novas e prazerosas, bem como o receio em conhecer o que nunca conheceu. Entrou em contato com o medo de ser livre, pois a crença anterior era que o prazer fosse reduzido, que a vida para valer a pena deveria ser séria, sem espaço para se divertir, por exemplo.

No final, ficou pairando a questão maior desta trama, como ousar o novo sem a permissão de toda uma holo-história previamente vivenciada e que, por pior que fosse, dava um sentido de vida. Como mudar sem saber o que virá depois, apenas contando consigo mesma? 

Tânia fez seu pedido antes de dormir e literalmente pôde acordar em seu sonho de vida. Nele, sua situação real foi se revelando.
Mas, mesmo que muitas vezes já acordados, por que há tanta dificuldade de mudar de um paradigma anterior, já reconhecido como maléfico, para o novo patamar?

Apenas com total lucidez é que podemos ousar, mesmo ainda que incertos dos resultados, podemos fazer diferentemente do que aprendemos. Muitas vezes temos que tratar das crianças mal conduzidas que residem em nós e que ainda comandam a maioria das nossas ações indesejadas. Apenas conhecê-las, às vezes não é o suficiente, é necessário trabalho interior, acesso e reprogramação, reprocessamento e reciclagem... 

Nosso eu adulto pode ter que curar estes aspectos, acolhê-los e muitas vezes negociar. Nosso todo pede por harmonia interior e conhecer o que nos move faz total diferença para estarmos no caminho da tal felicidade...

E você? Já parou para se pensar ou ainda é um robô de si mesmo?



"Uma das calamidades da vida é sonhar apenas quando estivermos dormindo...
O homem mais pobre não é o homem sem dinheiro: é o homem sem sonhos."
(Max L. Forman)


...


Nenhum comentário:

Postar um comentário

"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)