8.9.11

146: Aprendendo a assertividade



"Você tem que cantar como se não precisasse de dinheiro, amar como se você nunca fosse se ferir. Você tem que dançar como se ninguém estivesse olhando. Isso tem que vir do coração, se você quer que dê certo."
(Susannah Clark)


Olá!
Hoje também foi feriado aqui em Curitiba, dia da Padroeira. Acordei muito tarde. Saí para almoçar fora. Fui ao mercado. Depois namorei muito. Vi TV. Comi umas guloseimas. Falei com a minha mãezinha. E como sempre, pensei na vida! 
Agora a noite houve uma grande festa perto do meu apartamento, no Largo da Ordem, para comemorar esta data. Escutei muitos fogos e parece que estava bem animada. E aqui estou eu mais uma vez, para compartilhar algumas reflexões.



Recebi um email ontem que me fez pensar muito a respeito de algo crucial: aprender que não poderemos agradar a todos, isso é impossível. Esta difícil lição tem sido um dos maiores desafios que venho enfrentando nos últimos meses e meu amor tem me apoiado muito neste sentido.
Meus pais sempre foram muito inseguros em demonstrar seus desejos, opiniões e sentimentos com quem quer que fosse: colegas, conhecidos, amigos, vizinhos ou até mesmo com estranhos. Sempre acabavam se anulando, para não criar problemas. Diziam que deveríamos ser bonzinhos, humildes e não criar caso.



Foi assim que cresci. Sem muita voz ativa para expressar opiniões que me desagradavam ou ainda, sem saber ao certo como aceitar presentes, pessoas ou fatos que pudessem me beneficiar. Eu sempre me anulava. Sempre mesmo! Porém isso não vinha de uma maneira fácil. Sinto que nascia um certo rancor, uma sensação de não ser merecedora, ou forte o suficiente para me impor.
Não vou citar fatos da infância ou adolescência, porque alguns envolvidos poderiam ler e não gostar (olha eu aí, pensando nos outros novamente). Mas foram centenas de vezes que isso ocorreu e eu comecei a achar que eu deveria agir assim, me anular. A gente acaba muitas vezes apenas copiando o modelo dos pais, não é mesmo?!



Certa vez estava apaixonada e minha melhor amiga ficou com ele. Ela sabia? E como sabia!!! O que eu fiz? Nada! Claro que acho que ele tinha o direito de escolher, mas a verdade é que diversas vezes estive no lado contrário desta história, tive a chance de ficar com alguém bem interessante, mas não o fiz, porque magoaria alguma amiga ou conhecida. O ato automático de ceder parecia ser uma ordem celestial soando nos meus ouvidos, como nos filmes antigos bíblicos, com aquele Deus impiedoso e justiceiro pronto para castigar quem o desobedecesse ou não fosse "bonzinho".



Acontece que a gente cresce e percebe que disse muito não. Que perdeu oportunidades interessantes e que o arrependimento de não ter se mantido firme pode ser forte, em alguns casos. Então... Parece que desde o ano passado o "destino" decidiu me desafiar para ver se eu finalmente aprendo a dizer sim, sabendo que jamais poderei fazer coisas que vão agradar a todos; que esta tentativa é desnecessária e só me faz sofrer desnecessariamente. 
Embora eu não tenha comentado ainda sobre "a origem" desta experiência, o aprendizado decorrente dela me arrancou muitas lágrimas nos últimos meses desde o ano passado até algumas semanas, então eu decidi tomar uma atitude e ser mais assertiva em relação à vida.



Como essa mudança "repentina" ocorreu? Num belo dia, após umas orações e reflexões, aquela mesma "voz" que "apareceu" para mim no primeiro dia deste blog voltou, só que não trazia nada de novo, apenas o velho clichê: 
"Nem Cristo agradou a todos, por que você acha que vai conseguir? Desista e seja feliz, se você tentar agradar a todos, estará desagradando a você mesma, o preço é muito caro!"
E... Parece que está funcionando. Decidi parar de sofrer em relação a um tema importante que comentarei num próximo momento. Aguarde!



Sei que sem explicitar o contexto da minha experiência, esta publicação pode ficar um pouco vaga, mas garanto que a espera irá compensar. Além do mais tudo tem o seu tempo, ainda não estou pronta para abrir o jogo. 
Tenho aprendido a ser mais compreensiva comigo e a respeitar meus limites e desafios. Não tenho a menor ideia de quem está lendo este texto, nem do que pensa, mas como sou sincera expondo meus sentimentos, é importante tentar ao máximo me preservar um pouco.



Este texto é um desabafo para todas as pessoas que são como eu. Principalmente para as que cresceram escutando ideias que acabaram sendo gravadas fortemente em seu subconsciente, como por exemplo: não devemos ser egoístas, devemos respeitar o desejo alheio, Deus castiga, só os humildes vão para o céu, é preciso ceder, cuidado com o ego, etc... 
Mais uma vez, o equilíbrio seria a solução ideal. Ou seja, devemos sim pensar nos demais, mas com autoestima, sem nos anular. O que parece prevalecer na humanidade são os extremos: de um lado os humildes e do outro os egoístas. 



Mas este "desabafo" precisa terminar carregado do verdadeiro sentimento resultante da minha experiência: uma alegria sincera, por perceber que estou aprendendo a me manter firme em minhas convicções, desejos, planos. Estou fortalecendo a minha alma, aprendendo a me amar mais, a compreender que também mereço as coisas boas que chegam até a mim. 
Sinceramente começo a perceber que dizer sim não significa que eu seja egoísta e que dizer não para certas pessoas e fatos indesejáveis também faz parte. Não preciso agradar a todos e nem devo tentar. 
Isso traz um alívio imenso, uma sensação de liberdade. Talvez isso seja o que a filosofia da Seicho no ie ensina quando diz: devemos sempre agir sem ego e de modo natural...


"Você é totalmente perfeito e seu sucesso na vida será diretamente proporcional à sua habilidade de aceitar esta verdade sobre você mesmo."
(Dr. Robert Anthony)


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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)