7.9.11

145: Princípio do vazio


"Os defeitos de quem amamos, devemos vê-los com os mesmos olhos com que vemos os nossos."
(Françoise Issembourg Happoncourt)

Olá!
Hoje mais uma vez fiz uma faxina aqui no meu apartamento. Sei que cada pessoa é diferente e isso torna o mundo mais interessante; mas eu não entendo as pessoas que guardam tudo em casa, coisas velhas, potinhos de margarina, coisas estragadas e muitas vezes inúteis como um par de meia, fitas K7, pedaços de fio de luz, pedaços de madeira, etc. Na verdade meu "defeitinho" sempre foi o oposto: jogo coisas demais fora, às vezes segundo a minha mãe e meu falecido pai, eu desperdiçava muitas coisas que poderia precisar depois.


Eu não entendia isso.
Por que até o ano passado meu pai guardava uma máquina de escrever? O que a minha mãe fará com 2 furadeiras estragadas? Por que a minha vozinha guarda mais de 300 pedaços de tecidos?
Sou fã do minimalismo. Gosto que o ambiente tenha espaço, que deixe a energia circular, que esteja mais amplo e apenas contenha coisas novas, belas e úteis. Mas por que somos tão opostos?


Pensava que era "mania" de gente mais velha e que eu estava certa. Mas a vida vai ensinando a gente, não é mesmo?! Eles tiveram uma infância difícil em termos econômicos, a ideia de que poderia faltar era algo presente na vida deles e assim eles cresceram, se apegando mais às coisas. Minha vozinha tem 90 anos e guarda coisas há muitas décadas. Para mim, 95% é "lixo", mas para ela, provavelmente estas coisas são lembranças preciosas de um passado que não volta mais.


Onde está o "certo"? Talvez no equilíbrio. Muitas vezes quero me livrar rápido demais das coisas, acho que ocuparão um espaço desnecessário e que algo melhor poderá chegar e quero deixar o espaço reservado para isso. Porém faço isso com uma certa ansiedade, com pressa, sem analisar a fundo a questão. Meus pais nunca mudaram, minha vozinha jamais mudará. Mas eu quero melhorar a minha atitude perante as coisas, pois há sempre um significado maior por detrás de nossas atitudes e sempre quis saber por que isso me incomodava tanto.


Se analisarmos estas atitudes sob um ponto de vista psicológico/sentimental poderíamos concluir que eles estão de certa forma presos ao passado e eu quero me livrar dele e focar logo no futuro. O equilíbrio talvez viesse de uma atitude onde o passado é reverenciado e livre ao mesmo tempo em que há uma confiança no futuro. Gostaria de conseguir sentir esta sensação de que todo o passado foi bom, não preciso me livrar dele, posso encará-lo sem dor e sem gerar ansiedade em relação ao meu futuro. 


Mas... O que me fez pensar nisso esta noite?
As minhas faxinas realizadas no apartamento hoje e na alma; acompanhadas de um texto que já recebi mais de dez vezes por email. É claro que concordo com ele, mas sinto que levo demais à sério esta teoria, meu desafio é fazer o oposto. 
E você? De que lado está nesta história?


Princípio do Vazio 



Você tem o hábito de juntar objetos inúteis ou dinheiro acreditando que um dia (não sabe quando) vai necessitar deles?

Não faça isso! 

Vai contra a sua prosperidade em todas as áreas! 

É preciso deixar um espaço, um vazio para que novas coisas e pessoas cheguem à sua vida.

Se for guardar dinheiro, guarde para uma ocasião alegre (viagens, carro novo, casa própria, etc.) e não pensando em uma emergência futura.

Pois se acreditar que terá problemas de dinheiro, é isso que criará em sua vida.

É preciso se desfazer do inútil que há em você e em sua vida para que a prosperidade possa acontecer. 

Livre-se principalmente dos pensamentos pessimistas.

A força deste vazio é que atrairá e absorverá tudo o que você deseja, seja prosperidade, amor, saúde...

Se você acumular objetos e sentimentos velhos e inúteis não terá espaço para novas oportunidades.

Os bens necessitam circular. 

Tudo é energia.

Renove a sua.

Existem muitas coisas que são inúteis para você, mas que podem servir para outras pessoas.

Fazer isso circular atrairá a real prosperidade até você.

Limpe as gavetas, os armários, o depósito, a garagem, a mente… 

Faça uma limpeza na alma.

Se necessário, procure auxílio psicológico para eliminar as dores do passado também.

Recomece...

Doe tudo aquilo que já não usa.

A atitude de guardar um monte de coisas inúteis só acorrenta a sua vida ao passado e a um futuro temeroso.

Viva se concentrando no agora e confie que tudo o que você deseja chegará no momento mais apropriado.

Faça uma conexão mais forte com Deus e não sentirá mais medo do futuro.

Nada faltará à você.

Mas é necessário limpar primeiro a mente e o ambiente para poder conseguir chegar nesse nível de fé e entrega.

Não são só os objetos guardados que paralisam a sua vida.

Todos os sentimentos negativos não digeridos do passado também.

Eis o significado da atitude de guardar:

Quando se guarda, se considera a possibilidade de falta, de carência, de necessidade…

Acredita-se que, amanhã, poderá faltar e que não haverá maneira de suprir as necessidades.

Com esse pensamento, você estaria enviando duas mensagens ao seu cérebro e à sua vida:

1) A de que não confia no amanhã;

2) E que o novo e o melhor NÃO são para você, por isso se contenta guardando coisas velhas e inúteis; até mesmo o que já perdeu a cor, o brilho e a funcionalidade.

Deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você.

Liberte-se inclusive dos relacionamentos que já não servem mais.

Por isso depois de ler esta mensagem, não a guarde.

Faça-a circular, para que a prosperidade e a paz cheguem a você. 

Circule esta energia de renovação e ela voltará à você.

E... Boa SORTE!

Joseph Newton


Parafraseando Gandhi:

"Se você quer mudar o mundo, comece mudando a você mesmo, que tal começar pelo seu armário?"



Até amanhã!

...







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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)