15.9.11

153: Interpretação dos 5 sonhos mais comuns

O sonho é uma experiência que possui significados distintos se for ampliado um debate que envolva religião, ciência e cultura.

Olá!
Hoje foi aniversário do meu pai, tive "ups & downs", mas terminei o dia bem. O importante é que apesar de tudo, ele teve uma vida feliz, na maior parte do tempo. O interessante é que tenho sonhado muito com ele. Às vezes sonho 3 noites seguidas. Porém nos meus sonhos ele está sempre vivo.
Compreendo a analogia de que ele realmente está "vivo", apenas sem matéria, pois somos imortais e nossa consciência maior, espírito ou alma, jamais morre, mas... Sinto falta dele. E por falar em sonhos, li uma reportagem sobre este tema e me interessei pois dos 5 tipos de sonhos interpretados abaixo todos já fizeram parte da minha vida e achei que faz sentido.



O que é o Sonho?

O sonho é uma experiência que possui significados distintos se for ampliado um debate que envolva religião, ciência e cultura. Para a Ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Recentemente, descobriu-se que até os bebês no útero têm sono REM (movimentos rápidos dos olhos) e sonham, não se sabe com o quê. Em diversas tradições culturais e religiosas o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência.

Sonho e Freud

Foi em 1900, com a publicação de A Interpretação dos Sonhos, que Sigmund Freud (1856-1939) deu um caráter científico à matéria. Naquele polêmico livro, Freud aproveita o que já havia sido publicado anteriormente e faz investidas completamente novas, definindo o conteúdo do sonho como “realização dos desejos”. Para o pai da psicanálise, no enredo onírico há o sentido manifesto (a fachada) e o sentido latente (o significado), este último realmente importante. A fachada seria um despiste do superego (o censor da psique, que escolhe o que se torna consciente ou não dos conteúdos inconscientes), enquanto o sentido latente, por meio da interpretação simbólica, revelaria o desejo do sonhador por trás dos aparentes absurdos da narrativa.

Sonho e Jung

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), baseado na observação de seus pacientes e em experiências próprias, tornou mais abrangente o papel dos sonhos, que não seriam apenas reveladores de desejos ocultos, mas sim, uma ferramenta da psique que busca o equilíbrio por meio da compensação. Ou seja, alguém masculinizado pode sonhar com figuras femininas que tentam demonstrar ao sonhador a necessidade de uma mudança de atitude. Na busca pelo equilíbrio, personagens arquetípicas interagem nos sonhos em um conflito que buscam levar ao consciente conteúdos do inconsciente. Entre essas personagens, estão a anima (força feminina na psique dos homens), o animus (força masculina na psique das mulheres) e a sombra (força que se alimenta dos aspectos não aceitos de nossa personalidade). Esta última, nos sonhos, são os vilões. 



Um aspecto muito importante em se atentar nos sonhos, segundo a linha junguiana, é saber como o sonhador, o protagonista no sonho (que representa o ego) lida com as forças malignas (a sombra), para se averiguar como, na vida desperta, a pessoa lida com as adversidades, a autoridade e a oposição de idéias. Jung aponta os sonhos como forças naturais que auxiliam o ser humano no processo de individuação.

Ao contrário de Sigmund Freud, as situações absurdas dos sonhos, para Carl Gustav Jung, não seriam uma fachada, mas a forma própria do inconsciente de se expressar. Para o mestre suíço, há os sonhos comuns e os arquetípicos, revestidos de grande poder revelador para quem sonha. A interpretação de sonhos é uma ferramenta crucial para a psicologia analítica, desenvolvida por Jung.

Abordagem psicológica

Os sonhos seriam uma demonstração da realidade do inconsciente. Sendo estudados corretamente pode-se descrever, ou melhor, conhecer o momento psicológico do indivíduo. Fazendo uma analogia séria como uma “fotografia” do inconsciente. Por isso, o sonho sempre demonstra aspectos da vida emocional. Os sonhos têm uma linguagem própria. Pensemos no seguinte exemplo: Ao ver duas pessoas estrangeiras que falam um idioma que não é do nosso conhecimento, nunca diriamos que elas não sabem falar. Na verdade, o problema é que não conhecemos aquela língua (sua estrutura, sua gramática, etc). O mesmo acontece com os sonhos. Sua linguagem são os símbolos. Para entender seus variados conteúdos, temos que estudar os símbolos. 



Utilizando-se do conceito de “complexos” e do estudo dos sonhos e de desenhos, Carl Gustav Jung passou a se dedicar profundamente aos meios pelos quais se expressa o inconsciente. Em sua teoria, enquanto o inconsciente pessoal consiste fundamentalmente de material reprimido e de complexos, o inconsciente coletivo é composto fundamentalmente de uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que constelam sentimentos profundos de apelo universal, os arquétipos.


Interpretação dos 5 sonhos mais comuns

Psicólogo cria ranking dos sonhos mais populares e explica como tirar proveito deles

Verônica Mambrini



Quem nunca acordou feliz com um sonho bom, tenso com um pesadelo ou confuso com um sonho estranho? Embora os detalhes dos sonhos variem de pessoa para pessoa, boa parte de seus temas - assim como as reações - é comum a todos. No livro “The top 100 Dreams” (‘Os Cem Sonhos Tops’, ainda sem edição no Brasil), lançado em junho, o psicólogo Ian Wallace fala sobre os principais sonhos e seus significados.

Wallace falou ao iG sobre como entender melhor seus sonhos e tirar proveito deles quando pular da cama. “Somos os criadores de tudo que sonhamos”, disse. “Mesmo o pior pesadelo tem mensagens importantes para nós.”

iG: Como você fez o ranking dos sonhos mais recorrentes?
Ian Wallace: Na minha carreira como psicólogo, eu analisei mais de 140 mil sonhos de clientes. O ranking do top 100 que uso nos livros é feito usando os sonhos reportados com mais frequência no meu banco de dados.

iG: É possível ter uma interpretação universal dos sonhos, aplicável a qualquer um?
Ian Wallace: Nossos sonhos são um meio termo entre simbolismo universal e pessoal. Quando acordados, somos cercados por símbolos culturais, imagens e metáforas que usamos para atribuir sentido a certos aspectos de nossas vidas. Também usamos esse imaginário coletivo na nossa linguagem onírica e, como somos todos seres humanos, tendemos a ter padrões de comportamento similares e usar o mesmo tipo de imaginário.

Na maior parte dos idiomas, temos frases e expressões idiomáticas que usamos para carregar situações particulares de sentido. Em inglês, por exemplo, temos expressões idiomáticas como “enxurrada de lágrimas”, “numa maré ruim”, “tentar manter a cabeça acima da água”, que se referem a situações emocionais. Esse imaginário é transportado para nossos sonhos, onde a água geralmente representa lidar com emoções. Esse tipo de relação pode ser visto em outras expressões. O céu, por exemplo, com frequência simboliza pensamentos e idéias, com frases como “arejar as idéias” e “refrescar a cabeça”.

iG: As pessoas dão menos atenção a seus sonhos do que deveriam?
Ian Wallace: A maior parte das pessoas menospreza seus sonhos, e muita gente, homens em especial, diz que nunca sonha. Contudo, todos sonham, como uma necessidade biológica para uma vida saudável. Ao prestar atenção em nossos sonhos, podemos descobrir muito mais sobre quem realmente somos, sobre o que realmente precisamos e a melhor forma de conseguir essas coisas. Quanto mais exploramos os sonhos que temos à noite, mais chances temos de alcançar nossas esperanças e ambições enquanto acordados.

iG: Qual a melhor forma de compreender os sonhos? Quão a sério devem ser levados?
 Ian Wallace: A melhor forma de trabalhar com seus sonhos é começar a gradualmente e com suavidade entender o que estão tentando te dizer. Muita gente pensa que sonhos acontecem com elas, mas o contrário é verdade também. Nós que fazemos os sonhos acontecerem, somos os criadores de tudo que está neles. Nossos sonhos são mensagens importantes do nosso eu, e revelam informação vital a que talvez não tivéssemos acesso de outra forma.

iG: Muita gente tem medo de lembrar dos sonhos. É melhor tentar lembrar ou esquecer?
Ian Wallace: De longe é melhor tentar lembrar. Mesmo o pior pesadelo tem mensagens importantes. A maior parte dos pesadelos começa como um sonho simples e suave, onde nós estamos tentando dizer a nós mesmos algo importante. Contudo, quando não prestamos atenção nesses sonhos ao despertar, tentamos nos forçar a prestar atenção a essas questões tornando os sonhos mais vívidos e assustadores.

A ideia não é nos assustar, mas chamar a atenção para algo, da mesma forma que você gritaria o nome de alguém cada vez mais alto se você quer chamar a atenção da pessoa e ela parece não estar percebendo. Quanto mais você se lembra dos seus sonhos, independentemente de quanto eles sejam esquisitos ou assustadores, mais você pode acrescentar à sua vida.

 Veja a lista de significados dos cinco sonhos mais recorrentes, de acordo com Ian Wallace.

1. Ser perseguido
Há um problema na sua vida acordado que você quer confrontar, mas não está seguro de como fazer. Esse problema é com freqüência uma grande oportunidade para ir atrás de uma grande ambição pessoal. Embora possa parecer assustador, seus perseguidores na verdade estão chamando sua atenção para seus talentos não realizados.

2. Dentes caindo
Seus dentes simbolizam o quão seguro de si e poderoso você se sente. Então, há alguma situação fazendo sua confiança ser abalada na vida. Em vez de encarar essa situação como algo que vai deixar você impotente, tente se acalmar remoendo os fatos e encare como um desafio nos quais você possa cair matando.

3. Não conseguir achar um banheiro
Banheiro é um lugar que usamos para claramente responder a uma de nossas necessidades mais fundamentais. É possível que signifique o desafio de expressar quais são suas necessidades reais. Pode acontecer com freqüência se você passa seu tempo cuidando mais das necessidades de outras pessoas do que das próprias.

4. Ficar nu em público
Escolhemos nossas roupas para apresentar uma imagem em particular para as pessoas ao nosso redor, então ficar nu sugere que existe uma situação quando desperto que está fazendo você se sentir vulnerável e exposto. Embora seja potencialmente embaraçoso, às vezes é preciso se abrir para os outros para que as pessoas possam reconhecer seus talentos.

5. Despreparado para uma prova
Provas são como julgamos nossa habilidade diante dos outros, então isso indica que você está examinando criticamente sua própria performance na vida acordada. Em vez de se enfiar numa autoanálise eterna, o seu real teste de caráter é se tornar apto a aceitar seus talentos celebrando seu conhecimento e suas conquistas, em vez de julgá-las constantemente.





Antes de dormir, faça uma pequena pausa, uma oração, leia um bom livro, respire profundamente algumas vezes ou medite. Nada de dormir com a televisão ligada, muito menos em programas violentos, dramáticos ou jornal. O último conteúdo que você pensar irá permanecer toda a noite sendo trabalhado em seu subconsciente e afetará não apenas seu humor, mas a energia com que você inicia um novo dia. 



Sugestão de oração para antes de dormir:


Querido Deus,
Muito obrigado(a) por mais um dia.
Sei que minha vida tem desafios, mas tenho também muitas coisas para agradecer.
Entrego todos os meus desafios nas Suas mãos, sabendo que estarão muito bem cuidados, tenho fé de que não estou só e de que tudo vai melhorar, no tempo certo.
Neste momento, que eu consiga relaxar muito e purificar a minha mente, preenchendo-a com pensamentos elevados e positivos a fim de ter uma noite agradável para acordar amanhã com a energia renovada para mais um belo dia, cheio de Deus, de paz, de alegrias, de sucesso e de amor.
Mais uma vez obrigado(a) por me guiar e guiar a todos os meus familiares e conhecidos.
Já estou me sentindo melhor, posso me entregar em Seus braços e aguardar os milagres que tanto mereço! Sou Filho(a) de Deus, herdeiro(a) de todas as Suas dádivas, como é bom conhecer e sentir esta Verdade.
Que assim seja hoje e sempre!
Amém!

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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)