5.10.11

173: Faça o que eu digo, não faça o que eu faço



"Confie nos seus pressentimentos.
Eles normalmente são baseados
em fatos arquivados abaixo do nível
da consciência."
(Dr. Joyce Brothers)

Olá!
173. Cheguei quase à metade desta jornada.
Tive um dia maravilhoso e desejo compartilhar algumas reflexões.



Antes do almoço decidi retornar ao meu "ponto de partida" deste blog, ou seja, à fonte do famoso "cavalo babão" aqui no Centro de Curitiba, onde tive meus insights no primeiro dia deste espaço.
Tenho pensando muito sobre a minha área profissional, pois embora tenha me dedicado, ainda não vi o resultado esperado. 



Adoraria dizer à você que depois que iniciei este processo de busca, tudo começou a fazer sentido, a se manifestar em direção a uma vida muito completa e sem desafios. Ah! Quem me dera... 
Mas isso nem é possível e nem me faria feliz. Vida sem desafios não existe, eu só queria poder sentir que conquistei algo na área profissional, sentir orgulho nesta nova carreira. Será que é meu ego falando? Provavelmente... Mas sinto uma cobrança interna e externa imensa e não sei o que fazer com ela.



Uma das razões de meu aparente "insucesso" talvez seja porque trata-se de uma área que não gosto. Não sei explicar a razão, mas a área comercial ainda não me faz feliz como eu gostaria. Preciso avaliar se é uma questão de falta de talento, de preparo ou se apesar de todo o meu esforço, ainda exista alguma barreira inconsciente relacionada à riqueza. Talvez um pouco de cada. 



Meu amor e outras pessoas têm me pedido para colocar alguns anunciantes neste blog, já que as visualizações cresceram bastante. Ando relutante em relação à isso. Porém estou pensando a respeito e isso já é o começo, não é? Identificar um "problema/desafio". Por que ainda sinto dificuldade às vezes em negociar e aceitar receber dinheiro? 



O que sinto profundamente é que gostaria de estar mais na área de criação. Gostaria de captar algo muito interessante e canalizar num artigo original, criativo, inspirador. Ou quem sabe num livro, ou mais de um... Sei que poderá achar isso um pouco clichê, mas sei que é meu chamado e quanto mais me afasto, mais me sinto "perdida" profissionalmente.



Pela minha reflexão de hoje dá para notar que tenho sido hipócrita, pois procuro fazer todos aqui e ao meu redor acreditarem e seguirem seus sonhos, seu coração, sua intuição... Mas profissionalmente não estou fazendo isso. Este dilema tem mexido muito comigo ultimamente. Começo a negociar transações (algumas milionárias) e algo acontece e as coisas acabam não finalizando. Estou me auto sabotando? Se sim, como faço para mudar? Chegou a hora...



Sei que muitos diriam que meu resultado é normal, trata-se do mercado mundial e outros fatores, mas sei que existe uma barreira em mim, eu só queria conseguir emininá-la para pelo menos sentir que venci este desafio, mesmo que meu trabalho nesta área não dure tanto quanto eu imaginava. Sofro com isso porque quero resultado para desejar continuar. Que dilema! Gostaria de abrir a minha mente subconsciente e gravar: Sou uma excelente mulher de negócios e em breve, escreverei meus livros espiritualistas.



Afinal estas duas coisas acontecendo seria o paraíso na terra. Inspirações não faltam, apenas coragem. Ainda acredito que seja possível, vamos ver o que acontece nos próximos meses. 
Outro dia num curso ouvi algo interessante que me fez refletir. Dizem que certa vez uma mãe preocupada com seu filho, (pois ele comia muito açúcar) procurou Gandhi e pediu para que ele convencesse seu filho a não comer mais doces pois ele estava ficando doente.



Gandhi apenas pediu para que eles voltassem após 15 dias e não falou mais nada. Mesmo perplexa, a mulher obedeceu e retornou após aquele período. Gandhi conversou então com o menino e pediu para que o mesmo não comesse mais doces por um tempo até que melhorasse. O menino obedeceu.



Passado algum tempo a mãe retornou e foi procurar Gandhi, queria saber porque ele havia pedido aqueles 15 dias. Ele respondeu: "Quando a senhora me pediu para dizer ao menino para não comer mais doces eu percebi que eu estava comendo muito açúcar; então parei por 15 dias para poder ser um exemplo real para o menino."



Lindo, não?!
Mas... Voltando ao cavalo babão. Estava um dia lindo e quente. Sentei exatamente no mesmo banco e tentei relaxar e deixar o momento simplesmente acontecer. Se preciso repensar algumas escolhas, achei que seria o local ideal para isso. Ao chegar lá, percebi que havia um homem deitado na grama. Ele estava sem camisa, de repente levantou, caminhou lentamente até a fonte e... 



Entrou para tomar banho. Não sei quem estava mais sujo, o homem ou a água. Senti algo muito desagradável que me perturbou a ponto de querer ir embora imediatamente. Mas depois de uns instantes passou. Aquele homem apesar de tudo, parecia feliz. Mergulhou completamente naquela água e levantou alegre, sorrindo, como se tivesse sido batizado e saiu de lá renovado.



Eu estava olhando aquele fato sob a minha perspectiva. Sou meio chata em relação à higiene e aquela água realmente não parecia adequada para banho, mas ele não se importou com isso. Sei que parece estranho, mas ele pareceu estar satisfeito com a vida. Depois deitou na grama para se secar ao sol. Tranquilamente. Como se não tivesse nenhuma preocupação. Isso também é ser feliz, não é mesmo?!



Momentos depois, decidi deixá-lo "em paz". Peguei meu livro de orações e comecei a ler. Antes de terminar a oração eu já me sentia muito calma, em paz e ao longe comecei a ouvir um grupo de crianças se aproximando. Era uma escola. Havia duas professoras e umas quarenta crianças, provavelmente da 1ª série, aparentavam ter 7 ou 8 anos. Estavam tão felizes e se esforçavam para manter a fila indiana passeando ao redor da fonte. 



A vontade de quase toda criança ali presente parecia ser querer correr naquele imenso espaço, mas as professoras não deixavam. Eles sentaram na beirada do monumento, tiraram uma foto e saíram. 
Como criança consegue se encantar com tudo, não? Com as pombas, o barulho da água, os desenhos na calçada, é tão lindo de ver... Elas com certeza não tem a "vista cansada", como comentei há 2 publicações.



Depois que elas saíram, mais um homem entrou na água. Ele estava bastante embriagado, quando passou por mim, senti pelo odor. Então ele começou a beber aquela água. Não consegui ficar mais ali, pois ele estava na minha frente e senti um pouco de nojo e preocupação com o bem estar dele. Pelo menos seu antecessor não havia tomado aquela água marrom, mas este não parecia saber o que estava fazendo. 



Será que eu deveria tê-lo ajudado? Nessas horas nem sempre sei o que fazer. Havia mais pessoas ali, inclusive alguns policiais rondando, o que fiz? Apenas fui embora com uma sensação de culpa e gratidão. Culpa por não ter ajudado este pobre homem e gratidão por ter um lar, alimento, conforto, etc. E nenhum vício fora o chocolate. 



Talvez você esperasse um final super feliz sobre meu retorno a este local, mas o insight que tive é que todos os dias são diferentes e por isso são especiais. Afinal, jamais nadamos no mesmo rio duas vezes, não é mesmo?!



Mas já está ficando tarde e como acabo de ver que um homem que admiro muito faleceu hoje, gostaria de prestar uma pequena homenagem. Este vídeo dele (Steve Jobs, da Apple) é com certeza um dos meus favoritos. Cada frase do vídeo é uma aula de inspiração e motivação.


"Faça o que eu Marcia digo (ou principalmente o que ele diz no vídeo), mas não faça o que eu ando fazendo... E você será inevitavelmente muito feliz!" 


E... Veja até o final, ok? Vale a pena ver (rever e repassar).

http://www.youtube.com/watch?v=66f2yP7ehDs&feature=related



"Se hoje fosse o último dia de minha vida, queria fazer o que vou fazer hoje?
 E se a resposta fosse NÃO muitos dias seguidos, sabia que precisava mudar algo."
Steve Jobs


Até amanhã...


Um comentário:

  1. Por que você deveria preocupar-se com reconhecimento? Preocupar-se com reconhecimento tem sentido somente se você não gosta do seu trabalho; nesse caso, ele tem sentido, pois parece compensar algo.

    Você detesta seu trabalho, não gosta mesmo dele, mas você o está fazendo porque haverá reconhecimento, você será admirado, aceito. Em vez de pensar em reconhecimento, reconsidere o tipo de trabalho que você faz. Você gosta dele? então, esse é o objetivo. Se você não gosta dele, TROQUE-O POR OUTRO.

    Para ser respeitado pelos idiotas, você tem que se comportar à maneira deles, de acordo com as expectativa deles. Para ser respeitado por essa humanidade doentia, você tem que ser mais doentio que ela. Assim, ela o respeitará.

    Mas o que você ganhará com isso? Você perderá sua alma e não ganhará nada.

    Osho em livro "Criatividade"

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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)