8.11.11

206: Entre a "dor" e o "nada", o que você prefere?

"Às vezes dói mais do que conseguimos aguentar.
Se pudéssemos viver sem paixão talvez conhecêssemos um pouco de paz, mas seríamos vazios. Quartos vazios, fechados e úmidos. Sem paixão estaríamos verdadeiramente mortos."
(David Boreanaz)


Olá!
Tive um dia bastante agradável, porém ultimamente confesso que sinto que um ciclo meu pode estar terminando para a chegada de outro, mas por enquanto é apenas uma suposição. Não comentei sobre isso ainda aqui, mas estou repensando meu relacionamento. Como creio que absolutamente nada aconteça por acaso, hoje recebi uma mensagem de mais um novo e muito bem-vindo seguidor. Fui ver o blog dele, li diversos textos e amei!





Lá encontrei a publicação abaixo e me fez refletir sobre o que quero. O que acontece é que não quero o nada, mas preciso estar aberta à ideia de que muitas vezes é preciso ter coragem para desapegar e deixar o novo entrar, ou... realmente muita disposição para "recomeçar" o mesmo relacionamento. Deixarei minha intuição e meu coração me guiarem, como sempre! Então... se eu tiver mais news sobre meu coração eu comentarei por aqui. Boa leitura!


Entre a "dor" e o "nada", o que você prefere?

Por Rosana Braga



Não quero defender as relações falidas e que só fazem mal, nem estou sugerindo que as pessoas insistam em sentimentos que não são correspondidos, em relacionamentos que não são recíprocos, mas quero reafirmar a minha crença sobre o quanto considero válida a coragem de recomeçar, ainda que seja a mesma relação; a coragem de continuar acreditando, sobretudo porque a dor faz parte do amor, da vida, de qualquer processo de crescimento e evolução.

Pelas queixas que tenho ouvido, pelas atitudes que tenho visto, pela quantidade de pessoas depressivas que perambulam ocas pelo mundo, parece que temos escolhido muito mais vezes o “nada” do que a “dor”.

Quando você se perguntar “do que adianta amar, tentar, entregar-se, dar o melhor de mim, se depois vem a dor da separação, do abandono, da ingratidão?”, pense nisso: então você prefere a segurança fria e vazia das relações rasas? Então você prefere a vida sem intensidade, os passos sem a busca, os dias sem um desejo de amor? Você prefere o nada, simplesmente para não doer?


Não quero dizer que a dor seja fácil, mas pelo amor de Deus, que me venha a dor impagável do aprendizado que é viver. Que me venha a dor inevitável à qual as tentativas nos remetem. Que me venha logo, sempre e intensa, a dor do amor...

Prefiro o escuro da noite a nunca ter me extasiado com o brilho da Lua...
Prefiro o frio da chuva a nunca ter sentido o cheiro de terra molhada...
Prefiro o recolhimento cinza e solitário do inverno a nunca ter me sentido inebriada pela magia acolhedora do outono, encantada pela alegria colorida da primavera e seduzida pelo calor provocante do verão...

E nesta exata medida, prefiro a tristeza da partida a nunca ter me esparramado num abraço...
Prefiro o amargo sabor do “não” a nunca ter tido coragem de sair da dúvida...
Prefiro o eco ensurdecedor da saudade a nunca ter provado o impacto de um beijo forte e apaixonado... daqueles que recolocam todos os nossos hormônios no lugar!

Prefiro a angústia do erro a nunca ter arriscado...
Prefiro a decepção da ingratidão a nunca ter aberto meu coração...
Prefiro o medo de não ter meu amor correspondido a nunca ter amado ensandecidamente.

Prefiro a certeza desesperadora da morte a nunca ter tido a audácia de viver com toda a minha alma, com todo o meu coração, com tudo o que me for possível...
Enfim, prefiro a dor, mil vezes a dor, do que o nada...

Não há – de fato – algo mais terrível e verdadeiramente doloroso do que a negação de todas as possibilidades que antecedem o “nada”.

E já que a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor, faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez...

Porque você pode desistir de um caminho que não seja bom, mas nunca de caminhar...
Pode desistir de uma maneira equivocada de agir, mas nunca de ser você mesmo...
Pode desistir de um jeito falido de se relacionar, mas nunca de abrir seu coração...

Portanto, que venha o silêncio visceral que deixa cicatrizes em meu peito depois das desilusões e dos desencontros... Mas que eu nunca, jamais deixe de acreditar que daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar, vou viver de novo, vou doer de novo e sobretudo, vou amar mais uma vez... e não somente uma pessoa, mas tudo o que for digno de ser amado!

Link do blog:



E você?
O que prefere:
A dor ou o nada?


"A grande tragédia da vida não é que os homens pereçam, e sim que eles parem de amar."
(William Somerset Maugham) 


 
Eu jamais pararei!!!

Até amanhã!

...


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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)