21.11.11

217: O Barão de Mauá

"A alegria e o amor são as duas grandes asas para os grandes feitos."
(Johan Wolfgang Von Goethe)

Olá!
Hoje tive um dia muito agradável. Fiz uma longa e poderosa meditação/oração pela manhã. Almocei com meu amor e minha mamãe. Apesar de eu e ela estarmos procurando alimentos mais saudáveis, decidimos que ser feliz vale mais a pena, então fomos à um restaurante mineiro. Acho que o que importa é o equilíbrio. Buda neste ponto já descobriu a chave para tudo, pois este grande clichê é verdadeiro, não? Como senão bastasse a comida mineira, a tarde eu estava com vontade de comer chocolate, ganhei uma caixa de bombons de uma pessoa aqui do meu prédio e a minha mãe me trouxe um delicioso do Duty Free. Isso é que é felicidade!!!


Sobre o brasileiro que ontem comentei admirar, o Barão de Mauá, tenho algumas ressalvas. Creio que no início da sua carreira ele foi muito duro ao cobrar as pessoas que possuíam dívidas com seu chefe, mas acabou pagando um altíssimo preço pelo seu comportamento, então creio que se arrependeu. A consequência foi que um dos devedores se suicidou na sua frente e ele teve pesadelos durante toda a sua vida em relação à isso. Não sei como eu reagiria a algo tão grave, creio que me sentiria culpada e infeliz. Mas peço que você veja também as coisas "boas" que ele fez, pois são dezenas...


Não acho que ele foi um ser perfeito, pois ninguém consegue ser. Porém o fato de ele ter se posicionado totalmente contra a escravidão e contra o império querendo ver a libertação dos escravos e o progresso do Brasil, é algo que considero notável. 
Este não é um espaço político, então não vou defender o capitalismo, nem nenhuma outra forma de governo, quero analisar apenas o ser humano. 



Além de ter sido sempre muito estudioso, esforçado, dedicado, ético, inteligente, religioso ele foi também um excelente marido e pai, além de um dos maiores capitalistas de sua época.
Eu o admiro, pois se o colocarmos na balança, a contribuição dele ao país foi muito mais positiva do que negativa, na minha opinião. Novamente, eu convido você a ver o filme nacional: "Mauá, o Imperador e o rei" para conhecer melhor as facetas deste homem que mudou o nosso país.


Irineu Evangelista de Souza - Notável empresário, industrial, banqueiro, político e diplomata brasileiro nascido em Arroio Grande, município de Jaguarão, RS. 
Órfão de pai, viajou para o Rio de Janeiro, RJ, em companhia de um tio, capitão da marinha mercante e, aos 11 anos, empregou-se como balconista de uma loja de tecidos. 
Passando a trabalhar na firma importadora de Ricardo Carruthers (1830), este lhe ensinou inglês, contabilidade e a arte de comerciar. 

Inglês Ricardo Carruthers

Aos 23 anos tornou-se gerente e logo depois sócio da firma de Carruthers
A viagem que fez à Inglaterra em busca de recursos (1840), convenceu-o de que o Brasil deveria caminhar para a industrialização. 
Iniciando sozinho a frente do ousado empreendimento de construir os estaleiros da Companhia Ponta da Areia, fundou a indústria naval brasileira (1846), em Niterói, RJ.
Em um ano, já tinha a maior indústria do país, empregando mais de mil operários e produzindo navios, caldeiras para máquinas a vapor, engenhos de açúcar, guindastes, prensas, armas e tubos para encanamentos de água. 

Estaleiro Mauá

Da Ponta da Areia saíram os navios e canhões para as lutas contra Oribe, Rosas e López.
A partir de então, dividiu-se entre as atividades de industrial e banqueiro.
Foi pioneiro no campo dos serviços públicos: fundou uma companhia de gás para a iluminação pública do Rio de Janeiro (1851), organizou as companhias de navegação a vapor no Rio Grande do Sul e no Amazonas (1852).
Implantou a primeira estrada de ferro, da Raiz da Serra à cidade de Petrópolis RJ (1854), inaugurou o trecho inicial da União e Indústria, primeira rodovia pavimentada do país, entre Petrópolis e Juiz de Fora (1854), realizou o assentamento do cabo submarino (1874) e muitas outras iniciativas.


Em sociedade com capitalistas ingleses e cafeicultores paulistas, participou da construção da Recife and São Francisco Railway Company, da ferrovia dom Pedro II (atual Central do Brasil) e da São Paulo Railway (hoje Santos-Jundiaí). 
Iniciou a construção do canal do mangue no Rio de Janeiro e foi o responsável pela instalação dos primeiros cabos telegráficos submarinos, ligando o Brasil à Europa. 
No final da década de 1850, o visconde fundou o Banco Mauá, MacGregor & Cia, com filiais em várias capitais brasileiras e em Londres, Nova Iorque, Buenos Aires e Montevidéu. 
Liberal, abolicionista e contrário à Guerra do Paraguai, forneceu os recursos financeiros necessários à defesa de Montevidéu quando o governo imperial decidiu intervir nas questões do Prata (1850) e, assim, tornou-se persona non grata no Império. 

Dom Pedro II

Mauá controlou oito das dez maiores empresas do país: as restantes eram o Banco do Brasil e a Estrada de Ferro Dom Pedro II, ambas empreendimentos estatais. 
Chegou a controlar dezessete empresas, com filiais operando em seis países.
Suas fábricas passaram a ser alvo de sabotagens criminosas e seus negócios foram abalados pela legislação que sobretaxava as importações.
No balanço consolidado das suas empresas em 1867, os seus ativos foram estimados em 155 mil contos de réis (155 milhões de Libras Esterlinas na época), enquanto o orçamento de todo o Império, no mesmo ano, contabilizava 97 mil contos de réis (97 milhões de Libras Esterlimas), por esta razão, por um período foi o considerado o homem mais rico do Brasil.
Foi deputado pelo Rio Grande do Sul em diversas legislaturas, mas renunciou ao mandato (1873) para cuidar de seus negócios, ameaçados desde a crise bancária (1864). 


Barão de Mauá  (1813 - 1889)

Com a falência do Banco Mauá (1875) o visconde viu-se obrigado a vender a maioria de suas empresas a capitalistas estrangeiros. 
Doente, minado pelo diabetes, só descansou depois de pagar todas as dívidas, encerrando com nobreza, embora sem patrimônio, a Biografia deste grande empreendedor brasileiro.
Ao longo da vida recebeu os títulos de barão (1854) e visconde com grandeza (1874) de Mauá.
Durante toda a sua vida esteve ao lado de sua companheira, a sua esposa: Maria Joaquina de Souza com quem teve 11 filhos.



O que me chamou a atenção é que apesar de tudo, acho que ele foi feliz e vivia cada momento como se fosse único!

Seja feliz também, carpe diem!!!

E até amanhã!

...


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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)