18.12.11

240: Campanha da gentileza X enfermeira



Olá!
Hoje tive um dia introspectivo.
Pensei sobre o que fiz nos anos anteriores, principalmente onde estava nesta época há 1 ano (ver mais abaixo). Também pensei em tudo que fiz neste ano e no que pretendo fazer nos anos seguintes. 
Nesta época no ano passado eu e a minha família decidimos que faríamos algo divertido para fechar com "chave de ouro" um ano que havia sido bem difícil, devido ao falecimento do meu pai em julho. Então eu, minha mãezinha, minha irmã, minha cunhada Luciane e meus sobrinhos Felipe e Fernanda fomos para Nova Iorque e Washington. Foi maravilhoso. Colocarei umas fotos abaixo mais por diversão, depois disso pretendo comentar sobre um assunto muito pesado que mexeu muito comigo, não positivamente nos últimos dias.


Almoçando no restaurante italiano do ator/diretor Robert de Niro - NYC.
Mãe, minha irmã, meu sobrinho, minha cunhada, minha sobrinha e eu.


Museu de cera NYC - eu e meu maior líder do século passado.


Museu de cera - Olha só como estou à vontade na "Casa Branca" - NYC.


Eu em Washington DC.
A única corajosa a encarar a parte de cima do ônibus (aberta). 
Estava alguns graus negativos com vento, dá para ver a neve no piso.


Mas chega de descontração, agora o assunto é sério.
O tema que me deixou triste e preocupada os últimos dias foi o caso da enfermeira que torturou e matou seu pequeno yorkshire na frente da sua filha de 2 ou 3 anos. Não me indignei apenas com a brutalidade desta jovem, mas pela reação das pessoas. Muitos se igualaram à ela na maldade ao sugerir que vão à casa dela e que ela seja espancada, estuprada, morta... E que antes sua filha seja espancada e morta na frente dela e assim vai... Não vejo diferença de comportamento entre o que ela fez e o que as pessoas querem que seja feito. Violência não se corrije com mais violência, apenas gera mais da mesma. Acho que li a frase abaixo no livro "O segredo da felicidade", do Dalai Lama:


"Perder a paciência é algo tremendamente normal, mas perder a paciência da maneira certa, com a pessoa certa, na hora certa, pelo motivo certo, é quase impossível..."



Mas não sei o que fazer com ela. Se por um lado creio que tratá-la com violência não seja a saída, não consigo crer que a impunidade também seja a solução. Caso difícil!
Mas parabéns à vizinha que gravou e denunciou o caso, esta é uma pessoa corajosa e que fez a coisa certa.
Voltando no tempo... Quando acusaram o pai do Michael Jackson de ter sido extremamente maldoso e por isso seu filho era tão "problemático", pensei: - E como foi o avô do Michael Jackson? Ou seja o pai do pai dele? Quais motivos o levaram para ser assim? Que tipo de infância tiveram num país que era tão racista? Provavelmente carregaram algumas "cicatrizes na alma".



Voltando ao tema de hoje: Qual será a origem do comportamento desta jovem mãe? Foi abusada quando era criança? De onde vem tanta maldade? Tudo tem uma razão de ser, deveríamos manter a calma e procurar a razão, a justiça correta com tolerância e conhecimento completo do caso. Calma... Não pense que não me indignei, chorei e fiquei muito chateada, mas matar esta mulher não resolve a questão. Além disso existem muitos outros motivos importantes que também merecem a nossa atenção (a violência contra as crianças, contra os idosos, a desigualdade social, o tráfico de drogas, a educação e a saúde públicas, a política, etc...) Se vamos nos indignar então vamos dar atenção à tudo que não nos agrada e procurar fazer a diferença de modo positivo. Sei que muitos podem não concordar, eu entendo. Então pretendo parar por aqui.



Campanha da gentileza




O executivo estava na capital e entrou em um táxi com um amigo. Quando chegaram ao destino, o amigo disse ao taxista:


- Agradeço pela corrida. O senhor dirige muito bem.


E, ante o espanto do motorista, continuou:


- Fiquei impressionado em observar como o senhor manteve a calma no meio do trânsito difícil.


O profissional olhou, um tanto incrédulo, e foi embora.
O executivo perguntou ao amigo por que ele dissera aquilo.


- Muito simples – explicou ele. - Estou tentando trazer o amor de volta a esta cidade e iniciei com uma campanha da gentileza.


- Você sozinho? – Disse o outro.


Eu, sozinho, não. Conto que muitos se sintam motivados a participar da minha campanha. Tenho certeza de que o taxista ganhou o dia com o que eu disse. Imagine agora que ele faça vinte corridas hoje. Vai ser gentil com todas as 20 pessoas que conduzir, porque alguém foi gentil com ele. Por sua vez, cada uma daquelas pessoas será gentil com seus empregados, com os garçons, com os vendedores, com sua família. Sem muito esforço, posso calcular que a gentileza pode se espalhar pelo menos em mil pessoas, num dia.


O executivo não conseguia entender muito bem a questão do contágio que o amigo lhe explicava.


- Mas, você vai depender de um taxista!


- Não só de um taxista, respondeu o otimista. Como não tenho certeza de que o método seja infalível, tenho de fazer a mesma coisa com todas as pessoas que eu contatar hoje.
Se eu conseguir que, ao menos, três delas fiquem felizes com o que eu lhes disser, indiretamente vou conseguir influenciar as atitudes de um sem número de outras.


O executivo não estava acreditando naquele método. Afinal, podia ser que não funcionasse, que não desse certo, que a pessoa não se sensibilizasse com as palavras gentis.


- Não tem importância, foi a resposta pronta do entusiasta. Para mim, não custou nada ser gentil.


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Você já pensou como seria bom se agradecêssemos ao carteiro por nos trazer a correspondência em nossa residência?


Ao médico que nos atenda, ao balconista, ao caixa do supermercado...


E a um professor, então? Quantos se mostram desestimulados porque ninguém lhes reconhece o trabalho!


Se receber um elogio, se alguém lhe disser como é bom o trabalho que está realizando com seu filho, como ele influenciará todos os alunos das várias classes em que leciona!


E cada aluno levará a mensagem para suas casas, seus amigos, seus vizinhos.


Pode não ser fácil, mas se pudermos recrutar alguém para a nossa campanha da gentileza...


Diz um provérbio de autoria desconhecida que as pessoas que dizem que não podem fazer, não deviam interromper aquelas que estão fazendo alguma coisa.


Pensemos nisso e procuremos nos engajar na campanha da gentileza.


Pode não dar certo com uma pessoa muito mal-humorada. Mas também pode ser que ela se surpreenda por ser cumprimentada, e responda.


Melhor do que isso: pode ser que ela decida cumprimentar alguém. E, em fazendo isso, se sinta bem. E passe a cumprimentar as pessoas todos os dias.


Assim estaremos espalhando o germe da gentileza, que torna as pessoas mais próximas umas das outras.


Uma campanha que espalha confiança, tranqüilidade...


Pensemos nisso e façamos nossa adesão à campanha da gentileza, transformando a nossa cidade num oásis de paz.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. O amor e o taxista, de autoria de Art Buchwald, do livro Histórias para aquecer o coração, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen, ed. Sextante.





Até amanhã!

...



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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)