21.12.11

243: O que você quer de Natal?


Olá!
Antes de ontem e ontem ganhei 2 presentes muito especiais, duas pessoas novas seguindo este blog. Sejam mais do que bem-vindas!
Mas voltando às minhas reflexões, ontem meu amor me disse: 
- O que você quer de Natal? Você já tem tudo!!!  
E eu pensei: Será que tenho?!
Então, por que a sensação de que sempre falta algo parece ser uma presença tão constante?
Este pensamento dele me fez refletir sobre a minha vida e na verdade, não devo reclamar.


Apesar de ter nascido numa família essencialmente cristã (principalmente católica), quando tinha 16-17 anos comecei a buscar alternativas, abrir a mente e conhecer mais sobre outras religiões. Primeiro me apaixonei pelo espiritismo e logo em seguida pelo budismo. 
Não conseguia acreditar que tantos monges podiam viver com tão pouco e transcender tudo vivendo aparentemente felizes, isolados e em plena harmonia e plenitude. 


Na época eu queria ser assim. Comecei a criticar mentalmente o capitalismo. Li muita coisa, principalmente a maioria das obras do famoso e controverso autor e monge tibetano Lobsang Rampa. Era uma grande "viagem" num mundo novo, mágico, fascinante, muito diferente do Ocidente. 
Eu realmente achei que deveríamos transcender tudo e não precisar de nada, viver praticamente 100% baseados na espiritualidade e praticando a meditação.
Se eles conseguem, por que não eu? 


Seu livro mais conhecido chama-se "A terceira visão". Todos os livros diziam ser autobiográficos, mas descobriu-se mais tarde que na verdade este lama era um encanador nascido na Inglaterra. Porém após uma extensa pesquisa concluíram que o autor inglês parece ter "canalizado" todos os livros, incorporando o espírito de um famoso monge que pode ter existido, por esta razão a riqueza de detalhes é fantástica e a mensagem muito poderosa. Todos os seus livros fizeram muito sucesso ao redor do mundo na década de 60. Se você não está familiarizado com as obras deste autor, para ter uma ideia do que me fascinou, leia um trecho do resumo do primeiro livro abaixo. 


Com todos os ingredientes de uma empolgante autobiografia, A Terceira Visão conta a vida de Tuesday Lobsang Rampa e sua formação como monge budista, até se tornar um lama e abade especialista em medicina cirúrgica. Aos sete anos, filho de um membro dos altos postos do governo tibetano, o pequeno Lobsang tem seu destino decidido por uma comissão de sacerdotes-astrólogos, que solenemente profetizam seu futuro durante uma grande festa realizada em sua casa em Lhasa, no Tibete. O menino deveria ser encaminhado ao mosteiro de Chakpori e passar por um severo preparo ético, teórico, religioso e aguçado através de provas de resistência física e mental. Ele deveria estar apto não apenas para exercer seu papel de médico, mas também para enfrentar um destino marcado por dificuldades, privações e sofrimento no Ocidente. Tendo como mestre o lama Mingyar Dondup, por quem nutre respeito e carinho quase filiais, Lobsang passa por inúmeras provações e conta tudo com detalhismo impressionante.


Sua convivência com o décimo terceiro Dalai-Lama, suas experiências de quase morte, viagens astrais, clarividência; as expedições ao Planalto de Chang Tang a fim de conhecer e colher ervas medicinais; sua visita à "cidade morta" de uma civilização perdida, suas elucubrações quanto às diferenças culturais, sua fiel descrição de um ambiente carregado de mistério, inatingível à maioria das pessoas comuns, tudo isso faz da obra o tipo de livro que não se consegue mais parar de ler. A narrativa também é permeada por mensagens contra o preconceito: "É uma pena que tenhamos essa tendência para julgar outros povos segundo nossos próprios padrões". E de consolo: "A morte não existe. É um nascimento. Simplesmente o ato de nascer num outro plano de existência". A história do menino tibetano que se torna um lama marcou época é foi um dos precursores da literatura esotérica dirigida às grandes massas. A linguagem, quase poética, de com preensão fácil, detalhista e cheia de prosopopéia, conquistou um público ávido pela necessidade de sonhar com uma realidade distante, misteriosa e praticamente inacessível.


Retornando às minhas divagações... Nunca consegui viver completamente desapegada de tudo. Tenho muitos desejos e estou aprendendo a conviver com eles. Se por um lado, viver no alto de uma montanha no Tibete sem energia elétrica, isolados do mundo faz certas pessoas transcenderem esta realidade física para se conectarem a uma realidade maior, ótimo!


Mas... moro aqui no Brasil, no centro de uma grande cidade (Curitiba) e estou cercada de pessoas, de tecnologia, de muito "barulho" e amo tudo isso! Amo gente! De todos os "tipos". Amo os parques, a biblioteca (ao lado da minha casa), a rua XV, os teatros, os shoppings, os restaurantes, as livrarias, ... Gosto de conhecer gente nova, de analisar este "zoológico" humano que é o centro da cidade nos dias de semana.


Porém, parece que há sempre uma busca. Jamais sinto que consegui tudo o que almejo. Sou sincera em dizer: quero mais da vida, muito mais... Então meu amor, eu não tenho tudo o que quero não. Existem muitas coisas que desejo, mas... com uma sinceridade que vem do fundo da alma eu te digo que sei que já tenho o principal e isso me faz muito feliz.


Talvez o segredo da vida seja não sofrer enquanto nossos desejos não se realizam. Ou mais ainda, não depender jamais deles, pois podem nem ocorrer. O que seria o ideal então? 
Talvez seja, saber o que se deseja, saborear a expectativa mas não depender de nada exterior para que a gente possa ser feliz! 
Afinal, um dos autores que eu mais amo atualmente é Abraham Hicks e ele deixa muito claro que nossos desejos são necessários, cada pessoa com um grande sonho impulsiona o mundo e faz a vida neste planeta "evoluir". 

"O homem há de voar."
(Santos Dumont)

Então... Sonhe, planeje, almeje... Nada é realmente impossível, precisamos acreditar mais em nossa força, depois desapegar e deixar Deus agir... Quantos "milagres" estamos evitando? 
O que você mais quer de Natal? E de 2012?
Segue o meu desejo mais sincero:
"Que 2012 seja o melhor ano das nossas vidas até agora e assim sucessivamente!"


Até amanhã!

...



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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)