14.1.12

251: O que é AMOR?!



Olá!
Que dia agradável, sinto que tive um "quantum leap". 
Se você não sabe o que é, prometo falar sobre isso numa próxima publicação, ok?
Como ontem excepcionalmente não publiquei nada (por preguiça mesmo), hoje pretendo tirar o atraso. Me permito esta liberdade pois a vida tão cheia de regras se torna demasiadamente chata, não é?!
O título desta publicação é sobre o amor. Desde a minha 1ª publicação de 2012, este assunto tem sido relevante na minha vida devido às mudanças ocorridas especialmente nas últimas semanas. 
Mas antes de abrir meu coração e entrar neste tema, publicarei mais 2 vídeos que planejava ter colocado anteriormente. Prometi e aqui estão:


Vídeo nada original, mas gostei da música
e a mensagem é bela sempre necessária.
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Música: One Day, de Matisyahu


Já escrevi muitas coisas e joguei fora, pretendo agora escrever uma carta pra mim e guardar para ser lida no futuro também. Belíssimo!
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Nesta tarde chuvosa e fria de Curitiba, me deliciei assistindo a alguns filmes. Um deles, uma comédia romântica bastante clichê, chamada "Meu namorado do futuro". 

Para resumir: Começa no ano 3027 (eu acho) e o protagonista vive num ambiente muito diferente do nosso. Ao fazer umas escavações descobre um romance chamado "Amor proibido" e pergunta ao seu "mestre" o que é amor, sexo, prazer, paixão... Pois estas coisas não existem mais no futuro. (Que horrível!) Então ele fica intrigado e decide fazer uma viagem ao tempo para conhecer a autora do romance e acaba se apaixonando por ela e experimentando o que é o "amor". 
Não concordo com a visão do filme, acho que foi apenas uma "paixãozinha adolescente" mas compreendo a dificuldade do filme; definir o amor é algo tão complexo e pessoal.


Podemos achar lindas certas demonstrações de amor, como no filme Jerry MaGuire, quando o personagem do Tom Cruise diz à sua amada: You complete me! (Você me completa). 

Ah... Este tipo de amor na minha opinião não dura. Enquanto não aprendermos a sermos felizes, "sozinhos", livres, completos e satisfeitos conosco, com nossa individualidade sem carência, penso que não poderemos ser 100% felizes no amor. Quem acha que há um vazio e que ele só será preenchido por outra pessoa está carente de amor próprio e ninguém poderá preencher este vazio. Pior do que isso a pessoa atrairá outro carente e ambos jogarão suas necessidades um no outro. Fracasso à vista. Eu gosto muito do meu espaço. Mais do que isso, preciso dele para ser feliz. Preciso reservar um tempo para as minhas divagações, minhas "neurores". Isso é auto estima. 


Uma das minhas atividades favoritas é caminhar na praia, levemente molhando os pés. Não sei explicar exatamente a razão, mas o mar em si, me fascina. A beleza de um céu azul, o barulho das ondas, sentar nas pedras e apreciar o "infinito", se entregar ao agora, ver as belezas ao redor, meditar. AMO! Mas confesso que tenho dedicado pouco tempo à esta tarefa. Temos uma casa numa praia aqui no Paraná (Guaratuba), mas como esta praia está sempre muito cheia no verão, acho menos interessante ir lá nesta época. Muito barulho, muita festa, gosto mais de paz. Pretendo reservar um tempo este ano para viajar para lá fora de temporada. Se estiver acompanhada, melhor ainda. Alguém aceita o convite? rsrsrs


Além de ver filmes, fiz uma avaliação criando uma linha do tempo imaginária, de todos os relacionamentos que já tive. Analisei o quanto fui feliz e "aprendi" com cada um. Isso é fantástico! Parafraseando Chaplin: "Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."




Esta "linha amorosa do tempo" ocorreu porque ontem uma amiga que é minha vizinha aqui em meu prédio, me disse: Tive muita sorte, casei com meu primeiro namorado! Fiz uma cara de espanto, fiquei sem saber o que dizer. Na hora eu não entendi a alegria dela e também não compreendi a minha atitude de espanto. Depois compreendi. Acho que não nasci para um só amor. Nunca acreditei em "príncipe encantado", nem em "alma gêmea", muito menos que encontraria um amor e que seria feliz com ele para sempre. Contando relacionamentos que duraram entre 1 à 5 anos, tive 8. Sou amiga de 7 deles e consigo dar um sentido para a entrada e saída de cada um deles na minha vida. Minha alma quer crescer, quer aprender com as diferenças, com as "infinitas possibilidades" que a física quântica nos oferece.


Cada um foi especial. Poderia ter durado mais. Mas chega uma hora em que sinto que um ciclo chegou ao fim. Sofro com certeza, porque procuro me entregar ao máximo possível, mas também gosto do novo, do diferente. Confesso que a rotina me incomoda. Talvez seja porque ainda não tenha encontrado alguém com quem eu realmente sentisse vontade de passar o resto da vida junto. Parece uma eternidade. Se eu um dia eu conhecer alguém que me desperte este interesse, ficarei muito feliz, mas terá que ser alguém MUITO ESPECIAL e que isso acabe ocorrendo naturalmente, por vontade, desejo, prazer e não por obrigação. Por enquanto acho que o "infinito enquanto dure" me fascina mais, pelo menos parece mais realista. 


Por diversas vezes comentei que minha visão de "Deus" é muito diferente do que as religiões propõem. Minha visão do amor talvez não seja comum também. Acho que é um certo encontro de almas, de afinidades que se curtem enquanto vale a pena. A separação não é fácil. Confesso que sofro, pois acabamos nos acostumando com aquela presença e criando expectativas. Mas... Se não estamos mais "aprendendo", "evoluindo", "curtindo", "saboreando" esta relação, ela deve acabar para dar lugar à outra. É como um ciclo da natureza. Nestas horas gostaria de conseguir desapegar automaticamente, mas é um processo. E após um período, sempre consigo, pois não acredito em possessividade. A liberdade de escolher com quem se deseja estar é um direito de todos. E cada relacionamento deve estabelecer suas próprias "regras". Tenho as minhas e não abro mão, pois sei que quando chegar o momento, "atrairei" alguém que esteja na mesma sintonia.


Nesta semana estava na seção de pães do supermercado e um homem atraente, muito bem arrumado olhou para mim e disse com um pouco de sotaque espanhol e um belo sorriso: Oi!
Como me considero uma pessoa sociável, respondi:
Oi, também com um sorriso!
Eu não tinha nenhuma "agenda" como falamos em inglês, ou seja, não estava interessada nele, apenas retribuí a gentileza, mas ele veio atrás de mim e disse: Você mora aqui perto? Eu respondi: Por que quer saber? Ele disse: Porque podemos dar uma passadinha lá agora mesmo se você quiser... Você é linda! 


Fiquei triste! Ele nem perguntou meu nome. Na verdade adoro cantadas indiretas, gosto quando a conquista é sutil, quando deixa um clima de dúvida no ar... quando leva um tempo para você sacar o interesse da pessoa. Sabe aquela época que jamais voltará? Gosto de curtir devagarinho cada passo de um relacionamento. Se ele tivesse sido menos direto, poderia ter conseguido pelo menos meu telefone, mas ele me perdeu. Não sei se toda mulher é assim, mas o "joguinho da sedução" é tão mais interessante. Estávamos ao lado das flores, poderia ao menos ter oferecido uma. Por um lado ele foi sincero, por outro lado, sinto falta do clima de romance antes que algo realmente aconteça. É preciso me conquistar, não me entrego assim tão fácil.   


Tenho uma dualidade dentro de mim. Se por um lado os diversos relacionamentos me deixaram uma pessoa aparentemente mais "prática" e realista no amor, por outro lado, aquele lance especial e inesquecível ainda precisa acontecer pra me chamar a atenção. Antes de tudo sou sensível, sou mulher. Tenho um cérebro bastante feminino e certas coisas são mais fortes. Um bouquet de tulipas vermelhas e ele teria quase me conquistado. Poderia ao menos ter me chamado para jantar, não?! Não me entrego para ninguém sem sentir uma certa conexão, sem conhecer um pouco primeiro. Sou assim! Não sei ser diferente.
Para finalizar, um dos meus companheiros fiéis neste espaço (Osho) tem mais coisas a dizer sobre o amor.



AMOR é radiância a fragância de conhecer a si mesmo de ser você mesmo.

AMOR é uma alegria transbordante!

AMOR é quando você viu quem você é; então não resta nada exceto compartilhar o seu ser com outros.

AMOR é quando você viu que não está separado da existência.

AMOR é quando você sentiu uma unidade orgânica, orgástica com tudo que é.

AMOR não é um relacionamento, é um estado de ser;

não tem nada a ver com nenhuma outra pessoa.

A pessoa não está em AMOR, ela é amor!

E é obvio que quando alguém é amor, ele está em amor

– mas isso é uma conseqüência, um subproduto, não é a fonte

A fonte é que a pessoa é amor.

AMOR é quando você conheceu o seu céu interior

AMOR é um profundo desejo de abençoar a existência toda.

O AMOR é algo eterno.





"Verdadeiro amor é algo que não tem nada a

ver com o preenchimento do espaço interno.

Só o contrário, ele tem algo a ver com a

partilha do espaço interno. Se você está

compartilhando, então é amor. Partilha é

a ponte que une o humano ao divino.

O amor é a ponte que une a você, o divino..."

Osho




Realmente Amor...

"...O casamento em si nunca destrói nada. Casamento simplesmente traz para fora tudo o que está escondido em você. Se o amor está escondido atrás de você, dentro de você, o casamento traz para fora. Se o amor era apenas uma pretensão, apenas uma isca, mais cedo ou mais tarde, tem que desaparecer. E depois, a sua realidade, sua personalidade feia vem à tona. O casamento é simplesmente uma oportunidade, então, o que quer que você tinha para revelar, virá.

Não estou dizendo que o amor é destruído pelo casamento. O amor é destruído por pessoas que não sabem amar. O amor é destruído porque o amor não está em primeiro lugar. Você tem vivido em um sonho. A realidade destrói esse sonho.
Caso contrário, o amor é algo eterno, parte da eternidade. Se você crescer, se você conhecer a arte, e você aceitar as realidades da vida amorosa, então, ele vai crescendo a cada dia. Casamento se torna uma tremenda oportunidade para crescer em amor.

Nada pode destruir o amor. Se ele estiver lá, ele vai crescendo. Mas o meu sentimento é, ele não está lá em primeiro lugar. Você entendeu mal a si mesmo, algo mais estava lá. Talvez o sexo estava lá, o sex appeal estava lá. Em seguida, ele vai ser destruído, porque uma vez que você amou uma mulher, então, a atração sexual desaparece, porque o apelo sexual é apenas com o desconhecido.
Depois de ter provado o corpo da mulher ou do homem, então a atração sexual desaparece. Se o seu amor era apenas atração sexual, então é fadado a desaparecer. Por isso, nunca entenda o amor como outra coisa. Se o amor é realmente amor...

O que quero dizer quando digo "realmente amor"? Quero dizer que apenas estar na presença do outro, de repente você se sente feliz, basta estarem juntos, você se sente em êxtase, apenas a presença do outro preenche algo no fundo do seu coração... algo começa a cantar em seu coração, você entra em harmonia. Apenas a presença do outro ajuda-os a estarem juntos; você se torna mais individual, mais centrado, mais enraizado.
Então, é amor.

O amor não é uma paixão, o amor não é uma emoção. O amor é uma compreensão muito profunda de que alguém, de alguma forma, completa você. Alguém faz um círculo completo. A presença do outro aumenta a sua presença. O amor dá liberdade para ser você mesmo, não é possessividade.

Portanto, preste atenção. Nunca pense no sexo como amor, senão você vai ser enganado. Esteja alerta, e quando você começa a sentir que apenas a presença de alguém, a pura presença -nada mais, nada mais é necessário, você não pede nada- apenas a presença, apenas o que outro é, é o suficiente para fazê-lo feliz... algo começa a florescer dentro de você, mil e uma flores de lótus... então, você está no amor e, então, você pode passar por todas as dificuldades que a realidade cria.
Muitas angústias, ansiedades -você será capaz de passar todas elas-, e seu amor florescerá mais e mais, porque todas essas situações vão se tornar desafios. E seu amor, por superá-los, vai se tornar mais e mais forte.

O amor é eternidade. Se ele estiver aí, então, ele vai crescendo e crescendo...
O amor conhece o começo, mas não conhece o final".
Osho






Muito amor pra você!

Até amanhã!

...


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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)