2.3.12

269: O amor bonito e as nuvens...


"Positivo atrai positivo. Alegria chama alegria." 
(Pablo Neruda)


Olá!
Hoje o dia foi lindíssimo aqui em Curitiba e novamente muito quente. A previsão era de chuva, mas isso não ocorreu.
Fiz um longo passeio num belo parque. Primeiro dei várias voltas correndo. Mas... de repente "ouvi" uma voz sussurrar em meus ouvidos: "Olhai os lírios do campo! Pare, curta, perceba o ambiente ao redor, viva no agora, saboreie o prazer de poder caminhar, ver, ouvir, sentir o aroma das flores, liberte-se..." 
Então eu desacelerei e dei mais de uma volta completa bem devagar, observando as belezas ao meu redor. O céu estava muito belo, mas não apenas ele me chamou a atenção. As flores, o verde do gramado, as pessoas felizes, os pássaros também... 


Cheguei em casa decidida a continuar meu exercício, então decidi tirar fotos da vista que tenho da janela do meu apartamento (da sala e do meu quarto). Observei a mudança das nuvens e do céu. Mesmo trabalhando, procurei fazer este registro. Coloquei aquele despertador de cozinha (usado quando se coloca algo para cozinhar ou assar por um longo período e ele avisa quando ficou pronto). Usando este recurso, tirei uma foto a cada 45 minutos, ou seja,  cada vez que meu "despertador me avisava). Fiz isso por aproximadamente 12 horas consecutivas hoje e gostei.
O céu não é um pedaço do paraíso?
Ontem conversando com um amigo piloto comentei: "As nuvens não são mágicas? Não existe uma nuvem igual a outra, são todas únicas, assim como nós." Ele concordou.
Logo após uma belíssima reflexão sobre ao amor, colocarei no final as fotos que tirei...



Então chega das minhas "divagações", estava trabalhando bastante e agora deixarei você em boa companhia com um belo texto e depois as principais fotos. Enjoy it!
"O Amor Bonito..."



Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:
Aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
Tenho visto muito amor por aí, amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva,mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões.
Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira.
Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não.
Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia.
Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”,
arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.
Para quem ama toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.
Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos): Não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.
Falando besteiras, mas criando sempre.
Gaguejando flores.
Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil.
Revivendo os carinhos que instruiu em criança.
Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor,ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições.
Cuide agora da forma. Cuide da voz.
Cuide da fala. Cuide do cuidado.
Cuide do carinho.
Cuide de você.
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz
.
(Arthur da Távola)


Gostou?
Como está o seu amor?


Seguem as minhas fotos abaixo. Dá para ver que durante a tarde algumas nuvens aparentaram chuva, mas não choveu. No final, terminei com a lua, mas em seguida ela foi encoberta, ficou nublado e por isso não pude mais vê-la e o céu ficou menos escuro.















































‎"Em si, a vida é neutra. 
Nós a fazemos bela, nós a fazemos feia; a vida é a energia que trazemos a ela."
Osho


Até amanhã!

(ou depois)

...



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"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." (Ralph Waldo Emerson)