19.5.12

286: É agora ou nunca!


"Relacionamento significa algo completo, acabado, fechado. O amor nunca é um relacionamento: amor é relacionar-se - é sempre um rio fluindo, interminável."
Osho


Olá!
Passei o dia das mães com minha mãe e irmã e foi maravilhoso.
Mas no final da noite fiquei extremamente pensativa.
Imaginei como teria sido a minha vida se eu tivesse sido mãe.
Também cogitei a ideia de desistir de tudo e ir embora do Brasil, fazendo com que o investimento numa pós pudesse quase que "substituir" um relacionamento e na mesma linha de raciocínio, a publicação de meus livros advindos deste estudo poderiam ser como meus "babies".
Sinceramente, não sei o que farei.

"Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. 
Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências."
Osho



Meu maior ícone feminino é a Hellen Keller. 
Creio que nossos ídolos falam muito sobre nossos valores e ideais.
Ela estudou muito e contribuiu para a "evolução do planeta" com seus maravilhosos livros e palestras. Porém, jamais se casou, nem teve filhos e foi uma das maiores personalidades do século passado.
Será que existe um desejo inconsciente de eu ser como ela? Talvez...
Estudar mais, escrever e viajar pelo mundo também parece uma alternativa muito tentadora.
O homem que me conquistar terá um certo trabalho em competir com algo que me atrai tanto.
Porém, de repente tudo parece estar mudando.
Honestamente falando... Será que consigo viver sem um amor de verdade? Acho que não, mas o tempo dirá...
Até pedido em casamento de um querido indiano eu recebi esta semana.


Casamento indiano


Outro homem maravilhoso decidiu fazer o meu mapa astral para verificar como sou e se haveria compatibilidade entre nós.
Não o conheço pessoalmente, ele mora em SP (capital) e me "achou" no facebook.
Nunca entendi deste tema (astrologia). Ele comentou tantos aspectos, mas é algo novo para mim. Porém, ontem nos falamos pelo telefone e se um terço do que ele disse é verdade, muitas coisas boas estão a caminho e isso é fantástico.
E meu grandioso sonho de ser uma escritora mundial que possa inspirar pessoas, parece ser algo possível.
De qualquer maneira, ouvi o que mais desejava ouvir.
Talvez era isso que eu precisava, apenas começar a acreditar... Pois ainda tenho uma certa dificuldade em acreditar que nosso destino já pode estar de certa forma traçado, acho que o criamos.
Ouvir aquilo pode ter sido apenas uma maneira de eu acreditar mais. De qualquer maneira, valeu! 


"Sempre permaneça aventureiro.
Por nenhum momento se esqueça de que
a vida pertence aos que investigam.
Ela não pertence ao estático;
Ela pertence ao que flui.
Nunca se torne um reservatório,
sempre permaneça um rio.”
Osho


A realidade em que vivo agora é que apareceram muitos "homens/candidatos", alguns são do meu passado, outros inesperados, alguns de perto (Curitiba), outros de muito longe (outros continentes), alguns mais jovens, outros da mesma idade, e alguns bem mais velhos. Enfim... Talvez isso seja o resultado de eu ter me aberto sinceramente para novas possibilidades.
Creio que o Universo me ouviu.
Dizem que quando o discípulo está pronto, o mestre aparece. Deve ser semelhante no amor.
Mas... O que vai acontecer?
Estou totalmente sem saber qual rumo tomar.
Adoraria poder dar uma espiadinha no futuro, pois ainda não sei o que acontecerá.


"O amor é o fenômeno mais próximo da meditação: os amantes abandonam suas máscaras, são uma alma dentro de dois corpos."
Osho



Então, aqui estou eu... Decidi dar uma pequena dica do que anda acontecendo na minha vida.
Depois de um período de "calmaria", estou numa bela avalanche de possibilidades no amor.
O texto abaixo me fez pensar que talvez seja verdade: "É agora, ou nunca!"
Faço o mesmo convite à todos que possam estar lendo esta mensagem: Entreguem-se para as maravilhosas possibilidades ao redor, esqueçam dos relacionamentos passados, recriem uma vida especial com a pessoa dos seus sonhos. Acreditar é o primeiro passo...


"Ficar louco de vez em quando é necessidade básica para permanecer são."
Osho


Depois de decidir amar de novo, com certeza devemos agir. Dizer mais SIM para os convites que aparecerem. 
Com certeza é o que completa o ciclo. Trazer do imaginário para o real. Fazer acontecer. 
Mas para que o amor venha para ficar, existe algo que aprendi e que acho fundamental: permitir se colocar num estado de completa vulnerabilidade, fazendo uma conexão sincera de almas, experiências e afinidades... Sinceridade, jogo aberto e muita, mas muita comunicação. Deixar que sua "alma seja vista", pois você é especial e interessante para o outro justamente por ser quem é e por tudo o que passou.

"Nunca existiu uma pessoa como você antes, não existe ninguém neste mundo como você agora e nem nunca existirá.
Veja só o respeito que a vida tem por você.
Você é uma obra de arte — impossível de repetir,
incomparável, absolutamente única."
Osho

E... Se existe algo também extremamente relevante que grandes estudiosos comentam sobre os relacionamentos que duram é que a comunicação é a chave principal, ela deve existir sempre. Então... Encontre alguém que você confie e que goste de conversar sobre tudo. Daqui 20,30, 40, 50 anos isso será mais importante do que qualquer outra coisa.






É agora ou nunca!

‎"As pessoas se sentem muitas vezes rejeitadas porque antes mesmo delas darem algo, já existe a expectativa. Se a expectativa não for satisfeita, elas se sentem rejeitadas. É a expectativa que está criando problema, não o amor. Dê o amor sem qualquer corda amarrando-o. Dê o amor pelo puro prazer de dar. Alegre-se dando-o. O pássaro cuco, ao cantar distante, não se preocupa se alguém está gostando ou não. A estrela distante - você pensa que ela está preocupada se um poeta está escrevendo um belo poema sobre ela ou se um Vicent Van Gogh está pintando-a, ou se um fotógrafo ou um astrônomo estão preocupados com ela? A estrela não está interessada nisso. A sua alegria está em continuar brilhando. Simplesmente abra o seu coração... E abra-o totalmente, sem quaisquer expectativas e condições. É certo que ele alcançará o coração certo; isto sempre acontece. ...E você está me perguntando: Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente? Todo tempo e todo lugar é o lugar certo!
...Você esperou tempo demais, não espere mais. Este é o tempo. Nunca confie no momento seguinte; o amanhã nunca vem. É agora ou nunca!"
Osho



"A ciência é espetacular, mas não pode produzir um único gesto de amor."
Metz



E para aqueles que estão em busca de um novo e perfeito amor, que tal esta oração que já publiquei aqui?




Até breve!

...



6.5.12

285: O Respeito Pelo Eu Inferior


"Tenho o desejo de realizar uma tarefa importante na vida. Mas meu primeiro dever está em realizar humildes coisas como se fossem grandes e nobres."
Helen Keller


Olá!
Para os seguidores antigos pode dar a impressão de que estou cada vez mais distante deste espaço virtual. Só que as aparências têm a capacidade de enviar sinais muitas vezes distorcidos. Se por um lado tenho escrito menos, por outro, tenho refletido bastante sobre tudo e em diversos aspectos, tenho mudado meu modo de ser e pensar.
Às vezes me pego em transição e nem sempre compreendo o que estou pensando/sentindo. Preciso de mais tempo, pois as ideias ainda não fluem para que possa transcrevê-las.
A fase da obrigação já passou, quero registrar tudo aqui cada vez com mais veracidade e conteúdo.
E isso leva tempo...



Meus planos continuam os mesmos, pois têm como base desde o princípio: levar uma vida mais feliz e com mais sentido e valor e poder compartilhar este processo com pessoas que estão nesta mesma "busca".
Sinto que para isso o principal talvez seja tão óbvio: aprender a se amar de verdade, amor próprio, boa autoestima, aceitação e até mesmo gratidão em relação à tudo, desde a nossa personalidade, o corpo físico, os erros do passado, a educação recebida, o trabalho em que está, a família em que nasceu, o país, do planeta, etc...



Este processo pode levar uma vida inteira. E talvez seja este o sentido da vida, o processo, a jornada, o ato de estar nesta procura.
Fiquei pensando em quantas pessoas neste planeta conseguem se amar de verdade, sem ego. Manifestar naturalmente o amor divino, puro, verdadeiro, com 100% de autoaceitação. Será que existe alguém? 
Quantas pessoas buscam cada vez mais remédios, pílulas mágicas que as façam desaparecer desta realidade? Ou plásticas para "remodelarem" seus corpos acreditando que então serão mais felizes?
Uma das coisas que li hoje e que me chamou a atenção, foi retirada do livro "Mulheres, comida e Deus" e fala em como devemos amar e aceitar nossos corpos físicos (pág. 122):



"Apesar da briga com seu físico, o fato é que você está aqui e que as milhares de pessoas que morreram hoje não estão. Ouvi uma meditação anos atrás em que um professor sugeria que pensássemos no que as pessoas que haviam morrido recentemente dariam para estar no lugar onde estávamos. Estar sentada, em qualquer corpo, em qualquer sala. Ele disse: "Pense no que elas dariam para ter um único momento dentro dessa forma física, desses braços, dessas pernas, desse coração batendo e nenhum outro." Eu deduzi que os mortos a quem ele se referia não se importavam com o tamanho das coxas de ninguém."


E por falar em mais aspectos nossos que devemos amar e aceitar, sugiro que nosso "ego" ou "eu inferior" também seja aceito. Para isso, aqui vai outra leitura que me inspirou:




O Respeito Pelo Eu Inferior 


Um Olhar Mais Profundo 

Para o Caminho da Sabedoria 

Carlos Cardoso Aveline 



Na Índia antiga, o guerreiro

Rajput jurava por sua espada e seu escudo


Não basta adotar ideias corretas.

É preciso observar como nos relacionamos com elas. Uma visão superficial ou mecânica de conceitos filosóficos corretos é mais do que suficiente para provocar desastres ao longo do caminho.

Muitos falam, por exemplo, da necessidade de inegoísmo e auto-esquecimento em teosofia. Estas são duas ideias importantes. Mas elas devem ser administradas com cuidado, porque os seus alicerces são um completo autoconhecimento e um cuidadoso controle de si mesmo.

Em “Cartas dos Mestres de Sabedoria” vemos um Mahatma citar palavras de Alfred Tennyson ao referir-se a três fatores decisivos no esforço teosófico:


“Auto-respeito, autoconhecimento e autocontrole”. [1]


É verdade que o auto-esquecimento é indispensável, quando se decide trilhar o caminho da sabedoria. Ao mesmo tempo, o eu inferior ou alma mortal é um instrumento necessário para a expressão prática daquele nível de consciência em que ocorre o auto-esquecimento.


O verdadeiro auto-respeito inclui uma correta consideração pelo veículo que chamamos de “personalidade”. A inteligência inferior é valiosa. Ela tenta ser útil à nossa consciência mais elevada. Só a ignorância temporariamente presente no eu inferior deve ser combatida, de modo calmo e gradual, até desaparecer.


Será correto rir dos nossos próprios erros? Sim, às vezes, e com moderação. A verdade é que ao longo do caminho os pensamentos e ações da personalidade passam a viver em harmonia crescente com o clima criado pelo fato de que o eu inferior se reconhece como um instrumento consciente da Alma imortal. Nosso eu “inferior” é, portanto, muito mais do que uma “máscara” ou “casca”. É um santuário, e pode ser protegido de influências e pensamentos destrutivos. Helena Blavatsky escreveu:


“Só a sempre desconhecida e incognoscível Karana, a Causa Sem Causa de todas as causas, merece ter um altar e um santuário no solo sagrado e jamais pisado do nosso coração.” [2]



A personalidade “inferior” é um templo habitado por uma inteligência divina. Portanto, o aprendiz deve cuidar construtivamente do clima psicológico vivido pelo seu “eu pessoal”. A qualidade dos seus sentimentos e pensamentos não melhora através de ódio ou desprezo pelo eu inferior. A melhora ocorre através da consideração e do estímulo positivo. Ideias ou ações que não se harmonizem com o papel da personalidade como veículo do eu superior devem ser reconhecidos como expressões de desrespeito pela vida.


O aspecto mais importante do processo de auto-respeito é o sentimento que o aprendiz de teosofia tem pela voz da sua própria consciência, pela sua alma imortal, a essência do seu ser, seu Atma, sua Mônada.


Como toda forma de luz, o respeito brilha em todas as direções. A consideração por si mesmo é a base do sentimento fraterno que o estudante passa a ter por todos os seres. Tanto os aspectos celestiais como as dimensões terrestres da vida merecem um cuidado amistoso, e estes dois níveis do sentimento de respeito são inseparáveis entre si. De certo modo, o ser humano é o antahkarana, a ponte, entre os níveis superiores e inferiores da vida. Um indivíduo é sobretudo o foco central do campo de consciência que anima a sua própria aura.


O que se planta, se colhe. Se a consideração por si mesmo produz um sentimento de respeito por todos, a recíproca é verdadeira. Com o tempo, passam a ser necessárias uma atenção e uma vigilância ampliadas por parte daqueles com quem o estudante de filosofia se relaciona. Em cada circunstância da vida, a interação correta entre a personalidade do estudante e outros indivíduos deve ter como base o princípio do respeito mútuo, não no terreno da mera cortesia social, mas no nível durável da profunda sinceridade.


Quando adotamos esta visão multidimensional do processo de auto-respeito, fica mais fácil perceber que a autodisciplina não é um ato de força unilateral. Ela não resulta de uma imposição de fora para dentro. Ela surge naturalmente da afinidade com a ideia de uma vida correta e altruísta. Assim, a prática equilibrada da autodisciplina expressa uma profunda estima do estudante por sua própria personalidade.


Estes três fatores da vida, mencionados em um velho poema de Tennyson, parecem resumir o caminho da Raja Ioga: auto-respeito, autoconhecimento e autocontrole. No entanto, nenhum progresso real em Raja Ioga é fácil. Há sempre um duro combate a ser enfrentado. A mente é como uma espada, segundo a tradição zen-budista. Na Índia antiga, um guerreiro rajput fazia seus juramentos solenes pela sua espada e seu escudo. [3] E o Dhammapada ensina:


“Do mesmo modo como o produtor de flechas torna sua flecha reta, o sábio torna reto o seu pensamento distorcido.” [4]


A verdade é que assim como um guerreiro eficiente ama sua espada, um arqueiro ama o seu arco, e um barqueiro, o seu barco, a filosofia esotérica ensina que um teosofista aprende a amar, a respeitar, e treinar, o seu próprio eu inferior.


NOTAS:

[1] Carta IV para Laura Holloway, no volume “Cartas dos Mestres de Sabedoria”, compiladas por C. Jinarajadasa, Editora Teosófica, Brasília.

[2] Traduzimos esta frase diretamente da edição original de “The Secret Doctrine”, de Helena P. Blavatsky, Theosophy Co., Los Angeles, volume I, p. 280.

[3] Veja, por exemplo, o livro clássico “Annals & Antiquities of Rajasthan”, de James Tod.

[4] “O Dhammapada”, Capítulo 3, Verso 01. O Dhammapada completo pode ser encontrado em seção temática independente no website www.FilosofiaEsoterica.com.



"As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas, mas o coração as sente." 
Helen Keller


Até breve!

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