4.7.13

302: Mudanças, impermanência, morte...


"A única certeza da vida é a impermanência, a mudança, a morte... E porque estamos geralmente tão despreparados para lidar com isso?"


Olá!
Conheci pessoas novas, bem especiais que estão curtindo este espaço e me encontraram no facebook. Elas me pediram para escrever mais frequentemente, aceitei a sugestão e voltei!
E com um tema muito forte e poderoso: a impermanência da vida.
Este tema foi muito comentado esta semana no encontro de mulheres que participo e como achei que o resultado foi espetacular, sendo assim decidi repeti-lo aqui.




A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deverí­amos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí­ viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí­ você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin


O texto acima é interessante, mas nossa realidade é outra e precisamos aceitá-la com o mesmo bom humor e alegria. 
A verdade é que a vida como ela é, permanece sendo perfeita pois a impermanência traz a novidade, as mudanças, a evolução, a quebra da rotina e o avanço.
Mas para entendermos melhor, vamos rever o seu conceito inicial:
A impermanência é um conceito que vem do ensinamento budista. É uma verdade tão simples em teoria e tão complexa de ser incorporada em nossas vidas com a mesma simplicidade: tudo muda, o tempo todo e é para ser assim.
Mas será que aceitamos esta verdade como algo natural, necessário e até mesmo positivo? 
Quantas vezes somos forçados a mudar algo em nossa vida tão profundamente que nos deixamos queimar, algumas vezes sem renascer? Isso ocorre quando não entendemos que o contrato sagrado daquela situação se findou. A Fenix permanece fora de nós e o sofrimento pode ser imenso.


Tenho falado muito sobre a morte, pois per ser ainda um tabu, acho imprescindível tocarmos neste assunto.
Mas não me refiro apenas à morte física nossa ou de outra pessoa, falo também do fim de um ciclo que está em tudo. 
Pode ser: mudança de cidade, de trabalho, uma doença física que muda nosso corpo, ou a idade, o fim de um relacionamento, de um governo, de uma era, até mesmo a chegada de um filho, que significa o fim de um estilo de vida para o começo de outro, fim de recursos financeiros, de uma amizade de longa data, etc. 
Tudo tem seu início, meio e fim, mas ficamos tantas vezes presos às expectativas do que poderia ter sido que não aceitamos que o ciclo se cumpriu de modo perfeito e há espaço para o novo, se permitirmos abrir os olhos da alma com um pouco mais de aceitação.


Tenho procurado ser mais objetiva, mas por hoje gostaria de deixar a importante reflexão para você, pois nada é por acaso:

Você está 100% bem com todas as situações ocorridas em sua vida? 

Conseguiu compreender todos os contratos sagrados de pessoas, coisas e fatos que entraram e por alguma razão saíram da sua vida? 

Consegue aceitar todas as mudanças com a doçura de uma criança? 

Se abre para o novo com força, fé e coragem? 

Consegue compreender quando um ciclo chegou ao fim? 

Consegue viver sem tanto apego às expectativas? 

Aceita as mudanças que vão ocorrer em seu corpo ao envelhecer como um presente? 

Sabe desapegar e deixar a vida fluir sabiamente?

Acesse sua natureza interna e feche os cliclos que ainda faltam.É preciso soltar e deixar espaço para algo maravilhoso entrar...