9.1.15

311: A Ciência cada vez mais se aproxima da existência de Deus




A Ciência cada vez mais se aproxima da existência de Deus


Aqui vai a minha publicação FAVORITA dentre todas até hoje.

DEUS EXISTE? Parece que sim! Eu já sentia/sabia. 

Segue a tradução do artigo do Wall Street Journal - 25/12/2014

Por ERIC METAXAS - 25 dez 2014

As chances de vida existentes em outros planetas crescem cada vez mais. Será que há um Criador inteligente por detrás do Universo, alguém pode responder?




Em 1966, a revista Time publicou uma capa perguntando: Será que Deus está morto? Muitos aceitaram a narrativa cultural que Ele estava obsoleto - que, quanto mais a ciência avançava, havia menos necessidade de um "Deus" para explicar o universo. No entanto, verifica-se que os rumores da morte de Deus eram prematuros. O mais incrível é que o caso relativamente recente da “prova” de sua existência vem de um lugar surpreendente: da própria ciência.

No mesmo ano da famosa manchete da Time, o astrônomo Carl Sagan anunciou que havia dois critérios importantes para um planeta sustentar a vida: O tipo certo de estrela e um planeta à uma distância correta desta estrela. Dado o número aproximado de 1 octilhão - 1 seguido de 27 zeros (1.000.000.000.000.000.000.000.000.000) – que se referem à quantidade aproximada de planetas no universo, teríamos então cerca de 1 septilião - 1 seguido de 24 zeros planetas capazes de sustentar vida baseado no estudo anterior de Carl Sagan.

Com chances tão espetaculares, a busca por inteligência extraterrestre rendeu uma grande e cara coleção de projetos privados e públicos lançados em 1960, que tinham a certeza de trazer alguma rápida confirmação de vida em outros planetas. Cientistas desenvolveram uma vasta rede de rádios telescópicos para tentar identificar sinais que se assemelhavam à inteligência codificada, e não meramente sinais aleatórios. Mas como o passar dos anos, o silêncio do resto do universo foi ensurdecedor. O congresso cancelou o projeto SETI em 1993, mas a busca continuou com fundos privados. Até 2014 os pesquisadores não descobriram absolutamente nada.



O que realmente aconteceu? Como o nosso conhecimento do universo melhorou, ficou claro que havia muito mais fatores necessários para a vida do que Sagan havia suposto. Seus dois únicos parâmetros cresceram para 10 e depois 20 e depois 50, e por isso o número de planetas potencialmente com chances de vida diminuiu em comparação. O número caiu de 1 septilhão para alguns milhares de planetas e continuou despencando.

Até mesmo os defensores do projeto SETI reconheceram o problema. Peter Schenkel escreveu um artigo em 2006 para a revista Skeptical Inquirer: “ À luz das novas descobertas e insights, parece apropriado colocar a euforia excessiva para descansar... Devemos admitir tranquilamente que as primeiras estimativas não podem ser mais sustentáveis. ”

Como fatores que contribuem para a existência de vida continuam a ser descobertos, o número de planetas com possibilidade de vida chegou a zero. Em outras palavras, os dados rejeitam a chance de vida em qualquer planeta no universo, incluindo este. A probabilidade nos diz claramente que até mesmo nós não deveríamos estar aqui.



Hoje existem mais de 200 parâmetros conhecidos e necessários para que um planeta possa sustentar a vida - cada um deles deve ser perfeitamente atendido, ou a coisa toda desmorona. Sem um imenso planeta como Júpiter nas proximidades, cuja gravidade afasta asteroides, a superfície da Terra seria atingida por asteroides mais de mil vezes. As chances de vida no universo são simplesmente muito insignificantes.

No entanto, aqui estamos nós, não apenas existindo, mas falando sobre existência. Como podemos explicar isso? Será que cada um dos mais de 200 parâmetros tenham sido alinhados tão perfeitamente por mero acidente/acaso? Até que ponto conseguimos admitir que a ciência mudou de ideia e passou a sugerir que não podemos mais ser o resultado apenas de forças aleatórias/acidentais? Será que assumir que uma inteligência suprema criou essas condições tão perfeitas para a existência da vida exige muito menos fé do que acreditar que a Terra simplesmente bateu todas as probabilidades tão impossíveis para ter vida?


Há mais. A probabilidade necessária para a existência de vida em um planeta apesar de ser praticamente zero não é nada comparada com a probabilidade necessária para que o universo possa existir. Os astrofísicos agora sabem que os valores das quatro forças fundamentais - a gravidade, força eletromagnética e as forças nucleares fortes e fracas - foram todas determinadas em menos de um milionésimo de segundo após o Big Bang. Altere qualquer valor e o universo não poderia existir. Por exemplo, se a relação entre a força nuclear forte e a força eletromagnética tivesse sido minimizado pela menor fração da mais minúscula fração – mesmo que uma minúscula parte em 100.000.000.000.000.000, então as estrelas (o universo) jamais poderiam ter sido formadas. Sinta-se livre para engasgar com esta informação.

Multiplique esse único parâmetro por todas as outras condições necessárias, e as probabilidades contra o universo existir são tão absurdas - que a noção de que tudo "simplesmente aconteceu" desafia o senso comum. Seria como jogar uma moeda e ter que dar cara 10 quintilhões de vezes seguidas (10.000.000.000.000.000.000), ou seja, todas as vezes cara sem dar coroa nenhuma vez. Dá para acreditar?

Fred Hoyle, o astrônomo que cunhou o termo "big bang", disse que seu ateísmo foi "muito abalado" depois destas informações. Mais tarde, ele escreveu que "a interpretação do senso comum dos fatos sugere que um super-intelecto brincou com a física, bem como com a química e a biologia. Os resultados dos cálculos parecem ser tão avassaladores que questionar esta conclusão seja algo quase fora de questão ".


O físico teórico Paul Davies disse que "a aparência de um design inteligente é esmagadora" e o professor de Oxford Dr. John Lennox disse que "quanto mais conhecemos sobre o nosso universo, mais perto chegamos da hipótese de que existe um Criador... esta teoria ganha a credibilidade como a melhor explicação de por que estamos aqui. "

O maior milagre de todos os tempos, sem dúvida, é o universo. É o milagre de todos os milagres, que inelutavelmente aponta para o brilho de todas as estrelas combinado a algo ou alguém, além de si mesmo.



Erick Metaxas

Mr. Metaxas é o autor, mais recentemente, de "Milagre: o que são e por que eles acontecem, e como eles podem mudar sua vida" (Dutton Adulto, 2014).

Traduzido por Marcia Maria Karasinski

Se desejar ver o artigo original em inglês, que foi publicado no Wall Street Journal, clique em:


http://www.wsj.com/…/eric-metaxas-science-increasingly-make…