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14.6.11

65: A massacrante felicidade dos outros...


"Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz quanto no Facebook, tão simpático como no Twitter, tão ausente como no skype e nem tão ocupado como no MSN."
Autor desconhecido

Olá!
Esses dias uma amiga do facebook publicou este pensamento acima e eu dei umas risadas. Até hoje procurei ser mais séria neste espaço, então decidi começar com uma frase mais divertida. Porém ao mesmo tempo acho que ela carrega uma verdade muito profunda: o julgamento que fazemos dos outros e as eternas e quase automáticas comparações. No fundo queremos saber como os outros estão, embora a razão disso possa não ser tão "bela".


"A curiosidade, instinto de complexidade infinita, leva por um lado a escutar atrás das portas e por outro a descobrir a América."

( Eça de Queiroz ) 


Atualmente muitas pessoas estão interconectadas através da internet e geralmente nos atualizamos quase que diariamente sobre nossos conhecidos. Por causa disso, mesmo que incoscientemente, nos comparamos também. Pior ainda, sinto que o primeiro objeto de análise acaba infelizmente sendo o aspecto físico. Quantas vezes percebi que meus conhecidos perguntavam por fotos atuais minhas, por que? Curiosidade apenas? Para ver se emagreci? Engordei? Envelheci? Estou me cuidando? Sou feliz? Tenho viajado? Estou comprometida? Se sim, com quem? Onde trabalho? Etc.


"Haverá ocupação pior do que a ocisidade?
Sim, a curiosidade inútil."

( Baltasar Gracian ) 





Acho esta curiosidade algo extremamente normal. O pensamento acima é muito radical. Querer saber parece fazer parte da natureza de todo ser humano. Mas há dois pontos que eu gostaria de chamar a atenção:





1) Não somos este corpo físico. Somos seres espirituais, eternos, temporariamente usando um uniforme físico transitório. Nenhum ser humano deveria ser classificado baseado em seu aspecto físico. Não importa quão belo, feio, alto, baixo, rico, pobre, gordo, magro, jovem ou velho seja. Devemos lembrar disso sempre que possível. Já existem muitas cobranças e comparações no mundo atual. Muito vivem uma exigência irracional na busca do corpo perfeito, querem estar na moda, ter "sucesso". Nada disso é algo verdadeiro, significativo e nem traz sentido para as nossas vidas.


Campanha da Dove: beleza real

2) Você não convive diretamente no lar de seus amigos, colegas e conhecidos, então não os julgue pelo que possam estar demonstrando na internet. Não importa o quão bem pareçam estar, a verdade é que podem estar usando um escudo para esconder o que na verdade sentem. Podem naturalmente estar tristes, chateados, inseguros, desanimados, preocupados, infelizes ou frustrados; mas muitas vezes não tem coragem de se abrir.


"Todos nós sofremos, mas o falar nos dá alívio. "
Voltaire


O mais interessante é que quando observo meus conhecidos (e faço isso sempre, confesso), acho que há ainda um terceiro ponto a ser analisado. O que me deixa um pouco chateada é quando alguns parecem reclamar o tempo todo de qualquer coisa. Parecem viver zangados. E olha só... Você percebe que eu (sem querer) estou julgando o comportamento deles também? Afinal sou adepta do pensamento positivo e penso que eles podem estar fazendo isso "de barriga cheia"; mas será que estão mesmo? Será que não é um pequeno desabafo escondendo algo maior que gostariam de expressar todos os dias mas não tem coragem?



"Hoje, não se sabe falar porque já não se sabe ouvir. "


( Jules Renard ) 


Não sei o que se passa exatamente na vida de todos os meus conhecidos. Desconfio dos que estão sempre bem ou sempre mal, pois todos temos desafios. O que sei é que a cada dia procuro oferecer um ombro amigo. Ninguém entra na nossa vida por acaso e sempre desejo poder ajudar, se estiver ao meu alcance. Quanto aos julgamentos antecipados, tento evitá-los sempre que possível, pois somente aquela pessoa pode saber porque está agindo assim. Só sei que aprendi uma coisa: a grama do vizinho não é mais verde não, a minha é maravilhosa, se eu estiver disposta a "olhar além" perceberei isso e sentirei uma profunda gratidão.


Curiosidade: verde é a minha cor favorita, amo a natureza! 


E agora deixarei uma mensagem fantástica, para dar continuidade a este mesmo tema:



"A massacrante felicidade dos outros..."


Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.

Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?

Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia:
'Eu espero acontecimentos, só que quando anoitece, é festa no outro apartamento' .

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite.

É uma das características da  juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias.

Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

Ao amadurecer, descobrimos que estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados pra consumo externo.

'Todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores, social e filosoficamente corretos. Parece que ninguém, nenhum deles, nunca levou porrada. Parece que todos têm sido campeões em tudo'.

Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.

Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? 

Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? 
Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Será bom só sair de casa com alguém todo tempo na sua cola a título de segurança? 


Estarão mesmo todas essas pessoas realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está em casa, lendo, desenhando, ouvindo música, vendo seu time jogar, escrevendo, tomando seu uisquinho?


Tenha certeza que as melhores festas acontecem sempre dentro do nosso próprio apartamento.


(Martha Medeiros, gaúcha, 49 anos, Jornalista e Poeta) 


"Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós."
(Marquês de Maricá)



PS.: A massacrante felicidade dos outros pode ser uma utopia e a sua a mais pura realidade, você não acha? Pense nisso!

...





14.4.11

Tempo de entrega...


Olá!

Na noite anterior fiquei acordada lendo até muito tarde (aprox. 4.40h), então excepcionalmente, acordei as 11.25h.



Senti um prazer enorme por não sentir culpa por isso e desta forma rompi com comportamentos anteriores, principalmente autocríticas.
A partir de hoje, eu declaro ao universo:
Eu me permito dormir até mais tarde, quando não tiver compromissos, sem pensar que quase o planeta inteiro poderia cobrar minha produtividade e questionar meu comportamento.


Na verdade senti uma espécie de prazer e gratidão, pois mais uma vez fiz coisas que desejava e deixei o relógio de lado. O tempo passou a ser meu "aliado" nesta minha busca por uma vida com mais sentido.


Confesso que se eu fosse um animal em observação, logo concluiriam que sou um ser notívago.
Adoro o silêncio da madrugada para pensar, ler e escrever.



Mais uma decisão que estou me propondo, me importar cada vez menos com a opinião alheia. 
Sinto que este desafio exigirá muito de mim, mas estou me preparando à altura.


Não tomei café porque tinha marcado de almoçar com a minha mãe.
Decidi esperar para saborear algo quando estivesse com mais fome.
O alimento parece tão mais saboroso quando nosso organismo o pede, não?


Mas antes de sair, fiz uma longa pausa e não consegui evitar a pergunta: O que espero para o dia de hoje?

Fechei os olhos, respirei fundo e minha mente começou a "viajar".
Desta vez não consegui focar no agora e esquecer o restante.
Em segundos eu estava visualizando planos para o dia.
Também imaginei um grande projeto de vida que desejo conquistar e que envolve várias áreas.


Lembrei o quanto o autor que descrevi no dia anterior (Eckart Tolle), pede para nos desapegarmos até mesmo das expectativas de realizar grandes sonhos, pois a não realização dos mesmos poderia nos fazer sofrer. Ele conclui: a vida só existe no agora, não ocupe a sua mente com temas futuros.



Embora eu tenha gostado muito do seu ensinamento, discordo um pouco em relação a este tema.
Acredito que devemos ter sonhos, planos e projetos sempre.
Precisamos ter consciência de onde queremos chegar nesta vida terrestre.
Considero ter um planejamento de vida como algo fundamental.


O que não podemos fazer é imaginar que seremos felizes somente após certos acontecimentos.
Tenho a firme convicção de que não importa onde estejamos ou o que estejamos fazendo ou sentindo, podemos sentir prazer em viver agora mesmo.
Em minha opinião, ser feliz e estar bem é antes de tudo uma decisão.


Gosto da frase:

Shoot for the moon. Even if you miss you will land among the stars.

Mire na lua. Mesmo que você erre, estará entre as estrelas.
Por esta razão, tenho projetos ambiciosos, mas os mantenho em segredo.




Tive uns desafios no amor hoje. Tive que me acalmar.
Em seguida, quase que imediatamente, outro pensamento surgiu. 
Lembrei do livro "Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?", do casal Allan e Barbara Pease. O mesmo aborda como os últimos 50 mil anos marcaram tão profundamente as diferenças entre os cérebros masculino e feminino.


Então concluí:

Ele é homem!!! Eles geralmente tem um cérebro diferente. Mais lógico, racional. Esses temas que falam especificamente de sentimentos, reflexões e internalizações não pertencem à maior parte do mundo masculino. Eu percebo que ele se importa comigo sim. Talvez estivesse muito ocupado, ou nem sabia se era algo realmente importante pra mim. Não importa, está tudo bem. Além do mais, ficar chateada com isso seria uma incrível perda de tempo.

Recomendo este livro, por esta razão, colocarei dois trechos abaixo.



1) Pág. 46: Por que os homens são chamados de insensíveis?

Não é que as mulheres sejam supersensíveis.Os homens é que tiveram os sentidos embotados. Como no mundo feminino a percepção é muito mais desenvolvida, elas esperam que eles também sejam capazes de ler seus sinais de linguagem verbal, vocal e corporal e adivinhar seus desejos, tal como faria outra mulher. Por causa da origem e evolução da espécie humana, como já vimos, isso não é possível. A mulher parte do princípio de que o homem será capaz de descobrir o que ela quer ou precisa e, quando isso não acontece, diz que ele é "insensível, nem desconfiou!" Ele reclama: Eu sou obrigado a ler seus pensamentos?"


Pág. 126: Por que os homens escondem as emoções?

O homem moderno ainda carrega, como herança genética, a obrigação de ser valente e não demonstrar fraqueza. As mulheres sempre reclamam: "Por que ele tem sempre que bancar o durão? Por que não demonstra o que sente?" ou "Quando ele está preocupado, se fecha, se isola." ...
O homem é por natureza desconfiado, competitivo, fechado, defensivo, um solitário que esconde as emoções para manter o controle. Demonstrar emoção é perder o controle. O condicionamento social reforça este comportamento quando ensina "seja homem", "faz cara de mau" e "homem não chora".
O cérebro da guardiã da cria, por outro lado, está programado para a franqueza, a confiança, a cooperação, as demonstrações de vulnerabilidade, a revelação de emoções e para saber que não é preciso ter a situação sob controle o tempo todo. Se a mulher tenta conseguir que o homem fale de seus sentimentos e problemas, ele resiste, porque vê nisso uma crítica, uma acusação de incompetência. Na verdade, ela tem um só objetivo: ajudar, fazer com que ele se sinta melhor. Para a mulher, dar conselhos é prova de confiança mútua e não sinal de fraqueza de quem o escuta.


E é por esta e outras razões que meu público aqui no Blog deverá ser quase que exclusivamente feminino. 
Embora acredite que um homem inteligente deva pesquisar assuntos femininos para estar familiarizado com nosso universo.

 

Mas tive mais um "insight"...
Será que eu me importo o suficiente para aprender e discutir os hobbies e paixões dele? Acho que não... Preciso prestar mais atenção nisso.



Em segundos, eu "soltei" o pensamento destrutivo e passei a vivenciar o que quero propor aqui, o desapego, a visualização da perfeição em tudo, a aceitação das coisas como elas são.
Sinto que se eu apenas escrevesse aqui, que devemos realmente fazer um esforço para termos uma vida melhor, estaria sendo hipócrita.
Preciso praticar cada vez mais o que estou assimilando com diversos autores, pois desejo vivenciar uma experiência transformadora.


Esta rápida mudança de atitude proporcionou algo mágico.
E sabe o que aconteceu em seguida?
A “perfeição”!
Nenhum drama, nenhuma cobrança, apenas carinho, amor, entrega e muita comunicação.


Enfim...
Meu dia foi espetacular!
Feliz mesmo!
E continua sendo.

Tenho este texto abaixo colado no mural próximo ao meu computador e leio todos os dias, geralmente quando acordo.
Espero que goste.
É uma adaptação minha de um texto retirado do site "Todos somos um".

“Tempo de entrega...”


Eu recebo orientação divina, por esta razão estou sempre no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas.
Tudo aquilo que faço está orquestrado para o meu crescimento espiritual, minha consciência mais elevada, minha evolução e minha felicidade.


Não sei como explicar o que me move às vezes a permanecer em casa, ou a ir a lugares que depois tenho certeza absoluta que era onde tinha que estar naquela hora. Mas sei que quando sigo minha voz interior, sempre acontece alguma coisa boa que faz a diferença.


É quando o Grande Mistério (Deus) se manifesta em sinais tão claros que até assustam pela nitidez do que querem dizer. 
Eu entrego o controle de tudo a essa força com absoluta certeza que tudo vai acontecer da maneira que é melhor pra mim e pra todos. 


Mesmo que o acontecimento seja diferente daquele que é o meu desejo ou que ocorra noutro tempo que não o que planejei. Pois quando realmente digo ao Universo o que desejo e depois desapego, sem especificar como, quando e com quem, o resultado aparece rapidamente e é ainda melhor do que eu tinha esperado.


Eu adoro quando estou nesse tempo de entrega com essa fé tão absoluta. Isso tem ocorrido cada vez com mais frequencia e facilidade. É neste “tempo” que as coisas acontecem com uma sincronicidade que encanta pela beleza, proteção, paz e precisão dos encontros.


Existem épocas onde é mais difícil essa entrega, esse desapego. 
É onde crio expectativas e me apego a elas. Onde quero controlar os resultados e tenho urgência. Este é um tempo de aprendizado, de preparação e de crescimento. Quando tenho que liberar padrões antigos e aprender a confiar mais no invisível.


Mas isso também é perfeição. Minha vida será cíclica, assim como é a de todas as pessoas. Isso faz parte da natureza. Aceito as mudanças e as novidades. Estou aprendendo a aproveitar mais os momentos agradáveis e sofrer menos quando algo indesejado ocorre.


Agora, neste exato momento, estou no tempo da entrega. 
No tempo da Fé no Grande Mistério (Deus).
E ele sempre me surpreende trazendo aquilo que mais quero mesmo que eu não soubesse ainda que queria, afinal ninguém me conhece melhor do que meu Criador e Ele já sabe tudo o que necessito.


É neste tempo em que me entrego a Ele, que coisas preciosas me chegam às mãos de forma totalmente mágica e inesperada.
Esse encontro com aquilo que me é reservado é tão sagrado que desperta uma profunda gratidão e uma compreensão maior da minha ligação com o todo e com o Criador de todas as coisas... 


Tempo de entrega não é para ficar parado(a).
É uma ação de se deixar guiar.
Uma certeza que se pode descansar nos braços do Criador.
Um fluir leve em direção aos nossos mais maravilhosos e grandiosos sonhos, pois é isto que Ele quer para nós, seus filhos, que Ele tanto ama, protege e orienta...



"A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos."


Albert Einstein