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26.6.11

77: A lição das gaivotas

"As pessoas geralmente dizem que a motivação não dura, logo desaparece. Bem, na verdade nem um banho dura muito - é por esta razão que nós o recomendamos diariamente."
(Zig Ziglar)

Olá!
Hoje ao acordar, pensei que seria um dia espetacular, mas uma pessoa próxima resolveu me desafiar, eu teria que fazer um esforço muito maior para que isso acontecesse. É normal que hajam desafios, nós duas somos tão opostas. Tento aceitar as diferenças, só sei que não queria ser como ela. Às vezes eu me pergunto: como teria sido a minha vida se nunca tivesse convivido com esta pessoa?



Claro que sempre penso que teria sido ainda melhor, mas isso eu jamais saberei, pois certas pessoas nascem justamente para testar nossos limites e como creio que escolhemos as pessoas com quem desejamos conviver, acho que eu queria mesmo testar o "amor incondicional". Apesar de tudo, acho que estou indo na direção correta, pois sou feliz e tenho Deus em meu coração.


Por enquanto confesso que este "amor incondicional" ainda não se manifestou plenamente em relação à ela. Por mais que eu tenha tentado, ele parece que vai surgir para ficar e de repente "some"; vamos ver se um dia isso muda. Só sinto que nestas horas a gente acaba sofrendo por mais uma vez fazer comparações, analisa tudo o que já fez por esta pessoa e o que esta pessoa fez pela gente e a balança fica muito desigual.



Nosso amor, carinho, atenção, desapego foi "pago" com o oposto. Mas é aí que verei se consigo mais uma vez transcender esta leve "imperfeição" e manifestar o meu Deus interior. Só sei neste exato momento, enquanto digito, creio que não parece ser uma tarefa fácil, mas tudo é possível, não é mesmo?! Mas sabe o que é fantástico? Perceber as demais pessoas MARAVILHOSAS que fazem parte da minha vida, e são tantas que compensam...


"A lição das gaivotas"


Um enorme transatlântico partiu de movimentado porto rumo a outro continente. Do convés, os passageiros acenavam lenços e agitavam mãos, em manifestações de adeuses.

No porto, muitas pessoas acenavam igualmente e lançavam beijos ao ar, num misto de antecipada saudade e carinho.

Pouco depois, os que se encontravam no convés, ainda observando os que permaneciam em terra, puderam constatar uma nuvem de gaivotas prateadas acompanhando o imenso navio.

O seu voo atraiu a atenção de quase todos, tanto pela algazarra que promoviam, quanto pelo capricho de suas voltas, ao redor da enorme máquina concebida pelo homem.

Passada uma meia hora de viagem, o tempo se tornou ameaçador. Ondas de espuma se levantavam ao açoitar dos ventos violentos.

Esboçou-se no firmamento uma tremenda tempestade. Com suas possantes máquinas, o navio cortava as vagas agitadas e parecia fazê-lo com dificuldade, dada a presença dos elementos da natureza em convulsão.

Um dos poucos viajantes que até então permanecia no tombadilho, contemplou as aves a voejar e as lastimou.

Como podiam elas, com suas asas tão débeis, lutar contra o tufão, desamparadas nos céus? Elas nada tinham além do próprio corpo para o enfrentar.

Suas asas resistiriam ao vento implacável, se o possante navio, com suas máquinas que representam milhares de cavalos resistia com dificuldade ao tempo torrencial?

De repente, aquele homem que estava tão compadecido das avezinhas do mar, ficou perplexo. É que as pequenas gaivotas, estendendo as asas que Deus lhes deu, abandonaram o navio na tempestade e se ergueram acima da tormenta, passando a voar numa região serena dos ares.

E a máquina, representando a ciência humana, prosseguiu na sua luta penosa para resistir à fúria dos elementos.

* * *

Em nossas vidas ocorre de forma semelhante. Quando pretendemos lutar unicamente com nossos próprios meios, encontramos o fustigar dos ventos das dificuldades atrozes, que vergastam a alma e maceram o corpo.

Contudo, se utilizarmos os recursos da oração alcançaremos as possibilidades das asas das gaivotas.

Pelas asas poderosas da prece, o homem pode se elevar acima das tempestades do cotidiano e voar placidamente.

Envolvidos pelas luzes da prece, alcançaremos regiões que o vendaval das paixões inferiores não alcança.

Fortificados pela oração, enfrentaremos o mar agitado dos problemas, a fúria das vicissitudes, e chegaremos ao porto seguro que todos almejamos. 


Redação do Momento Espírita


"O único meio de testar nossos limites do que é possível é ultrapassando-os dentro do impossível."

...

Tenha uma semana cheia de Deus, alegrias, realizações, amor, carinho, saúde, amigos, harmonia, superação, sorte, prosperidade, lazer, oração, vida, boas surpresas e tudo o mais que desejar!

23.6.11

74: Nossa religiosidade de cada dia


"É graça divina começar bem.
Graça maior persistir na caminhada certa.
Mas graça das graças é não desistir nunca" 
D. Hélder Câmara

Olá!
Hoje tenho uma mensagem curta, mas profunda, necessária; aliás, fundamental. 


 “Nossa religiosidade de cada dia”

Você acredita em Deus? Seja esse Deus chamado de Alá, Jeová, Eloin, Força Superior, ou simplesmente Deus, você acredita?

Provavelmente você respondeu sim. Afinal, não há registros de povos onde a crença em Deus não fizesse parte de sua cultura.

Cremos em Deus e no Seu amor, bondade e sabedoria infinitas. Cremos na Sua justiça que vela por tudo e por todos. Cremos seja Ele Pai, a cuidar de cada um de nós, Seus filhos. Tudo isso é Deus para nós.

Agora, você já se perguntou o que espera Deus de nós nessa vida? O que o Pai deseja de Seus filhos, quando nos envia para a matrícula nesta escola chamada Terra? Quais as Suas expectativas?

Ao ser indagado qual o maior mandamento, qual a maior Lei de Deus a ser seguida, Jesus nos explica que é a lei de amor. Amar a Deus sobre todas as coisas, e amar-se para conseguir amar ao próximo como a si mesmo.

E para conseguir vivenciar as Leis de Deus, cada um de nós busca um caminho, um que considera especial para si, um roteiro que consiga explicar melhor Deus e Suas leis, a fim de viver de maneira mais feliz e tranquila.

Esse caminho que escolhemos é a nossa religião.

Como cada um de nós possui diferentes valores na alma, um nível de consciência próprio, uma maturidade emocional específica, é natural que cada um de nós escolha uma forma de ver Deus e entender Suas leis de uma maneira particular.

Por isso a diversidade de religiões, pois vemos a mesma coisa, as Leis de Deus, sob aspectos diferentes. Porém, mesmo diferentes em suas sínteses, toda doutrina que promova o bem, que leve o homem ao bem, é digna de respeito.

Afinal, a religião em si não é um fim, mas é um meio para chegarmos até Deus. O objetivo maior não é viver a religião, mas caminhar através dela para chegar a Deus.

E você já percebeu que nem todo mundo precisa da religião para chegar a Deus, para desenvolver sua religiosidade?

Existem inúmeras pessoas que não professam nenhuma religião e, no entanto, têm uma conduta e valores de alto conceito moral. Elas vivem Deus, sem precisar caminhar por uma religião.

Outros, no entanto, abraçando essa ou aquela religião, carregam na alma pouca religiosidade. Dizem-se partidários desse ou daquele segmento religioso, mas vivenciam quase nada do que sua religião propõe. Será isso que Deus espera de nós?

A religião, de forma alguma, serve para nos fazermos pessoas hipócritas. Muito menos para ser o ópio do povo, como asseverou certa vez um pensador.

A religião deve ser o religar de cada um de nós com Deus. Ela vai construindo, em nossa intimidade, a presença de Deus, nos apontando o melhor caminho para dias futuros mais felizes.

Não seremos melhores ou piores por professarmos essa ou aquela religião, mas sim pelo que fizermos do nosso caminhar, do nosso viver, do nosso pensar e agir.

Se a nossa religião nos oferece um bom direcionamento para sermos pessoas de bem, aproveitemos a chance.

No entanto, de forma alguma nos iludamos que a nossa religião é a melhor por si só. Ela será a melhor dependendo do que fizermos dela e com ela em nosso dia a dia.

Redação do Momento Espírita.

"Dai-me senhor, a perseverança das ondas do mar que fazem de cada recuo um ponto de partida para um novo avanço."
Gabriela Mistral

Que seu final de semana seja espetacular!
Com carinho,
Marcia

"A verdadeira religião nos prescreve que amemos até nossos inimigos." 
(Santo Agostinho)
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